quinta-feira, 10 de março de 2011

Sede de justiça, não de vingança!

A Bíblia em um ano:
Deuteronômio 11-13
Marcos 12.1-27

“A minha língua falará da Tua justiça todo o dia; pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.”
Salmos 71.24

Dar bons testemunhos, contar sobre a bondade e a misericórdia de Deus, compartilhar sobre a Sua retidão e a Sua justiça para conosco é sempre algo muito edificante. Mas anunciar para as pessoas os feitos do Senhor em nosso favor com o sentimento de vingança, mostrando vantagens sobre os outros e alegria em vê-los humilhados, isso é algo abominável aos olhos do Senhor, pois expressa exatamente o contrário de tudo o que Jesus nos ensinou: dos princípios de amor, de bondade, de misericórdia e, salientemente, do perdão incondicional.

Muitas vezes é difícil demais perdoar as injustiças que vemos e vivemos. Mas, precisamos perdoar, porque herdamos de Deus um perdão imensurável. Por que é que eu devo ter misericórdia
de qualquer outra pessoa? Porque Jesus teve misericórdia de mim. Não é fácil ter misericórdia de uma pessoa que não merece, mas é preciso lembrar, se a pessoa merecesse não seria misericórdia. Por que é que não devo ver com prazer a justiça de Deus como vingança sobre as pessoas? Porque Deus não vingou-Se de mim quando deveria. Antes, perdoou o meu erro e me deu Graça para suportar as consequências dos meus pecados.

Provérbios 20.22 adverte: “Não digas: ‘Vingar-me-ei do mal’; Espera pelo Senhor e Ele te livrará.” A vingança é a maneira de o diabo destruir tanto o inocente como quem lhe ofende. É um veneno que se espalha para tudo o que a pessoa vingativa toca, sem nunca permitir-lhe encontrar a Paz de Deus.

O perdão é uma das coisas mais caras que o cristão pode dar, pois, de fato, o amor aos inimigos é um dos maiores desafios para o Cristão. É difícil entender como amor a eles seria a vontade de Deus. Mas, ninguém fez mais contra Deus do que aqueles que crucificaram Seu Filho Jesus. E qual foi o pedido de Jesus para eles? “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lucas 23:34). Como John Stott bem observou, “se a tortura cruel da crucificação não conseguiu silenciar a oração do Senhor por seus inimigos, que dor, orgulho, preconceito ou preguiça justificaria o silêncio da nossa?”

É certo que nunca encontraremos justiça perfeita e completa em nosso mundo, seja qual for a bondade do sistema judicial em rigor na hora. Mas o Senhor, além da perfeita justiça que exerce em nosso favor e para a glória do Seu nome, também liberta os que esperam nEle das mãos do opressor e do veneno do ódio.

Por isso, não se alegre em contar os feitos do Senhor como vingança sobre os seus inimigos. Conte os atos de justiça de Deus como favores recebidos imerecidamente, e que podem ser reais também nas vidas de quem ainda não entregou seu coração em verdade a Cristo.

Nós, cristãos, jamais devemos confundir a justiça de Deus com a nossa vingança. “Não digas: ‘Vingar-me-ei do mal’; Espera pelo Senhor e Ele te livrará!”