quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Surpreendente!


SURPREENDENTE!


"Ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor,
seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos,
agora e para todo o sempre. Amém!"
(Judas 25)


Jesus estava ensinando as pessoas, as “quais tinham vindo de todas as partes para O ouvirem e serem curadas das suas enfermidades, como também os atormentados dos espíritos imundos; e era curados. E toda a multidão procurava tocar-Lhe, porque saía virtude dEle, e curava a todos.” (Lucas 6.17-19)

Mas Jesus tinha algo mais para fazer por (e para) aquelas pessoas. No capítulo seguinte, lemos que Cristo curou também à distância. Ele deu um parecer pessoal sobre o uso da fé e deferiu a petição do centurião que pediu cura para seu soldado. Jesus aqui já não era o Homem que curava quem estivesse perto e Lhe tocasse. Não. A virtude de Cristo agora estava sendo enviada pelos canais da espiritualidade até onde o enfermo estava. (Lucas 7.1-10)

O poder de Deus, porém, não estava limitado a curar. É preciso mostrar que o Dono da vida estava encarnado e andando em nosso meio. Então, Jesus surpreende de novo e ressuscita o filho da viúva de Naim, que já estava morto e sendo levado para o enterro (Lucas 7.11-17), “e de todos [os presentes] se apoderou o temor, e glorificavam a Deus dizendo: Um grande profeta Se levantou entre nós, e Deus visitou o Seu povo.” (Lucas 7.16)

Percorrendo o Evangelho de Lucas, constatamos, sem muitos esforços, que Jesus é mesmo surpreendente!

Lemos mais alguns versos e observamos Jesus mandando Seus discípulos para anunciarem a João o que eles viram e ouviram: “que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho.” (Lucas 7.22)

Ressuscitar mortos não seria o ponto final da demonstração do Seu glorioso poder. Não. Jesus agora está afirmando que as Boas-Novas (Evangelho) está sendo anunciado para os pobres, que eram as pessoas subjugadas e esquecidas pelos poderosos. Além de trazer a maior redenção e graça que há para os mais desprezados (embora o Evangelho fosse para todos, mas poucos dos grandes o receberam), anunciar o Evangelho está para o fato de que o Filho de Deus – um único homem, sozinho – além de ensinar, curar pessoalmente, curar à distância, ressuscitar mortos, também está desmontando todo o sistema de valores humanos vigentes desde que o homem foi posto sobre a terra.

Jesus estava fazendo isso pelo poder da pregação da Sua Palavra. E isso nos surpreende de novo: a Palavra de Jesus tem mais poder que todas as filosofias humanas reunidas em todas as eras! E Sua Palavra declarava todos os homens pecadores e destituídos da glória de Deus, assim como a salvação pela fé e não pelas obras; e também como a libertação pelo Filho Redentor para uma vida abundante na graça de Deus.

Ei-Lo... surpreendentemente nos surpreendendo outra vez!

Versos à frente, e encontramos pessoas admiradas com a autoridade, sabedoria e poder que exalavam do Senhor Jesus, se perguntando: “quem é este que até perdoa pecado?” (Lucas 7.49), quando Ele aprovou a atitude adoradora da mulher pecadora que chorava aos Seus pés, beijando-os e enxugando com seus cabelos.

Perdoar parecia mais impossível do que todas as obras anteriores realizadas por Cristo. Mas para Ele não era. E tanto não foi difícil, que mesmo apanhado e cuspido, zombado e chicoteado aos extremos, humilhado e rejeitado, sendo crucificado sem nenhum pecado ter Ele mesmo cometido, Jesus olhava Seus executores e rogava ao Pai: “Perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas 23.34).

Mais que perdoando, mais que ressuscitando, mais que evangelizando, curando ou ensinando, Ele surpreendeu outra vez, Se negando a usar Seus poderes extraordinários para descer daquela maldita cruz em que foi cravado, visto que Sua coragem não estava em fugir mas sim seguir até o fim com a árdua missão para que veio a este mundo.

O mundo até já se contentava com o fim daquele obscuro carpinteiro que andou ministrando curas e milagres, e convencendo muitos a aderirem aos Seus ensinamentos, que colocavam em cheque os conceitos e filosofias estabelecidos na história humana até então.

Três dias após Sua morte, realmente, o mundo até já se contentava...

Quando Jesus, o Cristo, surpreende mais uma vez e ressuscita dentre os mortos, trazendo Consigo as chaves da morte e do inferno, depois de ter ido pessoalmente às profundezas da terra declarar a derrota do reino de satã (Apocalipse 1.18).

Porém, a glória de Deus não pára por aqui (na verdade, ela não pára nunca!). A missão ainda não acabou. E agora, além de ter feito tudo o que já tinha demonstrado com Seu poder, Jesus promete ficar conosco “todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28.20), e surpreende ainda mais uma vez quando, de forma sobrenatural, ascende aos Céus, e de forma gloriosa, assenta-Se à direita do Deus Pai.

Ele Se foi... ficamos sozinhos! Ele realmente não poderia cumprir tão absurda promessa de estar conosco todos os dias até a eternidade.” Alguns pensaram. Se esqueceram que a cada vez que parecia ter chegado o limite do poder de Deus, Jesus surpreendia o mundo com um novo feito, com uma nova atitude. Andaram com Jesus, mas só O conheceram realmente depois que Ele morreu e retornou ressurrecto para a Glória.

E foi ao cumprir-se o dia de Pentecostes, e com ele a chegada do Espírito Santo, é que começávamos a entender quem era Jesus: o único e verdadeiro Filho do Deus Vivo, o próprio Deus que habitou entre nós como homem, e que cumpriu a missão de ser imolado sem mácula alguma para pagar e apagar os nossos pecados. Mas também o Senhor a Quem todo poder “no céu e na terra” foi dado (Lucas 4.6); o Cristo, ressuscitado dos mortos e posto à direita nos céus, "acima de todo principado, e poer, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, ms também no vindouro. E a quem Deus sujeitou todas as coisas a Seus pés." (Efésios 1.19-23).

Foi recebendo o Espírito de Deus em nossas vidas é que realmente nos surpreendemos em atentarmos para o fato que Jesus sempre nos surpreende.

Hoje, quase 2000 anos depois de Sua ascensão, vemos que Sua promessa de estar conosco todos os dias está sendo cumprida à risca na vida de todos quantos entregam Suas vidas para Ele cuidar. E isso é ainda mais uma surpresa maravilhosa para nós: mesmo sendo espírito, Jesus cuida de nós melhor do que qualquer ser humano (ou entidade humana) poderia fazer.

Nós, porém, não estamos isentos de verificar as obras surpreendentes do Senhor Jesus na prática – e não apenas lendo a Bíblia. Ele verdadeiramente nos espantou quando anunciou que voltaria para nos buscar. Deixou profecias e sinais que estão se cumprindo um à um, exatamente como descritos por Ele (leia Mateus 24). E isso é surpreendente!

Mais belo e maravilhoso, contudo, será ver cumprido o arrebatamento e a entrada triunfante dos salvos na cidade que o próprio Jesus foi preparar (João 14.13) e que já está descrita pelo próprio evangelhista João nos capítulos 21 e 22 do livro Apocalipse, embora seja, contudo, “coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1Coríntios 2.9). Formidável!

Enquanto isso, vivamos verificando o poder e a glória do Senhor que habita em todos os lugares ao mesmo tempo (incrível!), e façamos isso por meio da fé, que Ele mesmo já Se encarregou de nos doar, para que não ficássemos alheios à Sua grandeza e bondade.

Agora, é a nossa fé o instrumento pelo qual veremos coisas extraordinárias acontecerem por Cristo, revelando quão maravilhoso e surpreendente é o nosso Deus!

Sola Dei Glória!