domingo, 23 de maio de 2010

Uma campanha de vacinação para a alma




UMA CAMPANHA DE VACINAÇÃO PARA A ALMA


Há um ditado que diz que “mineiro não perde o trem”, fazendo menção à pontualidade com que o povo mineiro, de modo geral, cumpre suas responsabilidades. Eu não sou mineira, mas sou cria de mineiros e aprendi direitinho a lição. Não costumo deixar nada para a última hora porque, além de evitar imprevistos, também consigo evitar aborrecimentos.

Mas dessa vez não deu. A campanha de vacinação para a minha faixa etária chegou ao último dia e eu ainda não tinha conseguido tempo para ir a um posto ser vacinada. Na verdade, só consegui fazer isso já no meio da tarde do último dia da campanha de vacinação contra a gripe suína.

A ameaça de uma pandemia ainda maior que a do ano passado é constante. Então, o governo se mobilizou com antecedência neste ano. E o povo (aparentemente) também. Postos de saúde cheios, vacinas em falta, povo reclamando, sociedade preocupada.

Que quadro triste é o que uma pessoa infectada pelo vírus Influenza A (H1N1), não é? Todo aquele mal-estar... Sério risco de morte... Lamentável!

Mas ainda mais lamentável é o quadro da pessoa infectada pelo pecado e que não busca a cura divina para isso.

Por que as pessoas não se importam de ir para o inferno tanto quanto se importam de pegar uma gripe? As consequências dessa última são muito piores. E são eternas.

Alguém pode estar tentando refutar: “Prove-me que o inferno existe, Elaine!”. Mas eu, na verdade, não preciso fazer isso. Jesus já fez. Ele contou tudo o que precisamos saber sobre o inferno e nós podemos conferir isso na Bíblia. Jesus disse certa vez: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 10.28). Ora, ficou muito claro nas palavras de Jesus que o corpo pode ser morto e alma não. Portanto, ela pode continuar existindo sem um corpo. E o pior: pode ir para um lugar que, de fato, existe. Este se chama inferno.

Deus tem o poder de lançar a alma e o corpo lá, como Jesus afirmou. E Ele fará isso no Juízo Final com os ímpios, “especialmente os que seguem os desejos impuros da carne e desprezam a autoridade” (2Pedro 2.9-10). Esse julgamento será tanto com os vivos como com os mortos de todas as eras (2Coríntios 5.10; Apocalipse 20.12).

Há muitos crentes que vivem atrás de máscaras, muito distantes do Evangelho segundo nos ensinou Jesus Cristo. E por isso mesmo o próprio Senhor Jesus alertou: “Nem todo aquele que Me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7.21). No dia em que todos os homens comparecerem perante o tribunal de Cristo (Romanos 14.10), serão reveladas as verdadeiras vidas que cada um de nós viveu aqui. Cairão as máscaras (Mateus 21.28-32). Muitas pessoas que eram julgadas pelos homens como indignas de entrarem no Reino, passarão por Suas portas com honra, de cabeça erguida. Por exemplo, aquelas pessoas que nos seus últimos minutos de vida confessam Cristo como seu Senhor e Salvador e entregam suas vidas nas Suas mãos (Mateus 20.1-16). Por outro lado, muitas pessoas tidas como salvas, porque professavam uma fé em Deus mas não andavam segundo os Seus desígnios serão condenadas ao fogo eterno. Seus nomes não foram encontrados no livro da vida, embora aparentemente merecessem estar lá (Apocalipse 20.15; 21.27). Será um momento para honrar publicamente aquelas pessoas que guardaram sua fé no Senhor e terminaram Suas vidas em comunhão com Ele. Ele as recompensará publicamente (Mateus 6.4,6,18) porque Deus não vê como o homem vê. Ele conhece o coração e vê o que ninguém viu (1Samuel 16.7).

Já no Velho Testamento começa a aparecer a convicção de que o destino do ímpio e o destino do piedoso não são o mesmo. Baseando-se na passagem descrita em Lucas 16.19-31 que trata da parábola de Lázaro e o homem rico (contada por Jesus), podemos interpretar que o diálogo do rico com o pai Abraão demonstra uma consciência ativa e uma ação racional. E assim, relaciona as expressões do homem rico preso no Hades como prova da consciência ativa da alma depois de morto o corpo (ele olhou, viu, chamou, falou, sentiu, rogou, lembrou, insistiu). O mesmo foi argumentado pela passagem de Apocalipse 6.9-11, onde as almas clamavam com grande voz, inquiriram o Senhor, reconheceram Sua soberania, lembravam dos acontecimentos da terra, clamavam por vingança.

Em Mateus 25.30, o Senhor Jesus volta a explicar que o servo inútil será lançado “nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes”. Essas passagens referem-se aos pecadores condenados à morte eterna, cujos nomes não foram encontrados no livro da vida. Eles serão lançados no lago de fogo e enxofre, junto com o diabo, a besta e o falso profeta, o inferno e a morte “e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Apocalipse 20.10,14,15). Ora, se Jesus disse que pessoas podem ser lançadas lá, e a Bíblia afirma que lá há choro, ranger de dentes, e que essas pessoas serão atormentadas, obviamente encontramos aqui seres vivos, conscientes, presentes, ativos, sofrendo um dano eterno. Pessoas que existem, que vivem conscientes, presentes, ativas, sofrendo, obviamente ocupam um lugar físico. E esse lugar de sofrimento eterno nada mais é que o inferno.

O Divino Mestre Jesus disse: “E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga...” (Marcos 9.43-48). A orientação de Cristo foi para renunciarmos todo e qualquer pecado que possamos praticar voluntariamente e assim venhamos a nos afastar eternamente de nosso Criador. E Ele deixou bem claro o lugar para irão os condenados: será para “onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.

Vamos, pois, observar que há vacinas contra esse mal. Elas produzem anticorpos de santidade em nosso organismo espiritual e estes destroem todo o mal que escraviza a alma. Eles previnem contra novas doenças que os vírus do pecado podem trazer e anulam as possibilidades de o homem ser enviado para o inferno em vez de ir para o Céu que Deus criou para ele.

Essa vacina é a Palavra de Deus que, quando injetada no coração do homem pelo Espírito Santo, o Divino Enfermeiro, produz santidade, desejo de renúncia, confissão e arrependimento.

É a Palavra de Deus que santifica o homem e o aproxima de Deus (João 17.17). Ela é a verdade que liberta. Ela indica o caminho certo para entrarmos no Reino eterno de Deus (Salmos 119.105).

Mas, ao contrário de muitas vacinas, a Palavra de Deus não deve ser aplicada em dose única. Ela é uma vacina diária e essencial para a saúde, imunidade e bom desempenho do nosso espírito. Ela nos prepara para o Céu e nos torna santos em Cristo Jesus.

A campanha contra o Influenza A – para a minha faixa etária – acabou na última sexta-feira. Mas a campanha celestial ainda continua. Ela não tem data conhecida pelo homem para acabar, mas vai acabar quando Cristo voltar (Mateus 24.36-51) ou quando o SENHOR nos chamar pela morte.

Como não sabemos quando será, vamos aproveitar o tempo que ainda temos com liberdade para receber doses diárias dessa preciosa vacina, e assim permaneceremos imunes ao pecado, ao mundanismo, ao ego.

Deus quer falar conosco hoje. Ele quer nos ensinar acerca do Céu. Quer nos dar Sua verdade já. Não vamos deixar para último dia, pois a nós não foi dado o direito de antever o futuro.

Não sabemos se compareceremos diante de Deus amanhã ou no próximo milênio. Aí, pode ser que o prazo se acabe e, então, seja tarde demais.