terça-feira, 5 de julho de 2011

O exemplo do profeta

A Bíblia em um ano:
Jó 30-31
Atos 13.26-52


“Os piedosos desapareceram do país; não há um justo sequer. Todos estão à espreita para derramar sangue; cada um caça seu irmão com uma armadilha. Com as mãos prontas para fazer o mal o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto. O melhor deles é como espinheiro, e o mais correto é pior que uma cerca de espinhos. Chegou o dia anunciado pelas suas sentinelas, o dia do castigo de Deus. Agora reinará a confusão entre eles. Não confie nos vizinhos; nem acredite nos amigos. Até com aquela que o abraça tenha cada um cuidado com o que diz. Pois o filho despreza o pai, a filha se rebela contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os seus próprios familiares. Mas, quanto a mim, ficarei atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu Salvador, pois o meu Deus me ouvirá.”
Miquéias 7.2-7


Parece que o profeta Miquéias estava fazendo um retrato falado dos nossos dias, não é?

E tanto nos nossos dias quanto nos dias do profeta Miquéias (quase 3.000 anos atrás), o desespero e as frustrações de quem não tem uma vida debaixo da Graça do Senhor Deus são os mesmos, pois essas pessoas não sabem como lidar com um mundo tão corrompido, tão promíscuo e tão indiferente ao sofrimento dos outros.

Mas também, tanto nos dias do profeta Miquéias quanto nos nossos dias (quase 3.000 nos depois), a solução para se ter paz e manter a esperança num mundo tão cheio de desesperança é a mesma: depender de Deus, o Salvador.

“Quanto a mim, ficarei atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu Salvador, pois o meu Deus me ouvirá” (Miquéias 7.7). Essa frase também deve ser a nossa, pois em meio ao mar bravio, ela nos aponta para o Porto Seguro. Em meio à tempestade na montanha, ela nos aponta para a Rocha Inabalável, a caverna que nos abrigará seguros. Em meio ao caos, ela aponta para o lugar de ordem e de paz, onde podemos deitar e descansar.

E em meio ao impossível, ela aponta para Aquele que pode tornar tudo possível. Ainda que tudo o que foi interessante no mundo inteiro tenha se perdido e este não tenha nada mais de bom a nos oferecer, das mãos do Senhor virão coisas boas, bênçãos incomparáveis e santas que alegrarão nossos corações e satisfarão todas as nossas necessidades em absoluto. Ainda que a glória do mundo tenha se perdido em meio à perversão que lhe contamina por inteiro, o Senhor faz Seus filhos triunfantes sobre toda adversidade, enfrentando-a de frente e vencendo-as, uma a uma, de glória em glória, recebendo por meio delas melhor qualificação espiritual, renovo e firmeza na fé, aperfeiçoando assim sua preparação para triunfarem no mundo vindouro também.

Não podemos confiar no próximo como alguém que possa nos dar alguma esperança. (Aliás, ultimamente, não podemos confiar em ninguém para quase nada, mesmo!). Não podemos ter paz em meio a tanta violência. Os que deveriam fazer justiça e garanti-la sobre nós têm sido – em sua maioria – exemplos terríveis de deturpação e sujeira. Os que estão tão próximos e pregam um amor tão lindo têm sido nossos piores inimigos.

E o profeta Miquéias também experimentou tudo isso, mas a sua postura diante dessa decepção tamanha que o mundo nos causa é o conselho que devemos tomar hoje: vamos ficar atentos ao Senhor, vamos esperar em Deus, o Salvador, e vamos confiar plenamente em Sua bondade e misericórdia, porque Ele nos ouvirá. Foi Ele mesmo quem prometeu.

Aquele que não muda nos garante que houve esperança para Miquéias. As palavras do profeta experiente com Deus nos ensinam o que devemos fazer para que haja esperança para nós também.