sábado, 6 de junho de 2009

Um Cântico novo - Frutos do Espírito

UM NOVO CÂNTICO


"Cantem ao SENHOR um novo cântico;
cantem ao SENHOR, todos os habitantes da terra!
"
(Salmos 96.1 – NVI)




Cantem ao SENHOR um novo cântico.

Que seja um permanente cântico de AMOR. Uma canção que dá ao Criador a glória e a honra devida, não para cumprir uma imposição bíblica, mas para demonstrar um sentimento verdadeiro, que existe de fato e que é disposto a renunciar o tempo, a vontade, as posses, o próprio eu, simplesmente por amar Deus acima de tudo. Uma canção nova, que reconhece Deus por quem Ele é, e não somente pelo que Ele faz. Que expressa o amor por Deus e também pelo que Ele ama. Uma canção que demonstra tolerância e perdão, pois nenhum acontecimento justifica o ódio nem explica a amargura. Cantem ao SENHOR um novo cântico de amor.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de pura ALEGRIA, demonstrando gratidão pelos feitos do SENHOR. Deixem aquele cântico de sempre, que reclama, murmura e até blasfema quando as dificuldades surgem. Mas cantem um cântico sincero em agradecimento pelas coisas que temos e que muitas outras pessoas precisam e não têm. Cantem também em agradecimento pelo que não temos, pois Deus sabe o quanto deixaríamos de aprender com Ele caso as tivéssemos. Cantem ao SENHOR um cântico que sai das profundezas da alma trazendo à tona a felicidade de ser um redimido em Jesus Cristo, de não estar mais condenado ao inferno, de já não ser escravo do diabo e do pecado, de ter a liberdade e a comunhão com o Eterno. A felicidade de poder escolher aprender com as circunstâncias e de ver os problemas como possibilidades para encontrar-se mais intimamente com Deus. Cantem ao SENHOR um novo cântico de alegria.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de plena PAZ, a Paz que excede todo entendimento e que não pode ser, jamais, encontrada no mundo. Uma Paz que permanece em meio às mais atrozes adversidades, fazendo brotar o sincero louvor dos lábios e o reconhecimento da santidade e soberania, da perfeição e sabedoria de Deus. Uma Paz que emana da fé nAquele que tem o domínio do universo e o senhorio absoluto sobre toda a Criação. Que seja um cântico de Paz enquanto se espera, enquanto se guerreia, enquanto se dá. Que seja um cântico de Paz enquanto se perdoa, pois só assim é que se tem vida. Cantem ao SENHOR um novo cântico de paz.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de PACIÊNCIA, aquela postura inteligente que assina todos os grandes projetos realizados na vida. Paciência é uma virtude que se aprende a produzir nas tribulações. Bem-aventurados são os que adquirem a paciência do SENHOR e por ela atravessam a vida sem perder de vista a vontade perfeita do Deus que lhes dirige os passos. Há grande recompensa em saber esperar, em ter auto-controle, em focalizar-se no futuro eterno. O zelo pelas coisas certas nos faz crescer espiritualmente, mas é a paciência que nos fará alcançá-las. Por tanto, cantem ao SENHOR um novo cântico de paciência.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de AMABILIDADE, de benignidade. Ternura no falar, no fazer, no pensar, no ouvir, no ser. Um cântico que não provém de fontes escuras, partidárias, preconceituosas, mas um que expressa a alma pura, não perigosa nem maligna. Um cântico que ajude a erguer o caído, a fortalecer o cansado, a consolar o aflito. Um novo cântico, que demonstre um coração capaz de ouvir sem julgar, de se pôr na posição do outro para não condenar, de aconselhar sem maltratar. Um coração capaz de acolher em vez de desprezar, de auxiliar em vez de atrapalhar, de julgar não pela aparência, mas pela reta justiça. Um coração generoso, que trata a maldade nos outros com o mesmo amor e paciência com que Deus a trata em nós. Cantem ao SENHOR um novo cântico de amabilidade.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de BONDADE, porque ninguém recebe mais do que aquele que se doa. A bondade é uma linguagem universal e ilimitada. Não se restringe às diferenças raciais, às limitações do físico, à distância entre os homens. Mesmo os surdos ouvem e os cegos lêem a linguagem da bondade, que contrapõe-se completamente ao próprio ego e inclina-se diretamente ao altruísmo. A exemplo de Cristo, ser bom para com todos é uma qualidade extraordinária que só os notáveis dentre os homens possuem. Esses tais não são notáveis porque tentam mudar o mundo, mas que, pela bondade de Deus em seus corações, mudam o mundo de muitos. Cantem, pois, ao SENHOR um novo cântico de bondade sem limites.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de FIDELIDADE a Deus, aos homens e a si mesmo. Um cântico que fala da natureza renovada, leal e constante em sua postura de amar, servir e obedecer a Deus. Uma canção que fala do novo ser que procura cumprir o que promete e pratica o que anuncia, que merece respeito pela sua nova moral reformada nos moldes do caráter de Jesus Cristo. Cantem um novo cântico que expressa a segurança nas certezas irrevogáveis dos Céus e a disposição em permanecer firme no propósito de entrar nele. Cantem ao SENHOR um novo cântico de fidelidade.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de MANSIDÃO, conscientes que nada pode ser vencido pela própria força, mas tudo pode ser destruído quando a arrogância e a brutalidade ganham espaço. Escolham não se irritarem, e em vez de revidar, abençoem; em vez de reclamar, louvem a Deus; em vez de exigir dos outros, conversem consigo mesmos. A serenidade é um dos destaques da pessoa de Cristo, e precisa ser contemplada na personalidade dos Seus seguidores, também. Por isso, cantem ao SENHOR um novo cântico de mansidão.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de DOMÍNIO PRÓPRIO. A podridão do pecado e das paixões não pode contaminar a alma, que é eterna. As coisas deste mundo passam. Os tesouros deste mundo se degeneram com os anos. Os prazeres se vão tão logo cesse a vida aqui. Por que, então, permitir-se destruir? O auto-controle é um benefício dado por Deus aos homens para que vençam o mal que pretende fazê-los se auto-destruírem. Por causa do Calvário, somos livres para escolher vivermos com temperança. Cantem, então, ao SENHOR um novo cântico de domínio próprio.

Amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Eis a nova canção da vida de pessoas lavadas no Sangue de Jesus Cristo - aquelas que já morreram para o mundo e renasceram em Deus. Não estão isentas de desafinarem em muitos momentos da vida. Mas quando isso acontecer, têm humildade e ânimo suficientes para se dirigirem ao Divino Maestro e buscarem mais da Sua Divina Graça.

É assim que se aperfeiçoam e se preparam para, muito em breve, entrarem os portões celestiais entoando o canto dos salvos, a canção final do triunfo em Cristo, o hino de glória que nunca terá fim.