quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Riquezas da alma

A Bíblia em um ano:
Gênesis 46-48
Mateus 13.1-30

“Então disse Jesus aos Seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Os Seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: quem poderá pois salvar-se? E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.”
Mateus 19.23-26


Os discípulos não entenderam a visão de Cristo sobre uma pessoa rica de bens materiais entrar no céu... e deram por encerrada a possibilidade de isso acontecer, o que se observa com a pergunta que fizeram: “Quem poderá pois salvar-se?”

A riqueza que Cristo via no jovem conhecedor das leis (leia Mateus 19.16-26), porém, não era somente a de bens materiais, mas também a riqueza de sentimentos e atitudes reprovados por Deus, como o amor pelo materialismo, a riqueza do orgulho, da avareza, do preconceito. Aquele jovem, expressando ter mais amor à sua fortuna também expressava ser rico de egoísmo, não se preocupando com a vontade de Deus nem com o bem que poderia fazer a muitas pessoas caso se tornasse um seguidor de Cristo.

O fato de ser rico de bens materiais não era de todo relevante, caso seu coração não estivesse voltado mais para essas posses do que para a pessoa e a salvação em Cristo. Um exemplo sobre isso foi Zaqueu, que era um rico publicano cobrador de impostos, mas que encontrou-se com Jesus e não resistiu por recebê-Lo em sua casa (e, conseqüentemente em sua vida – Lucas 19.4-6). Aquele publicano demonstrou ao Senhor ter compreendido que as riquezas materiais não compram felicidade nem salvação (Lucas 19.8). E assim, alcançou salvação (Lucas 19.9).

É como o próprio Cristo anunciou: “A Deus tudo é possível”. Mas isso não significa que tudo será feito. Quando o Senhor encontra um coração ansioso por recebê-Lo, logo Se prontifica a entrar nesse coração para o abençoar. E as “riquezas” que o homem carnal tanto valoriza passam a ser substituídas pelas riquezas do homem espiritual, nascido de Deus. São sentimentos que se refletem pelas atitudes e que agradam a Deus porque provêm do Seu caráter santo: sentimentos de paz, de alegria verdadeira, de comunhão, de amor, de benignidade, de bondade, de humildade, de mansidão, de temperança, de harmonia, de obediência, de coragem, de fé, de sinceridade, de retidão, de altruísmo, de adoração em espírito e em verdade. E isso é o que torna possível a entrada de um rico no céu: as novas riquezas de Deus que se sobrepõem às riquezas do mundo e nos fazem entender que, sem Jesus Cristo reinando em nossas vidas, nada somos nem significamos.

As maiores e mais significantes riquezas que podemos possuir não provém dos homens... mas de Deus, e nos garantem a vida eterna com Ele.

Infelizmente essa possibilidade não aconteceu na vida daquele jovem rico. Mas aconteceu na vida de Zaqueu, aconteceu na minha e pode acontecer na sua também!