sábado, 18 de junho de 2011

O valor de um profeta

A Bíblia em um ano:
Neemias 10-11
Atos 4.1-22



“E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos a dizer-lhe: És Tu aquele que havia de vir ou esperamos outro?”
Mateus 11.2-3


João, o Batista, foi um dos mais notáveis profetas descritos pela Bíblia.

Um homem cheio da autoridade de Deus, que lhe impulsionava a ministrar a Palavra do Senhor como ela é, sem embaçá-la, sem enfeitá-la, sem distorcê-la.

No estilo de João, o Batista, Deus tem chamado muitos sobre a terra e tem procurado mantê-los íntegros até o fim de suas vidas como foi João.

Chegou mesmo a ser preso por causa da veracidade da Palavra que ministrou sobre o rei Herodes, que possuía a mulher de seu irmão (o que não lhe era lícito, segundo as leis judaicas).

Não se deixou convencer pelas forças que poderiam e queriam lhe oprimir, mas permaneceu diante de Deus e dos homens com retidão, anunciando o Reino dos Céus e preparando o caminho para a chegada do Cristo, Jesus, o Messias enviado por Deus para resgatar e salvar o homem pecador arrependido.

Contudo, João também seu momento de depressão, onde, por um momento, duvidou daquilo tudo que tinha pregado. Ele mesmo que havia testemunhado sobre Cristo, dizendo: “Eu não conhecia Jesus, mas O que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre Aquele que vires descer o Espírito e sobre Ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Eu vi e tenho testificado que este é o Filho de Deus.” (João 1.33-34), encontrou-se num cárcere, aparentemente sozinho, aparentemente abandonado, aparentemente sem nenhuma perspectiva de futuro.

Talvez se sentisse assim porque o Messias que havia chegado não foi lhe tirar daquela prisão. A dificuldade daquele momento talvez lhe tenha feito esquecer por alguns minutos sobre as “loucuras” do agir de Deus (1Coríntios 1.27-29).

A recompensa do Senhor para a vida do profeta viria após sua morte.

Talvez ele não entendesse, mas ser degolado e ter sua cabeça colocada sobre uma bandeja revelou às gerações posteriores o valor que tem um profeta sobre a face da terra. Sua experiência serviria de grande exemplo para as gerações futuras. E assim também acontece conosco. Nossas lutas e momentos difíceis de hoje serão contadas amanhã aos nossos filhos e netos como experiências que nos aproximaram mais de Deus e que glorificaram o nome do Senhor.

Herodes havia prometido metade do seu reino à filha de Herodias por ter dançado e lhe agradado. A menina, porém, instruída por sua mãe, pediu num prato a cabeça de João Batista (Mateus 14.1-12).

A integridade daquele profeta custou-lhe a vida. Mas deixou um dos maiores legados aos profetas que Deus levantaria no mundo no futuro. A morte de João Batista, ainda que aparentemente ilógica ou desnecessária, revela a todos nós que a cabeça de um profeta, ainda que morto, vale mais que a metade do reino mais poderoso que possa haver instituído pelo homem sobre a terra.

João teve seu fim físico determinado com aquela decisão de Herodes em mandar matá-lo. Mas sua história ficou registrada como um exemplo a ser seguido por todos nós: que ainda que nos custe a própria vida, devemos seguir com integridade até o fim, pois somos profetas de Deus. Ainda que queiram arrancar nossa cabeça, morramos com dignidade e honra, declarando que só Jesus Cristo é o Senhor e não nos permitindo corromper por nada nesse mundo.

Lá no Céu, com certeza, encontraremos milhares de pessoas que seguiram o exemplo de João Batista para permanecerem fiéis a Deus até o fim, mesmo tendo seu momento de frustração como ele teve naquele cárcere, mas serão gratos a ele pela lição que nos deixou. E darão graças ao Espírito de Deus que lhes fortaleceu e orientou a servirem sempre a Cristo, suportando tudo por amor Àquele que muito mais nos amou e muito mais fez por todos nós!

Só um cristão autêntico pode sofrer alegre porque entende que vale perder o mundo inteiro e até a própria vida para ganhar o Céu.