quinta-feira, 21 de julho de 2011

A cruz permanece!

A Bíblia em um ano:
Salmos 29-30
Atos 23.1-15


“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados. Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.”
Romanos 8.17-18


O Evangelho triunfalista anunciado hoje por muitas igrejas que seguem a doutrina da prosperidade enfatiza Mateus 11.28, que diz: “Vinde a Mim, todos que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei.” Contudo, oculta-se o verso 29, que sustenta: “Tomai sobre vós o Meu julgo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração. E encontrareis descanso para as vossas almas.”

Lutas existem. Provações são constantes na vida de todos quantos se achegam a Deus e procuram viver uma vida em comunhão e intimidade com Ele. E a condição para herdarmos o Reino de Deus é “padecermos com Cristo” para “sermos glorificados com Ele”.

Ora, ninguém está livre do julgo. Ele existe, tanto na vida sem Deus como na vida com Cristo. Contudo, a diferença é expressa pelo verso 30: “Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.”

Cristo renunciou tudo por amor a nós e padeceu o peso dos pecados do mundo sobre Si para haver uma redenção aos que O recebessem como Senhor e Salvador. Hoje Ele nos ensina a valorizar Seu sofrimento e nos ajuda a renunciar todo mal que possa nos afastar dEle.

Por isso, não renunciemos a cruz que ainda temos que levar.

A diferença entre o jugo do mundo e o jugo de Cristo é que a cruz que Cristo nos entrega a cada dia está livre do peso incalculável do pecado (esta já foi levada por Ele mesmo).

O Evangelho não é fácil. Exige renúncia. Exige mudança de valores e conceitos. Exige transformação de atitudes. O verdadeiro Evangelho de Cristo nos instrui a sermos guiados pelo Espírito de Deus para sermos considerados filhos de Deus (Romanos 8.14).

Quando pudermos recitar Gálatas 2.20 com convicção: “Já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”, então, verdadeiramente já tomamos consciência que toda renúncia (seja qual intensidade for) é pouca em relação à glória que Deus quer revelar a cada um dos Seus filhos.

Pois nenhuma de nossas renúncias pode ser comparada ao sacrifício de Jesus Cristo por nós.