sexta-feira, 15 de abril de 2011

Individual

A Bíblia em um ano:
1 Samuel 27-29
Lucas 13.1-22


"Vocês dizem: ‘É inútil servir a Deus. O que ganhamos quando obedecemos aos Seus preceitos e andamos lamentando diante do Senhor dos Exércitos? Por isso, agora consideramos felizes os arrogantes, pois tanto prospera o que pratica o mal como escapam ilesos os que desafiam a Deus!’ "
Malaquias 3.14-15


Quantas vezes esse mesmo pensamento se passou pela sua cabeça?

Muitas vezes, certamente. Pois tantos foram os momentos em que nos pareceu injustiça de Deus para conosco, que tanto nos esforçamos para sermos fiéis e obedientes a Deus, mas permanecemos suspirando, sonhando com o dia em que deixaremos esse lugar apertado para recebermos paz.

Em contrapartida, verificamos ímpios e até crentes desconsertados recebendo “bênçãos”, vivendo de maneira até invejosa em relação à condição material que dispõem.

Algum de nós, porém, consegue observar o interior dessas pessoas?

Há um sorriso, há abundância de bens, e há também um grito interior, um vazio inexplicável que não se consegue preencher com nada do que o mundo possa oferecer.

Sabe Deus porque tem permitido muitas pessoas más e outras tantas hipócritas serem mais privilegiadas que os filhos da Luz, que pagam um preço para permanecerem em comunhão com o Senhor. Certamente Ele tem Seus meios de trabalhar, que fogem do nosso entendimento, embora os devamos aceitar, um a um, sem questionamentos...

Interessa a nós saber que os principais tesouros dos quais somos providos por Deus (“principais” porque Deus também nos dá bens concretos), são eternos. Guardá-los é o melhor que temos a fazer...

Importa-nos lembrar que a salvação é individual. Se meu irmão deixa de seguir a Deus, cabe a mim continuar firme na presença dEle, para que possa não só garantir minha salvação como também ajudar ao que se afastou a voltar para a luz.

Se, andando nas trevas, ele está sendo aparentemente mais beneficiado que eu em andar na luz, devo entender que: se eu deixar de orar, Deus continuará sendo Deus. Perco eu, que não mais desfrutarei dos maravilhosos momentos promovidos pela presença de Deus; se eu deixar de cantar, Deus continuará sendo Deus. Perco eu, que desprezarei a oportunidade de ser assistida por Aquele sobre Quem não sou digna nem mesmo de pronunciar o santo nome; se eu deixar de adorar, Deus continuará sendo Deus. Perco eu que deixarei de ser amigo do Rei para me tornar escravo do ser mais desprezível que há (o diabo); se eu me afastar de Deus, Deus continuará sendo Deus. Perco eu, que deixarei de enxergar o caminho que leva à vida eterna para tropeçar em pedras, descambar em buracos e despenhadeiros ocultos nas escuridão do mundo.

Há uma frase que diz: “Quanto mais amarga a experiência do deserto, tanto mais doce será a água do oásis.” A justiça de Deus é diferente da dos homens. A forma com Deus trabalha hoje em nossas vidas e como reagimos a ela é que determinará o nosso futuro na eternidade. Não cabe a nós discutirmos o que Deus está fazendo ou permitindo fazer em vidas que praticam a impiedade oculta ou liberalmente. Cabe-nos, porém, cuidarmos para que nosso destino seja chegar ao endereço final com Jesus Cristo.

Uma coisa é saber que existe Deus. Outra bem diferente é saber quem Deus é. Os filhos de Deus devem refletir sua semelhança com o Pai. Os tesouros que Ele concede aos Seus filhos são eternos e os deste mundo perecem, pelo que concluímos que ser rico em Deus é melhor do que ser rico em todos os bens materiais.