quarta-feira, 23 de março de 2011

DE QUEM É O MÉRITO, DE FATO...

A Bíblia em um ano:
Josué 13-15
Lucas 1.57-80

Jesus ouviu o que eles estavam dizendo e perguntou: ‘Por que é que vocês estão conversando por não terem pão? Como épequena a fé que vocês têm! Ainda não entenderam? Não lembram dos cinco pães que Eu parti para cinco mil homens? Quantos cestos vocês encheram? E aqueles sete pães para quatro mil homens? Quantos cestos vocês encheram?”
Mateus 16.8-9-NTLH

Jesus havia alertado aos Seus discípulos que ficassem alerta e tivessem cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus, isto é, com os seus ensinamentos errados e falsos. Os discípulos interpretaram Jesus erradamente [mais uma vez] e concluíram que o Senhor estava falando aquilo porque eles não haviam levado pão para o lugar onde estavam e, assim, passariam fome (Mateus 16.5-7). Jesus, então, precisou lembrar-lhes quem Ele é e o que é capaz de fazer, recordando as duas histórias da multiplicação dos pães no deserto, quando multidões foram alimentadas com pouquinhos peixes e pães e se fartaram maravilhosamente.

Mas o que chama a atenção aqui é que nas histórias em que Jesus alimenta as multidões pelo milagre da multiplicação (Mateus 14.16,17 e 15.36), Jesus deu os pães aos Seus discípulos e estes é que os partiram à multidão. Não foi Jesus, embora Ele afirme categoricamente aqui, em Mateus 16.9: “Não lembram dos cinco pães que Eu parti para cinco mil homens?”

“O quê? Jesus mentindo? É isso mesmo que você quer dizer, Elaine?” – Você pode estar questionando com os olhos arregalados e grande assombro no rosto enquanto [re]lê o último parágrafo que escrevi.

Mas, para seu conforto [e para a decepção dos ateus], não é isso que estou querendo dizer. Ao contrário, Jesus disse uma das verdades mais absolutas que o cristão deve guardar consigo. Este “EU” na fala de Jesus lembra – e em momento bastante oportuno – que os discípulos só distribuíram pão às multidões por causa de Jesus. Foi pelo poder dEle – que operou o milagre da multiplicação –, pela Sua Palavra, pela Sua presença. No final de tudo, Ele é o grande responsável pelas graças que chegam ao Seu povo constantemente e, por isso, é o único digno de honras e glórias.

Quando líderes e liderados aprenderem bem que o homem é apenas um instrumento que por si somente não pode fazer nada por ninguém, mas que nas mãos do Senhor [exclusivamente pelo Seu poder e vontade] pode lançar muitas graças sobre todos, nosso relacionamento com o Divino Mestre será bem diferente, bem mais profundo, mais entregue e mais sincero.

As mãos dos discípulos que trabalharam distribuindo peixe e pão estavam, na verdade, sendo movimentadas por Deus e distribuindo a Sua providência aos homens. Isso nos lembra que, além de sermos apenas Seus instrumentos bem utilizados pelas mãos do Todo-Poderoso, também temos a grande responsabilidade de representarmos bem o Senhor diante das multidões que nos cercam.

Oro para que nosso testemunho seja sempre o melhor e Jesus seja sempre lembrando como o grande autor de toda boa obra que realizarmos. Só assim o mundo Lhe conhecerá e Lhe concederá a devida glória, ao único digno, de quem é todo mérito, de fato...