sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Duas hipóteses

A Bíblia em um ano:
Gênesis 33-35
Mateus 10.1-20

“Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
Romanos 6.22-23


O que você acha de trabalhar o mês inteiro num trabalho exaustivo e, como salário, em vez de dinheiro, o seu chefe te fazer uma surpresa e te recompensar com uma caixa cheia de serpentes venenosas?

Agora pense na sensação de receber um presente, uma espécie de mimo, um presente de coração, dado por alguém muito especial com quem você marcou um encontro e não compareceu. Você o deixou esperando por muitas horas, e não se lembrou nem mesmo de ligar para informar o motivo de você não ter comparecido. Mesmo assim, você é acordado na manhã seguinte com alguém batendo à sua porta e lhe entregando um lindo presente, com um cartão dizendo: “Eu ainda te amo!”, assinado por aquele alguém que não se cansou de esperar a noite inteira por você...

São duas situações hipotéticas e um tanto quanto improváveis. Mas, na realidade, elas acontecem constantemente em nossas vidas: a primeira, com o nome de pecado, e a segunda, conhecida como Graça.

Como na primeira, o pecado ilude e escraviza o homem, faz com que ele se ocupe em fazer coisas fora da direção do Senhor em nome da sua própria satisfação, explora toda a sua disposição e vigor, suga sua mente, esgota suas condições e, no fim, recompensa-lhe com a morte, uma eternidade inteira sem Deus, sem descanso e sem Paz.

Mas a segunda suposição, na prática, conta de um Deus que vê nossos pecados, recebe nossas afrontas e lida com nossa rebeldia todos os dias, pacientemente nos ensina e re-ensina quantas vezes forem necessárias, sabe das nossas maldades e das intenções carnais do nosso coração, enxerga com clareza as impurezas das nossas almas e conhece nossos medos, angústias, ilusões. Ele ouve nossos “nãos” nem sempre ditos com palavras mas sempre expressos em atos, e mesmo assim, todos os dias, nos oferece Sua graça, Sua ajuda e a possibilidade de um novo começo, o Seu dom para nós que nos leva à vida eterna.

Nós não fazemos nada para merecê-lo, nem poderíamos fazer se o quiséssemos. Mas podemos estender nossos braços alegremente e receber esse presente maravilhoso e incomparavelmente caro a cada manhã.

As hipóteses são verdadeiras em se tratando da nossa realidade aqui. Qual delas você está vivendo?