quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Rogai ao Senhor pela Sua Seara!





...Pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos... Uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados. Homens dos quais o mundo não era digno.” (Hebreus 11.33-38)



Chora o nosso âmago ao recebermos notícias de homens e mulheres vivendo todo tipo de terror para garantir que a causa que Cristo julgou como de grande valor não se perca no esquecimento. Ao tempo que vemos pessoas aos milhões brincando de ser crentes, praticando um Evangelho reinventado dentro dos moldes das suas próprias ambições.

É vergonhoso vermos muitos homens, em seus reinos particulares criados dentro do Reino de Deus, negociando a graça, barganhando as bênçãos gratuitas de Deus e vendendo a fé, numa disputa acirrada por poder, status e honras. Enquanto isso, cristãos verdadeiramente autênticos, no anonimato dos confins da terra, passam necessidades, sofrem desavenças, renunciam tudo o que é preciso para levar aos povos não alcançados as boas-novas que nos garante que a graça não tem preço, que a salvação – assim como todas as outras bênçãos de Deus – são favores do Senhor dos quais nenhum de nós é merecedor, e que a fé genuína é inegociável.

Dói na alma saber de vidas que se expõem voluntariamente ao sofrimento, com recursos muito escassos, numa peleja indescritível, para promover encontros entre os homens ignorados e o Deus Vivo, ainda que seja dentro de galerias subterrâneas de esgoto ou na escuridão de florestas densas, longe dos seus perseguidores. E ao mesmo tempo dói profundamente olharmos para tantas catedrais luxuosas, cheias de pessoas vazias de Deus. Mais do que construir templos ou se entreter com as suas diversas atrações, esses valentes soldados em pleno campo de combate entendem que a Igreja de Jesus Cristo tem a missão de ajudar a resgatar os templos do Espírito Santo, que estão servindo como abrigo para os habitantes das trevas.

É trágica essa nossa falta de respeito, de reverência e de zelo à liberdade que temos para andarmos com Deus. Olhemos para os irmãos de coragem, que enfrentam soldados armados, feras e perigos incontáveis, e se expõem a torturas, exílios e até à própria morte, simplesmente para estar alguns minutos do seu dia na presença do Amado Rei Jesus Cristo.

É gritante nossa falta de cuidado com o Evangelho de Cristo. É lastimável nossa falta de compromisso sincero com o próprio Deus. É repugnante nossa maneira hipócrita de praticarmos adoração, oferecendo a Deus sacrifícios (se é que podem ser chamados assim) que mais massageiam nosso ego do que engrandecem ao Senhor.

É urgente nossa necessidade de aprendermos mais com os heróis da fé sobre caráter cristão, disposição em servir e amor a Deus. Não somente com aqueles cujos nomes estão destacados nos anais da História por causa dos seus grandes feitos por amor a Jesus. Mas principalmente com esses que todos os dias, sem esperar nenhum tipo de reconhecimento humano, dedicam suas vidas para que o IDE de Jesus Cristo se cumpra (Marcos 16.15; Mateus 28.19-20).

A maioria de nós apresenta claramente não estar preocupada com essa missão que é de toda a igreja na face da terra. Esse grande bocado já se considera salvo, congrega em templos confortáveis, escuta tudo o que lhe é conveniente nos sermões e, se não for tão agradável assim, ainda lhe restam opções a escolher. Mas essa grande parcela pensa e age assim, por causa da sua ingratidão a Deus e aos irmãos missionários. Irmãos que mesmo sem nos conhecer, desde os primórdios dos tempos têm sido martirizados em lugar de calarem seus lábios a favor de Deus. Escolheram ter seu sangue derramado a negar a fé. Preferiram servir de espetáculo para o mundo, satanás e seus enviados, a fim de que o Evangelho prevalecesse e nos alcançasse também.

Se hoje vivemos num país livre e temos o direito de cultuarmos a Deus em qualquer momento e praticamente em qualquer lugar, é porque pessoas destemidas fizeram o que nós não temos coragem de fazer, ainda que lhes custasse o próprio sangue como semente.

Elas enfrentaram os açoites da morte para que a mensagem da salvação não se calasse. E elas ainda sofrem, espalhadas por todo o mundo, literalmente confrontando-se com o inferno por amarem a Deus – como nós também deveríamos amar.

São homens e mulheres dos quais, verdadeiramente, o mundo não é digno.

Homens e mulheres corajosos que obedecem à missão a que Deus incumbiu Sua igreja. E foram. Foram onde ninguém em sã consciência deseja ir. Foram fazer o que poucos cristãos se dispuseram a fazer, embora tanto amor tenham pregado.

Eles foram. E se nós não podemos ir também, façamos a nossa parte provendo-lhes recursos e cobrindo-lhes com nossas orações.

Pois tamanha é a graça do nosso Senhor que, para estender a todo o Seu povo essa honra de evangelizar – privilégio que os anjos desejaram ter – nosso Deus trouxe ao conhecimento daqueles que não têm o mesmo chamado ministerial missionário, a certeza que missões não se fazem somente com os pés dos que vão, mas também com as mãos dos que contribuem e com os joelhos dos que intercedem.

Obviamente, uma dessas possibilidades te alcança hoje.

Faça a sua parte.

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