domingo, 19 de junho de 2011

Felizes são!

A Bíblia em um ano:
Neemias 12-13
Atos 4.23-37


“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.”
Mateus 5.4


Engraçado...

O mundo acredita ser um maldito aquele que chora. Porque o choro para o mundo é sinônimo de tristeza, de infelicidade.

Jesus, porém, chamou o que chora de “bem-aventurado”, isto é... “feliz”.

Não...

Jesus não estava brincando. Ainda menos, ficando louco.

Não era um delírio ou uma insanidade afirmar isso. Jesus sabia exatamente o que dizia.

Na ocasião dessa afirmativa, o Senhor Jesus fazia o sermão da montanha, onde uma série de bem-aventuranças era citada por Ele em referência a todas as pessoas que se voltam para Deus como único Senhor.

Ele observou que, quem chora para Deus, tem uma resposta. Não chora sem previsão de consolo, mas recebe o conforto diretamente dos braços do Pai.

Há uma diferença entre o pranto de quem não vive sob a dependência de Deus e o de quem depende do Senhor: não há esperança plausível da parte do mundo suficientemente boa para aliviar a dor e regar as boas expectativas. As lágrimas que são derramadas diante de Deus, porém, são colhidas em odres celestiais (Salmos 56.8) e revertidas em bênçãos, que serão devolvidas a nós no momento certo e segundo nossa fé (Salmos 126.5), em perfeito acordo com a vontade e a sabedoria de Deus.

Sofrer sozinho é algo extremamente desolador e revoltoso.

O mundo vive assim: sem ter com quem contar, sem a quem recorrer, sem ter esperança intrépida e certa. Quando as agruras da vida vêm ao seu encontro, a situação torna-se lastimável, e o pouco de provisão que se consegue logo se passa. Pouco dura. Vidas vazias. Vidas sem razão, que perecem sem o conforto das mãos que podem afagar e abençoar com bens eternos.

Sofrer com Cristo, porém, chega a ser gratificante, porque expressa a realidade de uma vida edificada, que recebe todo tipo de ventos e tempestades mas permanece inabalável. Reflete um passado de pecados deixado para trás; uma paz que brota do fundo do ser e que não é menor que nenhuma adversidade. Representa o elo refeito com Deus, o perdão, a contrição e o louvor de quem está amparado pelo Espírito Santo de Deus.

Esconder nossas angústias e tristezas não é a solução; apresentá-las a quem pode resolver, sim.

Felizes, pois, são todos que se apresentam diante do Senhor com um coração quebrantado, e demonstram total dependência do Pai. Bem-aventurados são os que choram para Deus reconhecendo que Ele tem o controle de suas vidas. Nele encontrarão a certeza que tudo, a seu tempo, se resolverá segundo a vontade do Senhor – que é a solução mais perfeita que pode existir.