segunda-feira, 2 de maio de 2011

Constrangimento evitável

A Bíblia em um ano:
1 Reis 12-13
Lucas 22.1-20


“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus? [...] O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento...”
Marcos 12.24 e Oséias 4.6


Trabalho na área da educação e, até o ano passado, estive dentro de uma sala de aula, seguindo as mesmas normas desde o meu início na rede pública do município em que leciono há dez anos. Neste ano, aprouve ao Senhor tirar-me de sala de aula e levar-me para o apoio da coordenação da escola.

Há cerca de duas semanas, chegou a mim uma resolução do Conselho Municipal de Educação. Como todos os meus superiores estavam ausentes, eu fui uma das primeiras pessoas a ter acesso à resolução que trazia algumas modificações sobre o uso e o preenchimento dos diários. Mas como praticamente não me sobra tempo nesse novo setor e, pior ainda, eu me achava conhecedora o bastante sobre o assunto, guardei a resolução dentro do meu caderno de anotações para lê-la depois.

Chegou a semana das avaliações e, imediatamente após ela, o período de organização dos diários. Quem me perguntou sobre, ouviu informações do antigo modo de preenchê-los. Quem perguntou para a secretária ou pra a coordenadora, recebeu as novas orientações. Depois de muitos confrontos e contradições de informações [confrontos saudáveis, graças a Deus!], caí em mim e compreendi que tudo o que eu deveria ter feito era ler a bendita resolução.

Como muitos e muitos cristãos que têm acesso à Palavra de Deus e não buscam conhecê-La, eu tive acesso ao importante documento mas, por diversos motivos, deixei-o de lado por algum tempo. Ainda bem que não eram mudanças tão radicais e não tivemos problemas quanto à manutenção dos diários de classe e das médias dos alunos. Mas as consequências de não se conhecer a Bíblia ou de não ter conhecimento para aplicar corretamente o conhecimento que dela se obtém, não é tão simples assim. Ao contrário, são consequências catastróficas e, muitas delas, de proporções eternas.

Mas o erro não está somente em não se conhecer a Palavra de Deus. Certo é que, atualmente, Ela está bastante acessível e, em tempos de globalização e à caminho de um governo mundial (Apocalipse 13), também já chegou em lugares antes bastante remotos. O erro maior é conhecer as Escrituras e não ter conhecimento de Deus para aplicá-Las corretamente, de forma a cumprir os propósitos do Senhor na ordem que Ele mesmo estabeleceu: primeiro o Seu Reino e a Sua justiça, e depois as outras coisas (Mateus 6.33).

Infelizmente [ou felizmente, pois é sinal profético sobre a volta de nosso Senhor Jesus Cristo – 2Timóteo 3.1-7 e 4.3-4; 2Pedro 3.3-18], as palavras das Escrituras Sagradas têm sido aplicadas de acordo com os interesses de gente gananciosa, egoísta, ambiciosa, extremamente materialista, apegada às coisas desta vida e desligada das coisas celestiais, das coisas realmente duradouras (Lucas 12.16-40; Mateus 6.19-20; Tiago 5.2-3). Por causa disso, há tantos escândalos envolvendo o acúmulo de bens e dinheiro no meio cristão, e o que é ainda pior: há tanta gente inchando os templos e que ainda não experimentaram a verdadeira conversão em Cristo Jesus [e continuarão assim, se permanecerem vivendo o evangelho da prosperidade e não o evangelho da cruz].

Foi Jesus quem falou que estamos errados em viver assim, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus contido nelas, apto para transformar a vida do homem em vez de apenas mudar sua situação financeira. A maioria das pessoas quer soluções para seus problemas visíveis, mas as Escrituras priorizam o tratamento do maior problema do homem, o qual é totalmente invisível: o pecado impregnado, apodrecendo e destruindo cada vez mais a alma humana: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo.” (João 3.3 - NVI)

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2Timóteo 3.16-17). E Ela [a Bíblia] não nos foi dada por acaso, para ser engavetada ou utilizada em ocasiões especiais apenas. Não. Deus lutou contra e venceu impérios inteiros usados pelo maligno ao longo de todos esses séculos para garantir que o mundo inteiro tivesse acesso à Sua Palavra, tamanha é a Sua importância para nossa salvação e comunhão plena com Ele. E não só para que A conhecêssemos, mas para que soubéssemos como praticá-La corretamente.

Se você tem uma Bíblia, faça bom uso e aplicação prática dela hoje [hoje e sempre! – Tiago 1.21-25]. Busque o conhecimento nela contido e o poder de Deus para transformação, salvação e fortalecimento da sua alma totalmente carente de Cristo. A vergonhazinha que eu passei por causa da minha imprudência em ter acesso e não conhecer uma simples resolução serve de alerta para a vergonha eterna a que estão submetidas todas as pessoas que viveram de forma imprudente acerca do conhecimento da salvação que o Eterno Deus disponibilizou por tanto tempo [e à custa até do Seu próprio Sangue] e com tanto amor para nós.

“Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram.

Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas?

Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!

Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’

Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.

Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda".

Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino,
porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei.”
(Mateus 713-29.)