segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Para que as mãos permaneçam firmes

A Bíblia em um ano:
Números 20-22
Marcos 7.1-13


“Josué foi então lutar contra os amalequitas, conforme Moisés tinha ordenado. Moisés, Arão e Hur, porém, subiram ao alto da colina. Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas, os israelitas venciam; quando, porém, as abaixava, os amalequitas venciam. Quando as mãos de Moisés já estavam cansadas, eles pegaram uma pedra e a colocaram debaixo dele, para que nela se assentasse. Arão e Hur mantinham erguidas as mãos de Moisés, um de cada lado, de modo que as mãos permaneceram firmes até o pôr-do-sol. E Josué derrotou o exército amalequita ao fio da espada.”
Êxodo 17.10-13


Quando as mãos do profeta e líder de Israel estavam voltadas para o povo, este vencia a batalha. Quando seus braços se cansavam, eram escorados por companheiros que lhe acompanhavam na jornada árdua de liderar um povo tão duro de coração e, ao mesmo tempo, tão especial para Deus quanto era o povo de Israel.

Esse acontecimento é sombra de fatos reais também dos nossos dias. Enquanto os líderes instituídos pelo Senhor oram e abençoam o povo de Deus de todas as formas que podem, este povo vence a batalha contra o pecado, porque recebe do Senhor – por meio dos seus líderes – uma direção, sente-se mais fortalecido para segui-la e pode dedicar-se mais à espiritualidade e à santidade.

Mas quando as mãos dos profetas se voltam para outras direções – seja para baixo, pelo cansaço, seja para os lados, rumo ao ofertório ou a outra coisa que pareça lhe importar mais do que o Reino de Deus – o povo começa a perecer.

Infelizmente, temos visto a exaustão tomar conta de muitos homens de Deus que foram levantados para liderar o povo do Senhor. Um esgotamento terrível por causa da grandiosidade da batalha a que é submetido o líder e que, por vezes, é abandonado pelo caminho tanto pelos seus liderados quanto pelos outros líderes, que se desviam do foco ou, simplesmente, também se cansam de interceder e ajudar. É aqui que vemos as portas da igreja se abrindo a tantas heresias, modismos vazios e mundanícies. Os líderes se cansam de nadar contra a correnteza, como peixinhos subindo rios acima numa missão praticamente solitária.

Outras vezes, esses braços deixam de se manterem erguidos sobre o povo porque passam a se erguer sobre o gasofilácio. A visão do líder muda e, em vez de abençoar o povo, o líder abençoa e procura multiplicar a quantidade de ofertas e dízimos da sua congregação. Desprovido de uma direção espiritual respaldada no princípio da santidade que a Bíblia prega, o povo de Deus se corrompe. E é exatamente isso o que estamos vendo hoje. Muitos outros interesses têm tomado a visão dos líderes, e a santidade, a intimidade com Deus, o compromisso com a espiritualidade, se tornaram doutrinas obsoletas e surreais num tempo em que a autossatisfação passou a ser o maior interesse do homem.

Hoje, o nosso papel é como o de Arão e Hur. Eu, particularmente, estou, por meio dessa mensagem, relembrando aos líderes e profetas do povo de Deus que temos perdido o foco das coisas sagradas do Reino, mas estou também oferecendo-lhes uma pedra para que possam se sentar. Estou indicando Jesus como a Rocha sobre a qual seus corpos cansados e até meio desorientados podem se sustentar, se redimensionar, se restabelecer. Este Senhor tem que voltar a ser o princípio de toda a ação da igreja sobre a terra. Isso é questão fechada (Romanos 11.36; 2Coríntios 1.20).

Por meio de algumas atitudes no meu dia-a-dia, estou tentando ajudar a levantar os braços de muitos homens e mulheres de Deus que, por algum motivo, estão deixando que eles se abaixem. Mas a batalha ainda precisa ser vencida pelos “Josués” que Deus tem levantado nesses últimos tempos. E precisamos, de alguma forma, ajudar nossos líderes a manter suas mãos sempre erguidas em direção a eles no campo de batalha. Podemos tentar alertar, podemos amparar, podemos auxiliar em muitos trabalhos. E podemos fazer isso desde agora!

Neste momento, eu estou tentando chamar-lhes a atenção, por meio dessa mensagem, para a necessidade de um retrocesso ao Senhor e à santidade. E estou cobrindo-lhes de orações, para que, nesta luta contra o mal e contra o pecado, os valentes de Deus sejam os vitoriosos.

E você, o que está fazendo para que os braços dos seus líderes fiquem levantados até o pôr-do-sol e esse trabalho em conjunto glorifique ao Senhor no final da batalha?