sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O tesouro do Rei

A Bíblia em um ano:
Números 12-14
Marcos 5.21-43



“Pois vocês são um povo santo para o Senhor, o seu Deus. O Senhor, o seu Deus, os escolheu dentre todos os povos da face da terra para ser o seu povo, o seu tesouro pessoal.”
Deuteronômio 7.6


Honra... Esta é uma das palavras que melhor caracterizam o povo de Deus sobre a terra.

Salomão sabia disso quando foi constituído rei sobre Israel. Tanto que sua oração para Deus não se voltou à petição de bens nem de riquezas, tampouco de vinganças nem de muitos dias de vida para si... mas sim, uma oração sincera de alguém que sabia o tamanho da responsabilidade que há em julgar e reinar sobre um povo tão especial – que é o povo de Deus.

Um povo caro, precioso aos olhos do Senhor, sobre o qual somente alguém verdadeiramente instruído pelo próprio Deus poderia reinar com sabedoria e destreza.

Infelizmente, na Bíblia há muitas histórias de reis que se contaminaram com o mal e, conseqüentemente, não souberam governar sobre Israel. Um bom exemplo destes é o rei Saul. E o fim que teve sua vida foi dos mais trágicos (leia 1Samuel 31). Outro, é o rei Acabe, que teve uma morte agonizante durante quase um dia inteiro, e uma história horrenda de um reinado perseguidor dos profetas de Deus (1Reis 16.29-34; 17 a 22).

Se atentarmos para a história desse povo tão amado por Deus, constataremos, sem muitos esforços, que, por mais batalhas que ele tenha sofrido contra aqueles que os escravizavam, a guerra contra Israel jamais foi ganha definitivamente por seus inimigos. Mesmo quando o pecado era prática no meio do povo, Deus o abandonava nas mãos dos seus perseguidores por um período de tempo mas, mediante sua humilhação e arrependimento, retornava por cima e se constituía num povo jubiloso e abençoado por Deus.

Não aceitando o sacrifício vicário de Jesus Cristo, Israel tornou-se alheio à nova aliança do Senhor (João 1.11-12) e, por isso, as nações separadas de Israel tornaram-se filhas eleitas do Senhor para serem constituídas como herdeiras de Deus e co-herdeiras de Cristo (Romanos 8.14-17).

Mas todos que hoje professam e praticam a fé em Jesus Cristo integram, por bondade e misericórdia de Deus, este povo que tem um nome, uma honra, um caráter imaculado... um povo diferente, ousado, batalhador, vitorioso, honesto, justificado, fiel ao seu Senhor e submisso à soberania do Eterno Rei dos reis e Senhor dos senhores...

O povo de Deus é um povo forte, revestido de poder e que não teme nem mesmo à morte. Uma geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para anunciar as virtudes dAquele que o chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz; um povo que, em outro tempo, não era povo, mas agora é povo de Deus, que não tinha alcançado misericórdia, mas agora, por crer em Cristo e recebê-lo como único e suficiente Senhor e Salvador, mesmo sem tê-Lo visto uma única vez em vida, alcançou misericórdia. (1Pedro 2.9-10)

É um povo amparado, que possui alguém incomparavelmente grande e forte sempre a seu favor. Não é um povo esquecido, nem desprotegido, mas tem quem lhe ama e dirige os passos. Não anda ao léu, nem vaga por aí sem destino, contudo, tem um destino certo e luta com tudo o que tem e crê para permanecer nesse caminho que é reto e que conduz à vida eterna. É um povo que batalha por uma causa nobre, e que se orgulha do Rei a quem é sujeito.

Pertencer ao povo de Deus nos dá direitos que nem os filhos do mais ricos e poderosos homens do mundo poderiam ter.

Salomão sabia da responsabilidade que recai sobre os ombros daquele que for ditado por Deus para reger um povo tão severamente protegido e amado por Deus. E, por isso, dentre as tantas coisas que poderia pedir ao Senhor, Salomão pediu sabedoria para lidar com este povo... e reconheceu: “...quem poderia julgar a este tão grande povo?” (2Crônicas 1.10)

Com vistas à maioria de nossos governantes, que não é temente a Deus, nem pertencente a este povo e ainda desconhecedora do real valor que essa nação eleita tem, cabe a nós, crentes remidos e renascidos por Cristo e conhecedores da Palavra de Deus, intercedermos por este povo grande e bendito, a fim de abençoá-lo, buscando do Senhor o perdão e a libertação, constantes e necessários.

Foi por isso também que o Senhor nos constituiu reis e sacerdotes (Apocalipse 1.6)... para que pudéssemos abençoar o povo que o Senhor tanto ama... do qual também nos deu a honra e o privilégio de fazemos parte.