sábado, 26 de março de 2011

Amor de Pai

A Bíblia em um ano:
Josué 19-24
Lucas 2.25-52

“Porque o amor de Cristo nos constrange...”
2Coríntios 5.14

O crescimento espiritual é um processo que acontece exatamente como no nosso corpo físico.

Começamos como bebezinhos, depois engatinhamos, depois conseguimos andar nos apoiando nas coisas ao nosso redor... mais um pouco e já podemos andar sozinhos... logo estaremos correndo... pulando... dançando... sem perder o equilíbrio.

Mas se um bebezinho fica dentro do berço sem nenhum estímulo, seus nervos se atrofiarão, o corpo crescerá menos que o necessário, e a criancinha não terá nenhum desenvolvimento satisfatório. Não desenvolverá a coordenação motora necessária para realizar essas atividades.

Exatamente assim acontece conosco. Quando entramos na igreja, nossa fé está extremamente pequena. Foi suficiente apenas para nos convencer que Deus existe e que devemos aceitar Cristo como Senhor e Salvador. Deus nos estimula espiritualmente, para que nossa fé progrida e se fortaleça, até que possamos enfrentar lutas gigantescas sem perder nosso equilíbrio. Isto é, sem nos esmorecer e afastar de Deus por nos considerarmos derrotados diante das adversidades da vida.

Lembremo-nos, porém, que, se o bebezinho não caísse muitas vezes enquanto aprende a caminhar... se ele desistisse de aprender quando levou a primeira queda, ele jamais conseguiria andar, porque teria desistido de tentar. Para ele, é uma luta muito grande se colocar na posição vertical e coordenar seus passos. Muitas vezes, o pai ou a mãe precisa corrigi-lo a dar um passo por vez, não muito distante um do outro, para que seu desempenho possa ser melhor.

E conosco também não é diferente. Nós somos limitados e falíveis. Por isso, estamos sujeitos a cair várias vezes enquanto crescemos. E até mesmo depois de grandes na fé ainda estamos sujeitos às quedas e escorregões, exatamente como acontece com os adultos.

Muitas vezes, Deus precisa nos corrigir, nos ensinar a não correr em Sua frente, a não querermos resolver tudo rápido, mas realizar em nossas vidas uma coisa de cada vez e no tempo do Senhor, segundo a Sua vontade, para que nosso desempenho possa ser o correto.

E é nesse ponto em que vemos a paciência de Deus e Seu amor sublime, disposto a recomeçar conosco sempre que nos dispusermos a isso também. Pois nenhum de nós está isento das falhas, mas, se elas ocorrerem... Se viermos a decepcionar o Senhor com nossas atitudes, temos a possibilidade de nos reportar a Ele para recebermos o perdão e o incentivo a nos levantar e retomar a caminhada.

É como se Ele suspirasse, olhasse dentro dos nossos olhos e dissesse: “Tudo bem! Você caiu e se machucou – como conseqüência. Mas Eu estou aqui e, se você quiser se levantar e recomeçar, estou pronto a Te ajudar.”

Há quem se levante e queria recomeçar sozinho. Este, porém, não irá muito longe. Há também quem não queria se levantar. Em ambos os casos, é como se o Senhor Se assentasse numa pedra à beira do caminho, colocasse uma de Suas mãos a apoiar o rosto e fitasse Seus olhos na pessoa, observando de longe cada uma de suas atitudes, esperando que ela retorne à posição onde se caiu para recomeçar com Ele ou, ainda, esperando que ela busque dEle a ajuda necessária para se levantar e recomeçar.

Ninguém nasceu perfeito nem vive em santidade neste mundo (Romanos 3.23). Estamos em processo de santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14), e não podemos nos desviar dEle (Isaías 30.21b).

O segredo para nos tornarmos maduros espiritualmente é não desistir de tentar crescer e aceitar os estímulos de Deus. Lutas, adversidades e correções são estímulos que nos fortalecem diante do Senhor e nos levam a ter mais comunhão e intimidade com Ele.

Realmente, os verdadeiros filhos de Deus por Jesus vivem lutas intensas e sofrem muitas correções da parte do Senhor. Mas cada uma delas tem nos ensinado a suportar mais e a confiar mais em Deus. Essa é a maravilhosa regra da vida de todos quantos Deus ama (Apocalipse 3.19), e pela qual alcançamos a vida eterna.

O grande amor de Cristo nos permite entender que as quedas não são o fim da estrada mas o início de uma nova caminhada com Ele.