segunda-feira, 20 de junho de 2011

A unção que procede do Santo

A Bíblia em um ano:
Ester 1-2
Atos 5.1-21

“Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento. [...] Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou.”
1João 2.20,27


O conhecimento do Senhor nos dá fundamentação para todas as nossas atitudes e pensamentos.

É a Bíblia quem afirma: a unção do Santo nos dá entendimento, discernimento, sabedoria.

Mas quando vemos a falta de testemunho que assina o comportamento de muitos e muitos cristãos, a única conclusão a que chegamos é que a unção que procede do Santo ainda não é real em suas vidas.

Muitas pessoas já teriam alcançado conhecimento, chegado à sabedoria de Deus e estariam caminhando na unção do Santo se não acreditassem que já eram suficientemente ungidas pelas tantas “unções” que inventaram por aí. O movimento neopentecostal está cheio delas. Mas pouca mudança de caráter e bom testemunho se vêm no meio cristão. É que a unção do Santo é a única “verdadeira e não falsa”, a única que “ensina acerca de todas as coisas”.

Você tem unção de quê? Do leão, da águia, da lagartixa? De ousadia, de conquista, de multiplicação, de finanças, de nobreza? Do amor, dos pés à cabeça? Outra? Ã?

Se você fizer uma busca no Google com o indicador “tipos de unção” vai se surpreender com a quantidade delas que você vai encontrar... Eu queria ter encontrado lá a unção do quebrantamento, a unção da paz, a unção da conversão, a unção do arrependimento, a unção da renúncia...

Há algumas coisas que precisamos entender, e o Pr. João A. de Souza Filho vai nos ajudar, com fundamentação na Bíblia:

“Primeiro. A unção é uma experiência que começa na conversão. É quando o Espírito de Deus passa a residir em nós. “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef. 113). Ouro texto: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração” (2 Co 1.21-22). E ainda: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef 4.30). Nestes textos, vemos que eles falam do Espírito Santo, como uma garantia para a salvação, que nos “carimba”, que nos sela, marcando o objeto de sua posse. Aqui a unção é um selo.

Segundo. Os discípulos receberam o Espírito Santo a primeira vez em João 20.22, e depois foram cheios novamente em Atos 2.4 e depois novamente em Atos 4.31! Ser cheio do Espírito Santo uma vez não garante unção para sempre. Precisamos ser cheios do Espírito Santo todos os dias, continuamente! É algo que ocorre “mediante o seu Espírito no homem interior” (Ef 3.16) e que deve ser cultivado de nossa parte, para que nos enchamos sempre do Espírito. “Enchei-vos do Espírito”, diz Paulo (Ef 5.18).

Terceiro. Se a unção é algo concreto que recebemos de Deus – por que, então, perdemos o vigor do Espírito, ou sentimos que vazamos da unção? Uma das respostas está em Efésios 4.30. Nós o entristecemos! E as razões porque o Espírito Santo se entristece em nós está escrito em Efésios 4.25 a 29, e depois dos vv. 31-32. Há outros exemplos de entristecimento do Espírito Santo. Paulo aconselha: “Não apaguem o Espírito”!

Quarto. Em 1 João 2.20,27 unção é conhecimento divino. A presença do próprio Espírito Santo.

Quinto. Unção é também separação como nos Salmos 45.7; 89.20. Jesus foi separado, ou ungido pelo Pai, conforme Isaías Is 61.1 fato que se cumpriu em Lucas 4.18. Os utensílios do templo eram “ungidos”, isto é, separados! Em 1 Crônicas 16.22 refere-se a separação de todo o povo de Deus!

Finalmente unção é delegação de autoridade (1 Sm 16.12-23 na unção de Davi e 1 Rs 1.39 na unção a Salomão e que depois é ungido novamente (1 Cr 29.22). – Aqui um precedente: Pode-se ungir (autorizar uma pessoa) várias vezes perante o povo para que este respeite a autoridade de Deus sobre ela!
Conclusão: Unção é Habitação de Deus em nós. Unção é inteligência de Deus em nós; é separação. É delegação de autoridade! A unção é completa e não se manifesta apenas como leão e águia, símbolos de força e altivez, mas como bezerro e homem, símbolos da humildade e de humanidade!

Se alguém teve uma experiência com o Espírito Santo e a experiência a deixou orgulhosa, insubmissa, rebelde, achando que é melhor que os outros; posso garantir que é falsa e que não veio do Espírito da verdade! A verdadeira experiência com o Espírito Santo nos deixa mais humildes, serviçais e nos faz calar.

Unção, portanto, é a Presença do Espírito Santo em nós. Alguns, no entanto, confundem unção com manifestações. A unção pode vir acompanhada de todo tipo de manifestações, mas nem sempre as manifestações significam que temos unção. Às vezes uns são!” (Disponível em  Asaph Borba)

Oro para que você tenha a unção que procede do Santo. Ela é suficiente. Ela transforma as vidas das pessoas e lhes faz novas criações. Ela é a que verdadeiramente procede do Santo, e não das invencionices dos homens.