sábado, 11 de agosto de 2007

Ele guarda nossas lágrimas...




Ele guarda nossas lágrimas...



Para colher as lágrimas de alguém é preciso estar bem perto desse alguém.

Essa gloriosa afirmação de Davi através desse versículo nos faz recordar o amor de Deus e Seu cuidado sendo dispensados sobre nós todos os dias, constantemente.

Imagino Deus próximo, com um olhar de amor verdadeiro, fitando bem no nosso rosto cansado e entristecido, lavado por lágrimas... Penso em Seu olhar tão expressivo apiedando-Se do nosso estado e Se recusando a nos deixar sozinhos, Se esforçando para fazer com que nosso coração seja plenamente consolado.

Imagino o toque carinhoso do Senhor, combinado com Suas palavras suaves que entoam: “Não se preocupe, querido(a), Eu estou aqui com você!”

Ele Se faz tão próximo de nós para colher nossas lágrimas que podemos sentir Sua respiração e perceber o Seu perfume.

Ele voltou Sua atenção para nós. Deixou Seu lugar de conforto mais uma vez, o trono de glórias sobre o qual reina, e veio demonstrar compaixão, tentar nos confortar, expressar carinho e amizade, porque Se preocupa conosco.

Mas Ele não enxuga as nossas lágrimas ainda. Ele as recolhe e as põe no Seu odre.

O odre é um saco de couro feito para transportar líquidos, pelo que entendemos que o Senhor faz questão de guardar as lágrimas que derramamos para delas fazer um memorial diante de Si: “Não estão elas no Teu livro?”

Ainda não é tempo de Ele Se esquecer delas. Ainda não é tempo de caírem no nosso esquecimento, também. Não. Por cada uma delas, o Senhor fará Sua justiça, trará o Seu consolo e providenciará o que for necessário no Seu devido tempo. E assim, revelará Sua glória no decorrer dos anos.

Outras lágrimas certamente cairão, e de glória em glória seremos consolados e exaltados por Deus, até que finalmente Ele mesmo enxugue dos nossos olhos todas as lágrimas (Apocalipse 21.4). E então, será o fim das dores. Nova vida na eternidade, sem morte, sem pranto, sem dor, nem tristeza alguma.

Enquanto isso, podemos nos voltar à presença calorosa do Pai de amor que Se curva e aproxima quando nos vê num canto qualquer, derramando nossas lágrimas, por motivos que só nós conhecemos e só Ele pode perfeitamente entender.

Ele Se incomoda e vem. Vem colher pessoalmente nossas lágrimas e guardá-las para Si. São como lembranças para o Senhor de momentos em que nos despimos do nosso orgulho, estivemos desprovidos da nossa arrogância, desarmados, nus do nosso ego na Sua presença, dispostos unicamente a chorar e expor o que verdadeiramente se passava conosco. Momentos em que nenhuma de nossas máscaras no fantasiavam, nenhuma de nossas armas pessoais eram suficientemente boas para nos proteger, nenhum dos nossos recursos inventados ou cultivados por nós foram aptos para nos auxiliar. Éramos simplesmente nós: pequenos, indefesos, carentes de Deus, como crianças que dependem do seu papai.

E foi aí que Ele encontrou, finalmente, a oportunidade de Se aproximar... de chegar tão próximo a ponto de podermos sentir o Seu calor.

Seus olhos de amor parecem querer nos consumir. Será que os podemos encarar?

Se conseguirmos nos envolver em Seus braços, e recostar nossa cabeça em Seu peito, ouviremos as batidas do Seu coração.

Certamente o nosso nome também será ouvido, seguido de impressões que revelam em cada uma delas a doce voz do Pai, dizendo: “Filho(a), como Eu te amo e queria que este momento jamais se acabasse!”


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