segunda-feira, 28 de março de 2011

...E o discurso mudará!

A Bíblia em um ano:
Juízes 4-6
Lucas 4

“Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. (...) Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.”
Tiago 2.19,26


Acreditar em Deus não é o suficiente para nos aproximar dEle. É preciso demonstrar na prática que se acredita. Ora, os demônios também crêem em Deus... Eles sabem que o Senhor é Jeová. Conhecem Jesus. Mas não adianta em nada, porque praticam tudo o que é abominável a Deus e se tornam Seus inimigos. Suas obras não condizem com a sua crença. E isso os torna eternos condenados.

Uma célebre artista secular anunciou publicamente: “Aceitei Jesus, mas não tive de mudar meu jeito de ser” (publicação no www.jesussite.com.br/frases.asp). Vemos aqui um exemplo prático com seres humanos onde a fé não caminha com as obras. Quando as obras estão refletindo nossa fé em Deus e real intenção de amá-Lo e viver em comunhão com Ele, nós nos deixamos conduzir por Ele. E, obviamente, nossa maneira de viver será mudada por Deus para uma nova vida, segundo os preceitos divinos.

Essa mudança ocorre porque Deus é perfeito e santo. As coisas que Ele fez também são. O ser humano, que é o único ser de toda a Criação formado à imagem e semelhança de Deus (portanto, o que mais deveria se parecer com seu Criador) é a única exceção: é o único que recorre ao pecado para se satisfazer e menospreza a companhia agradável de seu Criador por tudo aquilo o que não o abençoa nem edifica. Foi criado santo, mas vive no pecado.

Amar a Deus com palavras não nos leva a ter uma comunhão com Ele nem garante salvação a ninguém. A demonstração desse amor através das obras, sim, é quem determinará nossa intimidade com o Senhor e estabelecerá nosso direito de entrar no Céu. As obras dos amantes de Deus devem ser manifestas com obediência, com reverência, santificação a cada dia, perdão, unidade, humildade, bondade, comunhão e amor ao próximo.

Os versos em estudo hoje não se referem somente ao amor ao próximo, mas principalmente a Deus, porque sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6), e as obras é que refletirão a medida de fé de cada um de nós.

Se temos fé em Deus e cremos no Seu poder, por quê não demonstrar com obras, isto é, praticar essa fé elevando Deus em nossas vidas como a autoridade máxima das nossas questões? Por que não deixá-Lo cuidar de nós com Seus cuidados irreparáveis? Por que não permiti-Lo nos orientar em nossas decisões? Por que não ceder o nosso orgulho e deixá-Lo moldar nosso caráter segundo os parâmetros divinos? Por que não abrir as portas do nosso coração para conhecê-Lo melhor? Afinal, temos livre arbítrio. Depois de conhecermos Deus como Ele é e permiti-Lo nos conduzir por um período de tempo, então poderemos realmente concluir o que é mais válido: viver a vida que Deus tem para nós ou viver a vida que nós mesmos traçamos segundo o que herdamos do mundo.

E, tenho certeza, uma vez praticando a fé e nos permitindo conhecer Deus, nossa vida terá outro sentido... E o argumento mudará, provavelmente para essas palavras: “Aceitei Jesus, nasci de novo segundo a Sua vontade, e não quero abrir mão dessa nova vida na presença do único e verdadeiro Deus por nada!”

Depois de algumas décadas de vida e experiências maravilhosas com o Senhor, eu faço categoricamente essa afirmação. Todos que conheceram Jesus também.

E você?