terça-feira, 3 de abril de 2007

Páscoa: Passgem para a vida!

PÁSCOA: PASSAGEM PARA A VIDA!


É chegada a época de relembrar a Páscoa do Senhor pelo mundo, por nossas vidas. Por esses dias, milhões de pessoas estão se mobilizando em todo a Terra para celebrar o maior evento que já se teve notícia até hoje: a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Contudo, a mídia, a indústria e o comércio têm se aproveitado dessa ocasião (assim como de todas as outras datas comemorativas do ano) para produzir dinheiro. E isso tem levado crianças, jovens e adultos, aos milhares de milhares, a se esquecerem do real motivo pelo qual Deus a instituiu e devemos comemorar a "Páscoa".

Por isso, quero convidar você, querido(a) leitor(a), a observar, biblicamente, qual deve ser a nossa posição em relação a essa festa tão importante para nós, filhos de Deus e qual é o seu verdadeiro significado. E, para isso, tomaremos por base o capítulo 12 do livro do Êxodo, do versículo 1 ao versículo 28, e demais referências bíblicas que serão citadas no decorrer desse estudo.

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PÁSCOA

"Páscoa", na língua hebraica (linguagem do Velho Testamento) é "pessach", que significa "passagem" ou "passar por cima". E esta idéia esta implícita em versos que referendam a essa festa no livro do Êxodo, em todo o capítulo 12, onde está narrada a instituição da primeira Páscoa.

A Páscoa é a principal festa dos judeus, onde celebra-se o êxodo e a libertação do povo de Israel da escravidão a que foi sujeito pelos egípcios. Para os cristãos, a Páscoa também é o evento mais importante do ano, por celebrar a Ressurreição de Cristo, crucificado para a libertação dos homens do pecado original.

Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, quis livrar Seu povo do cativeiro egípcio e, para que faraó permitisse a partida de Israel (porque não estava em seu coração deixar Israel livre para servir a Deus), o Senhor enviou pragas ao Egito (leia, na Bíblia, os 12 primeiros capítulos do livro do Êxodo).

AS PRAGAS AO EGITO

O Egito era uma nação que adorava vários deuses, e queria que os hebreus (povo israelita) também os adorassem e servissem. As dez pragas enviadas por Jeová visavam exatamente desmascarar esses deuses, para provar a superioridade do Deus de Israel, tanto aos egípcios quanto aos judeus. Essa atitude de Deus ocasionou uma verdadeira batalha espiritual, com duplo objetivo: forçar Faraó a libertar o povo israelita e convencer Israel sobre a presença e o poderio de Deus, o Libertador e único Senhor a quem devemos amar, servir e adorar.

1ª Praga – As águas do rio Nilo se convertem em sangue (Êxodo 7.19-25). Por ser de grande importância para o Egito, o rio Nilo era idolatrado pelos egípcios e, para ele, havia um protetor: o deus Osíris, um dos deuses mais importantes do Egito. Deus Jeová converte aquelas águas consideradas sagradas pelos egípcios em sangue e prova que nenhum outro deus poderia desfazer Seu desígnio.

2ª – A praga das rãs (Êxodo 8.1-15). No Egito, as rãs eram símbolo de poder criador e procriador. Não se podia matar um destes animais voluntariamente. A pena para quem matasse uma rã no Egito poderia ser a morte. Eram representadas pela deusa Heka. Contudo, Deus fez com que aquele povo passasse a odiar as rãs quando fez com que esses animais se proliferassem de forma tal a empestar todo o país superabundantemente.

3ª– A praga dos piolhos (Êxodo 8.16-19). O pó da terra tornou-se em piolhos. Esses insetos atacaram homens e animais, tornando a terra cheia de imundícies e doenças como a febre e a tifo. O deus eleito para proteger os egípcios contra os piolhos (grandemente temidos por aquele povo) era o deus Fedi, mas ele nada pôde fazer diante daquele ato de força do Deus Jeová.

4ª– A praga das moscas (Êxodo 8.20-32). As moscas também eram animais sagrados no Egito, e representados pelo deus Escabino. Mas o Grande Deus, enviando em excessiva quantidade esses insetos à nação egípcia, provou-lhes que não há Deus nem animal endeusado que tenha poder para vencer o único Deus vivo. Elas também passaram a ser odiadas... e Escabino também nada pôde fazer.

5ª– A praga da peste nos animais (Êxodo 9.1-7). Os cavalos, bois, burros e camelos eram os bens mais valiosos da época. Sua maior ou menor quantidade indicavam a posição social das pessoas e, por isso, eram o mais lucrativo negócio. Sendo esses animais afetados pela peste, toda a vida comercial e agrícola do Egito parou. Fortunas empregadas em animais foram arruinadas. Para os egípcios, um dos principais e mais populares cultos era o culto ao deus Apis, deus Touro, protetor dos animais. Contudo, por mais cultos que se oferecessem ao deus Apis, a força de Deus Jeová não pôde ser contida, e o Egito inteiro entrou em grande desgraça.

6ª– A praga das úlceras (Êxodo 9.8-12). Na área da medicina, o Egito era a mais avançada nação da época. Porém, quando não havia cura médica, os egípcios apelavam para os magos e feiticeiros, que eram tidos como curandeiros, fazedores de milagres. Essa praga foi derramada sobre aquele povo, seus animais e magos para que reconhecessem que ninguém detém o poder de curar e regenerar, a não ser o único Deus Vivo. Todos ficaram inertes diante de tamanhos feitos, e a ciência e os conhecimentos sobrenaturais egípcios de nada valeram.

7ª - A praga da saraiva (Êxodo 9.22-35). As chuvas eram incomuns no Egito. Lá não haviam chuvas, nuvens, nem tempestades. Segundo a crença egípcia, a deusa Chó era a protetora da atmosfera. Contudo, Deus fez com que essa deusa fosse detestada pelos egípcios quando eles receberam dos céus chuva de pedras (de 38 a 45 quilos) misturadas com fogo, o que feriu e destruiu homens e animais, ervas do campo e plantações, moradias e estábulos, sem que Chó nada pudesse fazer.

8ª - A praga dos gafanhotos (Êxodo 10.1-20). Os gafanhotos (ou locusta) foram uma das piores pestes sobre o Egito. Eles comiam tudo quanto encontravam nas lavouras. A quantidade desses bichos sobre a terra era tamanha, que a Bíblia chega a dizer que “a terra se escureceu” pelas nuvens que formavam e tampavam o Sol (Êxodo 10.15). O deus Zedequias era o protetor das lavouras, mas foi envergonhado pela praga de Deus, à qual o deus egípcio não pode deter.

9ª - A praga das trevas (Êxodo 10.21-29). No Egito, o Sol brilha todos os dias do ano. O deus Rã era o deus-sol, adorado pelos egípcios. A escuridão lançada sobre a terra foi tanta que “ninguém se levantou do seu lugar por três dias” (Êxodo 10.23). E o deus-sol foi ofuscado pela glória de Jeová.

10ª Praga – A morte dos primogênitos (Êxodo 11.1-10; 12.29-36). A praga seguinte foi a pior de todas as pragas. Sobre os primogênitos, eles eram sempre alvo de maior carinho e estima, pelo seu lugar como cabeça da família. Além disso, para os egípcios era uma abominação morrer e não ter o corpo embalsamado. Quando Deus mandou a morte aos primogênitos do Egito, Ele quis provar a Faraó, o grande rei do Egito, e aos deuses, que nenhum deles tem controle algum sobre a morte. Morrendo aos milhares, não havia condições suficiente para que todos aqueles primogênitos fossem embalsamados. E novamente os valores terrenos egípcios (hoje representado pelo mundo), foram lançados por terra.

Com essas pragas, Deus quis provar aos egípcios que, por mais poder bélico, científico e filosófico que possuísse, não se poderia endeusar e rejeitar Jeová, que verdadeiramente é o Senhor, ao tempo que também quis demonstrar aos hebreus o poder, o amor e a fidelidade do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Quis convencê-los que só ao Senhor devemos servir e somente a Ele adorar.

Desde a primeira praga até a morte dos primogênitos, um ano, mais ou menos, foi decorrido.

Faraó resistiu até a 9ª praga sem libertar o povo. Na 10ª ele foi forçado a fazer isso. E foi para que essa 10ª praga ocorresse, que o Senhor Deus instituiu a "páscoa":

"Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor. Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo." (Êxodo 12.12-14)

Para os judeus, a "páscoa" significa "libertação", pois Israel foi tirado do julgo de faraó e colocado na terra prometida, que mana leite e mel. Significa também "renascimento", por ter, Israel, o seu passado anulado e um futuro glorioso traçado.

"Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro." (Isaías 43.25)

Para nós, cristãos, a Páscoa preserva ambas idéias e as vê sendo cumpridas em Jesus Cristo:

"No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (João 1.29)

Em Cristo Deus nos dá a libertação do pecado e nos outorga o Reino de Deus:

"Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus." (João 1.12)

"Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado." (1Coríntios 5.7)

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." (Gálatas 2.20)

"Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." (2Coríntios 5.17)

Israel buscava uma nova pátria, saindo do Egito e indo para Jerusalém. Para nós, a espera de uma pátria celestial é o que nos impulsiona a continuar caminhando o caminho de Cristo:

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." (João 14.1-3)

Neste estudo, nossa análise, porém, será tipológica, trazendo à memória as sombras do oculto narradas no Antigo Testamento em confronto com a verdade revelada ao mundo no Novo Testamento.


a) Êxodo 12.3,6: "Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família (...) e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha".

Segundo a instituição de Deus, o cordeiro deveria ser separado por 4 dias para ser comido. Jesus Cristo também foi preparado por 4 dias para ser crucificado.


b) Êxodo 12.5: "O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras."

O cordeiro para o sacrifício deveria ser perfeito, sem defeitos, sem manchas. Cristo é o Cordeiro de Deus, sem máculas e irrepreensível:

"Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." (Hebreus 4.15)

"(...) Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo." (1Pedro 1.18-19)


c) Êxodo 12.04: "Mas se a família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente com o vizinho mais próximo de sua casa, conforme o número de almas; conforme ao comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro."

Esse versículo expressa a suficiência do cordeiro. Ele deveria ser entregue a toda a casa em favor do povo. Bem assim temos Jesus Cristo, que é suficiente para a congregação dos justos. Não precisamos de outros deuses, nem de amuletos:

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3.16)

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14.6)

"Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Atos 4.12)

"Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual Se deu a Si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a Seu tempo." (1Timóteo 2.5-6)


d) Êxodo 12.7,23: "Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem. (...) Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios; e, ao ver o sangue na verga da porta e em ambos os umbrais, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas para vos ferir."

O sangue do cordeirinho que foi comido foi a marca que assinalou as pessoas que não seriam visitadas pelo destruidor. Igualmente podemos afirmar que o sangue de Jesus Cristo nos sela e nos identifica, a fim de nos proteger de toda obra do destruidor e da morte eterna:

"E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados." (Mateus 26.27-28)

"Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo." (1Coríntios 15.57)


e) Êxodo 12.15: "Por sete dias comereis pães asmos; logo ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, porque qualquer que comer pão levedado, entre o primeiro e o sétimo dia, esse será cortado de Israel."

As ervas amargas expessam as provações e sofrimentos de Jesus por nós. Leia esse trecho de uma mensagem publicada em um site, de cujo endereço não me recordo neste momento:

"Aos 33 anos Jesus foi condenado a morte... A "pior" morte da época. Somente os piores criminosos da época morreram como Jesus morreu.E com Jesus ainda foi pior porque nem todos os criminosos naquela punição receberam cravos nos membros.

Sim... Foram cravos e não pregos. Cada um deveria ter cerca de 15 a 20 cm, com uma ponta com 6 cm e a outra ponta pontiaguda. Eles eram enfiados nos pulsos e não nas mãos como é dito. No pulso, há um tendão que vai ate o nosso ombro...Quando os cravos foram enfiados esse tendão se rompeu sendo que Jesus era obrigado a forçar todos os músculos de suas costas para não ter os seus pulsos rasgados. Sendo assim, não podia forçar tanto tempo porque perdia todo o ar de seus pulmões. Desta forma, era obrigado a se apoiar no cravo enfiado em seus pés, que por sua vez era maior que os das mãos porque eram pregados os dois pés juntos.

Já que seus pés não agüentariam por muito tempo, senão rasgariam também, Jesus era obrigado a alternar este "ciclo" simplesmente para conseguir respirar. Jesus agüentou esta situação por um pouco mais de 3 horas. Sim, mais de 3 horas... Muita coisa não??? Alguns minutos antes de morrer Jesus não sangrava mais. Simplesmente saia água de seus cortes e machucados.

Quando imaginamos machucados, imaginamos simples feridas, mas não, os dele eram verdadeiros buracos, buracos feitos em seu corpo.Ele não tinha mais sangue para sangrar. Portanto, saía água. Um corpo humano e composto de aproximadamente 8 litros de sangue (um adulto). Jesus derramou 8 litros de sangue, teve três cravos enormes enfiados nos membros, uma coroa de espinhos enfiados na cabeça e teve um soldado romano que enfiou uma lança em seu tórax, sem falar de toda a humilhação que passou, após ter carregado a sua própria cruz por cerca de dois quilômetros,com pessoas cuspindo em seu rosto e atirando pedras em seu corpo (a cruz pesava cerca de 30 kilos... só a parte em que lhe foram pregadas as mãos). Isso tudo para que nós tivessémos um livre acesso a Deus... para que todos os nossos pecados fossem "lavados"... Todos eles, sem exceção!"


f) Êxodo 12.10: "Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo."

O cordeiro não poderia ser deixado para o dia seguinte. E Jesus também não pode!

"Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações." (Hebreus 4.7)

"(...) e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado; porque não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscou diligentemente com lágrimas." (Hebreus 12.16-17)

Como devemos comer a Páscoa do Senhor?

O próprio capítulo 12 de Êxodo nos dá as referências que necessitamos:

"Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor." (Êxodo 12.11)


a) Com os nossos lombos cingidos na verdade:

"Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade." (Efésios 6.14)

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8.32)


b) Com nossos pés calçados pelo Evangelho:

" (...) e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz." (Efésios 6.15)

"Quão formosos sobre os montes são os pés do que anuncia as boas-novas, que proclama a paz, que anuncia coisas boas, que proclama a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!" (Isaías 52.7)


c) Com o cajado na mão, pronto a conduzir e zelar por muitas almas para Cristo:

"(...) antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado." (Hebreus 3.13)

d) Apressadamente, como peregrinos nesta terra, desligados do mundo e com nosso coração no céu:

"Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos." (Salmos 119.19)

"Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração." (Mateus 6.19-21)

O Homem moderno, em suas muitas ocupações, tem se esquecido do profundo significado da festa da Páscoa. Até porque, a versão secular desta data é apenas comercial e não religiosa.

Aprendemos, porém, que se Cristo é a nossa páscoa. Então, não faz sentido a comemorarmos com ovos e nem coelhinhos, tampouco com sacrifico de animais, mas através do memorial ordenado por nosso Senhor Jesus Cristo: a ceia do Senhor.

"E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus e, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus e, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o Meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de Mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no Meu sangue, que é derramado por vós." (Lucas 22.15-20).

Os sacrifícios pascoais tinham significado simbólico e apontavam para Cristo que haveria de ser apresentado em nosso lugar em sacrifício. Nesta ocasião de Páscoa, deveríamos meditar na tão grande libertação que Cristo a nossa Páscoa nos proporcionou: o perdão pelos nossos pecados e o religamento da criatura com o Criador, pois, "sem derramamento de sangue não há remissão." (Hebreus 9.22)

Jamais devemos esquecer o significado da páscoa e foi por isso que Jesus nos ensinou a Cear com a seguinte admoestação: "... fazei isto... em memória de Mim...".

A memória desse acontecimento nos permite gozar da certeza da libertação do pecado, da morte e da miséria na qual estávamos, e nos permite olhar para o futuro com esperança já que cada vez que ceamos anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha (1Coríntios 11.26).

Por isso, sempre que celebramos uma Santa Ceia, tal como foi a primeira celebração da Páscoa pelos Hebreus, prenunciamos que Cristo virá nos livrar da opressão deste mundo. Estamos anunciando que Ele virá nos libertar deste mundo de angústias e que, enquanto Ele não vem, estaremos protegidos do Anjo Destruidor por efeito do Seu Sangue que está aspergido sobre Sua igreja.

Para concluir, vamos relatar rapidamente as origens da tradição da troca de ovos de chocolate e do coelhinho.


OVOS DE CHOCOLATE



Com o correr dos tempos muitas festas e tradições de diferentes povos acabaram se mesclando com a páscoa secular que atualmente conhecemos. Nas religiões orientais, na mitologia grega, nas tradições populares, o ovo sempre teve significado de princípio de vida. O ovo aparentemente morto contém uma vida que surge repentinamente, acreditando-se por isto, que ele seja o símbolo da páscoa da ressurreição.

O ovo é um dos mais antigos símbolos da Páscoa. Significa fertilidade e recomeço da vida. Alguns historiadores garantem que o costume de cozinhar e depois colorir ovos de galinha para depois presenteá-los surgiu entre os antigos egípcios, persas e algumas tribos germânicas.

Hoje atribui-se aos chineses o costume milenar de presentear parentes e amigos com ovos nas festas de primavera. Mas foram os reis e príncipes da Antiguidade que confeccionaram ovos de prata e ouro recobertos de pedras preciosas. O povo, sem recursos para tais luxos, manteve a tradição de presentear ovos de galinha confeccionados.

O chocolate expressa o doce sabor da vida nova que se quer ter.


A TRADIÇÃO DO COELHO


No antigo Egito, o coelho era o símbolo da fertilidade. Por ser um animal que apresenta condições de gerar grandes ninhadas, a imagem do coelho simboliza a capacidade da Igreja Católica de produzir novos discípulos constantemente.

Ambas as comparações (ovos e coelho), porém, foram trazidos de antigos rituais pagãos de fertilidade da primavera, que aconteciam na Europa e no Oriente Médio e eram relacionados com a ressurreição.

Em nossos dias os ovos de chocolate e os coelhinhos de chocolate são os preferidos da meninada, porém é importante lembrarmos que estas coisas não possuem nenhuma relação com o sentido real da Páscoa. Também não são estes os elementos presentes na páscoa ou na ceia do Senhor, de forma que, se quisermos comprar ovos de chocolate, façamos isto como quem compra chocolate e não com reverência pascoal, por que a introdução, tanto do ovo como do coelho nesta data, é de origem pagã e não cristã.


CONCLUSÃO

Que nessa Páscoa nossas vidas em Cristo sejam renovadas, e que o Sacrifício do Cordeiro de Deus na cruz do Calvário seja celebrado com alegria e muito júbilo, por ter sido o fato mais importante da História da humanidade, concedendo-nos a Graça e o perdão do Pai Celestial e nos religando a Deus, resgatando-nos da morte condenatória para a vida eterna...

“Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1Coríntios 5.7)