terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Reciprocidade para com Deus



Numa relação, porém, ambas as partes se dão e ambas recebem. Se um lado somente se doar, o outro somente desfrutará daquilo que recebe. E um desequilíbrio provocará a desarmonia e conseqüentemente uma separação.

A parte que recebe sente-se satisfeita e honrada. A parte que só se doa se sentirá constantemente frustrada, insatisfeita e, conseqüentemente, infeliz.

Deus tem nos chamado para um relacionamento íntimo e sincero com Ele. Mas há uma diferença numa aliança com o Senhor: somos nós quem precisamos de Deus. Portanto, na nossa ausência ou na ausência de Deus, nós é que sempre seremos prejudicados. Essa diferença deve-se ao fato de que Deus só Se fará ausente em nossas vidas se nós O deixarmos primeiro.

Deus Se doou. Se deu, literalmente, em carne e osso como sacrifício perfeito numa cruz para que se demonstrasse o amor que Ele tem e as Suas intenções para conosco. E até o presente momento podemos contar com a fidelidade de Deus Se dispondo a cumprir a parte que Lhe cabe nessa relação, esse compromisso que Ele assumiu com a humanidade.

Se nós somente recebemos dEle, sem nunca oferecermos, nos tornaremos pessoas alienadas, delinqüentes, mal-acostumadas, que recebem tudo com facilidade e pouco ou nunca se esforça. Pessoas interesseiras, treinadas a receber e receber e nunca a dar. Pessoas egoístas, que vivem somente por satisfazerem a si mesmas.

Por outro lado, somente nos entregarmos sem nunca recebermos, porém, não é um risco que corremos nesta aliança com Deus, porque no Senhor não há falhas nem ingratidão. Ele sempre saberá corresponder (e de forma muito mais intensa e significativa) o empenho de Seus amados em Lhe obedecer e agradar.

No mundo, nossas relações são mesmo trocas de favores, onde se recebe quanto ou menos se dá.

Com Deus, nossa relação é uma seqüência de fatos, em que o Senhor Se manifestou primeiro como alguém interessado em ver e ser a nossa felicidade, e fez tudo o que ninguém poderia fazer para tal. Foi mesmo uma demonstração altruísta de um amor sincero, que não esperou receber nada em troca, mas acreditou que alcançaria corações e os conquistaria para Si.

Nessa seqüência de fatos, a próxima ação é a nossa, em reconhecermos como somos carentes dessa convivência com Deus, onde a adoração deixa de ser uma parábola e passa a ser uma atitude, um estilo de vida; onde a fé deixa de ser uma doutrina e passa a ser um relacionamento.