sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O CÉU COMO PÓDIO

A Bíblia em um ano:
Gênesis 18-19
Mateus 6.1-18

O CÉU COMO PÓDIO

“Todos s que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.”
1Coríntios 9.25-27


Quando adolescente, eu participei de equipes de vôlei na escola e num centro de assistência social para crianças e adolescentes. Lá, nós éramos submetidos a rigorosos treinamentos que nos preparavam para participarmos dos campeonatos.

Tive o prazer de participar de vários deles. Em muitos minha equipe foi desclassificada. Em dois, fomos a segunda equipe colocada. Em um, finalmente, ganhamos o primeiro lugar. Demorou, mas um dia conseguimos ser os primeiros. Não eram grandes campeonatos, mas eram bastante significativos para pessoas simples, da periferia, como nós.

A emoção de sermos vistos por todos ao redor como campeões é algo intenso. Campeões das mais diversas modalidades descrevem a vitória como a sensação de ter feito um bom trabalho, de alcançar pela sua força de vontade a superação. Nos seus vocabulários constam palavras como: responsabilidade, dedicação, domínio próprio, insistência, persistência, paciência, recomeço, esperança.

E fico pensando nessa nossa preparação para o Céu, para ganharmos uma coroa que não enferruja, um título que jamais será esquecido no decorrer dos tempos...

Para participarmos de campeonatos aqui, lutamos, concentramos todos nossos esforços até os nossos limites – quando não o superamos –, dedicamos tempo, canalizamos nossa atenção para um único objetivo, e nem sempre desistimos se não conseguimos alcançá-lo. Ao contrário: a sensação de ter chegado perto nos anima a tentar outra vez.

Em relação à eternidade com Deus, diante dos obstáculos da vida, nossos impulsos geralmente falam mais alto, e o ímpeto de desistir põe a perder toda uma vida de dedicação, de trabalho árduo, de transformação e crescimento.

Paulo foi um homem que tinha um alvo, uma definição precisa daquilo que ele queria alcançar. E por isso dedicou-se ao máximo, vencendo até sua própria carne, sua própria vontade, para receber a coroa da salvação, o galardão dos santos eleitos de Deus. Ele aceitou passar pelo rigoroso treinamento que forma campeões eternos, e o fez com seu coração, porque via a excelência da glória de quem chega ao Céu.

Vamos tomar seu exemplo de dedicação às coisas do alto. Vamos ser seus imitadores, assim como ele era de Cristo (1Coríntios 11.1). Os bons exemplos dos vitoriosos foram deixados para nós, para que pudéssemos nos ajuntar a eles.

Que as palavras do vocabulário dos campeões sejam nossas regras de vida nessa corrida rumo à eternidade com Deus. E certamente o Céu nos servirá de pódio.