domingo, 24 de setembro de 2006

Chuva de Deus


Chove forte...

Muitas pessoas, como eu, estão gostando muito de ouvir o som das águas que caem e encharcam a terra.

Outras pessoas... nem tanto! Preferem o período de estiagem, onde as chuvas são raras e o tempo é mais propenso a festas e passeios.

Isso me faz lembrar dois versículos do livro dos Salmos, que dizem:

"Bem-aventurados os homens cuja força está em Ti, em cujo coração estão os caminhos altos. Passando pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; e a primeira chuva o cobre de bênçãos." (Salmos 84.5-6)

As águas vêm do Céu para a Terra e modificam paisagens, transformam o clima, limpam os lugares por onde passam, revigoram o que já se encontra seco e sem vida.

Um agricultor somente consegue uma boa safra quando planta em terras que foram irrigadas naturalmente pela chuva. Plantar em terra seca é prejuízo na certa. E não há exceção para isso, pois as sementes não vingam se não houver água suficiente no solo para nutri-las e permiti-las germinar.

O Espírito Santo desceu do Céu para procurar terras onde possa Se manifestar e superabundar nova vida. As águas são um dos símbolos do Espírito Santo, porque expressam purificação, limpeza, força.

No livro de Mateus, Jesus conta uma parábola sobre a semente que foi lançada em vários tipos de lugares:

"Eis que o semeador saiu a semear. E quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram. E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um. Quem tem ouvidos, ouça." (Mateus 13.3-9)

Vamos nos ater à última semeadura, a que "caiu em boa terra". Veja o que o próprio Jesus diz que significa:

"(...) Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta." (Mateus 13.23)

Essa "boa terra", com certeza, estava regada pelo Espírito Santo de Deus, que modifica os sentimentos, os pensamentos, as atitudes. E, por isso, houve condições favoráveis para que o coração onde o Evangelho foi semeado produzisse uma safra satisfatória ao Semeador.

Contudo, mesmo produzindo pouco ou nada, há muitos corações que não tem aceitado bem a chuva do Senhor. São pessoas que, como no início desse texto, estão preferindo a estiagem, porque assim podem gozar de passeios, festas... enfim, uma série de atribuições que lhes proporcionam muito prazer embora não contribuam em nada - ou quase nada - para o bom desenvolvimento de plantas vigorosas e frutíferas em seus campos.

E seus campos estão secos... vazios de vida! Pouco se tem... e o que se tem não é de boa qualidade.

A chuva de Deus, que é o Espírito Santo sendo derramado de forma abundante sobre os corações, deve ser desejada, buscada, implorada por todos os homens!

Pois essa água purifica os males, lava o pus das feridas e as desinflama das impurezas para que sarem, rega os corações com sabedoria, bondade, paciência, humildade, amor, devoção, dedicação, interesse pelo Evangelho, para que germine e produza frutos cem por um.

"Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança." (Gálatas 5.22)

Quando temos nossas vidas regadas pela presença do Espírito de Deus, somos pessoas abençoadas com a Justiça, a Alegria e a Paz do Senhor.

"Porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo." (Romanos 14.17)

Quando o Espírito Santo está atuando em nossas vidas, tudo fica mais limpo, mais bonito, mais vigoroso...

Sejamos, pois, desejosos por ouvir o som da chuva de Deus molhando a terra do nosso coração!

Sejamos, todos, ansiosos por receber as águas que purificam jorrando, com vertência impetuosa, sobre as nossas casas, sobre nossas famílias, sobre as nações!

Sejamos, por fim, insaciáveis sedentos confessos pelas águas do Espírito, que banham de alegria a nossa alma, de paz o nosso espírito, e revigoram o nosso ser...

... e, dela, permaneçamos encharcados!

(Primeira publicação em nosso antigo blog: 21/03/2005)