sexta-feira, 13 de maio de 2011

Em constante avivamento

A Bíblia em um ano:
2 Reis 16-18
João 3


“Aviva, ó Senhor, a Tua obra no meio dos anos...”
Habacuque 3.2

Quando começamos algo que nos interessa, nosso envolvimento é bastante grande e nossa euforia é facilmente notável. A espera do final para se obter um resultado é vivida com muito interesse.

Ainda, quando algo que começamos não anda como queremos, é fácil terminar. Mesmo que as conseqüências sejam ruins, a grande maioria das pessoas prefere desistir, isto é, parar de fazer aquilo que está lhe causando desconforto, constrangimento, desilusão, prejuízo de alguma forma.

Na obra do Senhor, começada em nossas vidas quando firmamos um compromisso com Jesus Cristo em segui-Lo, há uma possibilidade muito grande de se encerrar a caminhada com Deus logo na primeira dificuldade.

Muitas pessoas não suportam as provações vindas do Senhor, nem os levantes dos inimigos, e acabam por desistirem de seguir pelo caminho mais estreito. Em outras palavras, foi fácil para elas começar essa jornada, e bem fácil terminá-la. O difícil foi suportar o decorrer da ida com Deus para o Céu, onde uma série de fatores influenciam nosso comportamento.

É no meio da caminhada que vamos ter que optar entre abdicar todos os nossos direitos adquiridos no mundo para abraçarmos os direitos reservados aos cidadãos do Céu. É durante a caminhada que teremos que rever nossos valores e priorizar a vontade de Deus para nós. É no decorrer da estrada que passamos a observar nossas atitudes e conceitos, a fim de nos alinhar com o caráter de Cristo.

Trocando em miúdos, é no meio dos anos que teremos que optar entre ir ao culto para centrar nossa atenção no Senhor e cultuá-Lo de todo coração – em espírito e em verdade – ou ir ao culto para prestar atenção na roupa, nos sapatos, nos cabelos, na voz, nas palavras dos irmãos. É no meio dos anos que devemos demonstrar nosso real interesse em abençoar as pessoas com nossas palavras e gestos – em vez de amaldiçoá-las ou maldizê-las, mesmo que elas estejam erradas e contrárias ao que nós sabemos ser certo. É no meio dos anos que teremos que optar por nos sujeitar aos líderes e pastores ou oferecermos resistência a todas as decisões que eles tomarem, certos que já não precisamos mais da ajuda espiritual deles porque já passamos a conhecer a Palavra. É no meio dos anos que vamos decidir se deixamos de praticar certos atos que causam prazer na nossa carne mas entristecem o Espírito Santo, ou se vamos nos sujeitar a Ele para que o Senhor possa ter liberdade para trabalhar nosso caráter e direcionar nossas vidas segundo a perfeita vontade que Ele tem. É no meio dos anos que temos que decidir se renunciamos nossa visão de mundo e justiça para assumirmos a visão de Deus e esperarmos pela justiça Dele. É no meio dos anos que temos de demonstrar nosso real interesse em seguir o Senhor Jesus, ainda que isso nos custe humilhações e sofrimentos diversos. É no meio dos anos que temos que optar em continuar no caminho da salvação mesmo que o inferno inteiro se levante contra nós, ou se vamos nos apostatar da fé por não suportarmos as dores e aflições que se encontram conosco na jornada. É no meio dos anos que devemos demonstrar nossa disponibilidade em assumir perdas na nossa personalidade (deixar de pensar, sentir e fazer certas coisas) e viver por fé nos sujeitando totalmente a Deus para obter dEle ganhos espirituais que muitas vezes desprezamos por pura falta de conhecimento.

Avivamento é a conseqüência do ato ou efeito de avivar, isto é, tornar mais vivo, mais nítido, mais intenso, mais ativo, mais vívido. É atiçar, encher de vigor, de alegria.

Na caminhada com Deus, o difícil não é começar um avivamento, nem terminar um avivamento (isso é ainda mais fácil)... O mais difícil na vida de um cristão é permanecer num avivamento pleno e constante em toda a sua jornada com o Senhor.

Habacuque orava a Deus pedindo que a intensidade do Espírito Santo (o verdadeiro avivamento) fosse sempre nítida na obra que o Senhor havia começado. Esse profeta sabia quão é difícil permanecer na presença de Deus sem o avivamento do Mestre Divino.

Há quem pense que ser avivado se resume a ir ao culto regularmente, chorar ao ouvir belas canções de louvor a Deus, pular e sapatear em mistérios quando o Espírito Santo Se move, falar línguas. Isso tudo é muito lindo e, além de edificante, é conseqüência da presença de Deus – e muitíssimo nos alegra. Contudo, o verdadeiro avivamento de Deus expressa-Se na vida dos adoradores de Cristo por meio de suas atitudes. Há muitas pessoas que fazem todas (e até mais) dessas obras que citamos, dentro da igreja. Mas, no dia seguinte, falam mal dos irmãos, não se sujeitam aos seus superiores (nem dentro nem fora da sua congregação), não crêem na possibilidade do milagre e do poder que Deus detém, mentem, julgam, condenam, incitam sensualidade, pronunciam palavras torpes, amaldiçoam, criam contendas, provocam a ira, adulteram...

Nada disso expressa avivamento. Nada disso condiz com a real presença do Espírito Santo de Deus.

Um soldado, mesmo estando de folga, está disponível para prestar serviço quando for convocado e honra a farda que usa mesmo que ela esteja guardada. Da mesma maneira, os filhos de Deus, mesmo fora da Casa de Deus, devem estar disponíveis para se apresentarem aprovados diante do mundo e honrar a presença do Espírito Santo em suas vidas. Isso sim, demonstra que, mesmo sendo difíceis os anos em nossas vidas, a obra de Deus permanece avivada em nós, e o Senhor sempre será glorificado.