quinta-feira, 13 de agosto de 2009





" 'Estão chegando os dias', declara o SENHOR, o Soberano, 'em que enviarei fome a toda esta terra; não fome de comida nem sede de água, mas fome e sede de ouvir as palavras do SENHOR'."
(Amós 8.11)


A água é o líquido essencial à vida, o qual por sua escassez é muito valorizado na Palestina, onde as secas são comuns. Para ter água, o povo depende, basicamente, de rios, fontes, poços e cisternas.

A superfície terrestre é formada, em cerca de 70%, por água. Desse total, apenas 3% é apropriado para o consumo humano. Mesmo assim, você já observou quanto se desperdiça de água nas grandes cidades?

Constantemente os órgãos públicos competentes realizam campanhas para conter o consumo exagerado e irresponsável das águas do nosso planeta.

É como muitas atalaias da última hora, que estão anunciando a necessidade de se viver o Evangelho de forma santa, responsável e dedicada verdadeiramente ao SENHOR. E isso se reflete em nossa convivência com o semelhante.

Espiritualmente falando, quando Deus toma Seus filhos pelas mãos e os leva para o deserto, entre muitos outros ensinamentos, Ele também pretende ensiná-los a valorizar a Água da Vida (João 4.13-14), sem a qual não há como manter vivo o espírito. É que nós, cristãos, temos desperdiçado as coisas santas e deixado o tempo passar sem praticarmos os ensinamentos de Jesus. Enquanto isso, a igreja tem ofuscado seu brilho (Mateus 5.14-16), se permitindo dissimular pela influência do mundanismo (1Pedro 2.16) e se acomodando num lugar de conforto que só beneficia a ela mesma, e apenas enquanto durar sua história aqui. Não produz efeitos eternos (1Pedro 2.11-12).

Temos uma abundância muito grande das graças de Deus todos os dias e, por causa disso, na maioria das vezes, não damos o devido valor às coisas santas (Romanos 12.11). Consciente e inconscientemente, esbanjamos daquilo que é sagrado, demasiado útil e extremamente importante para a nossa salvação. Em simples palavras: vivemos o Evangelho de qualquer jeito.

Vivemos um Evangelho fácil, barato, sem renúncias, movido por emoções, que não causam transformação real no interior do homem mas, assim mesmo, agrada àqueles que não pretendem perder de si para ganharem mais de Deus. Mesmo com a liberdade para conhecermos a Palavra de Deus, vemos gerações inteiras se deixando influenciarem por heresias e todo tipo de falácias pelo simples fato de não se dedicarem ao estudo da Sagrada Escritura, que "é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra" (2Timóteo 3.16-17).

Não cuidamos nem valorizamos os conteúdos das páginas de nossas Bíblias, sem considerarmos os milhares de irmãos que perdem suas vidas por portar este Livro em nações onde o Evangelho é proibido.

Mesmo com toda liberdade que temos em nosso país, não prestamos um louvor sincero e dedicado verdadeiramente a Deus, sem levarmos em conta os irmãos da igreja perseguida, que se reúnem na escuridão de densas florestas e dentro de galerias de esgoto, com o único objetivo de estarem na presença de Deus, pelo simples prazer de amá-Lo verdadeiramente, ainda que essa postura lhes custe a vida.

Mesmo com tantas bênçãos – que nem podemos contar – não somos gratos a Deus o quanto poderíamos ser, nem expressamos gratidão ao SENHOR com nossa maneira de viver. E fazemos isso sem atentarmos para aqueles milhões de famílias espalhadas por todo o mundo, que padecem diariamente de fome, sede e frio, expostas a todo tipo de atrocidade.

Desertos nos ensinam a valorizar mais desta Água que nos traz vida em abundância e provisões necessárias (1Pedro 4.12-19).

Desertos nos ensinam a orar e conversar com Deus. Nos ensinam a valorizarmos a Palavra de Deus, a adorarmos a Deus constantemente em espírito (não em momentos de emoções, apenas) e em verdade (não com falsidade, movidos por interesses pessoais) (João 4.23-24).

Desertos nos ensinam a dar mais atenção à fé e nos instiga a usá-la com mais destreza e responsabilidade, não para benefícios próprios, mas para alcançarmos o mundo para Cristo (Romanos 12.10). Não para amaldiçoarmos e saciarmos nosso desejo de vingança, mas para abençoarmos até mesmo aqueles que nos causam tristezas (Romanos 12.14-21; 1Pedro 3.9). Não para exaltar-nos a nós mesmos mas para elevarmos, com toda nossa maneira de viver e com todas as obras das nossas mãos, Aquele SENHOR que verdadeiramente é digno de ser honrado (1Pedro 4.10-11). Não para sermos acrescentados em materialismos que se encerram juntamente com esta vida aqui, mas para renunciarmos tudo o que for preciso para que os tesouros espirituais achem lugar em nós e nos permitam chegar, com um fardo leve, à vida eterna (Mateus 6.19-34).

Desertos nos ensinam que cada gota de Deus vale como um oceano para nossas almas sedentas como a terra seca (Salmos 63.1). E assim, aprendemos a cavar poços para estocar mais dessa água, de maneira que não mais ela falte em nossas vidas (Salmos 84.5-7).

Quando a Água da Vida é bem aproveitada, sertões espirituais inteiros são irrigados e muita gente se beneficia. O mundo vê Cristo em nós e volta a ter esperança, busca a presença de Deus, sente-se atraído pela Paz e pelo amor do SENHOR (Filipenses 2.14-16; Salmos 107.31-43)

O SENHOR tem te colocado em um deserto?

Então segure bem firme a Sua mão e preste muita atenção em cada lição. Aprenda a viver o Evangelho da cruz, da santidade e do amor. Aprenda com Ele a valorizar e usufruir Sua Água Viva, pois assim nunca te faltará Vida e Graça, e você poderá até dar de beber dessa Água a muitos espíritos sedentos ao seu redor, carentes da glória de Deus.

"O plano de Deus é fazer com que o Seu povo conheça esse maravilhoso e glorioso segredo que Ele tem para revelar a todos os povos. E o segredo é este: Cristo está em vocês, o que lhes dá a firme esperança de que vocês tomarão parte na glória de Deus."
(Colossenses 1.27-NTLH)