quinta-feira, 7 de julho de 2011

QUANDO A GLÓRIA CHEGA...

A Bíblia em um ano:
Jó 34-35
Atos 15.1-21



“E sucedeu que, chegando a arca da aliança do Senhor à cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, olhou de uma janela, e, vendo a Davi dançar e tocar, o desprezou no seu coração. Trouxeram, pois, a arca de Deus, e a puseram no meio da tenta que Davi lhe tinha armado; e ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos perante Deus. E, acabando Davi de oferecer os holocaustos e sacrifícios pacíficos, abençoou o povo em nome do Senhor. E repartiu a todos em Israel, tanto a homens como a mulheres, a cada um, um pão, e um bom pedaço de carne, e um frasco de vinho.”
1Crônicas 15.29; 16.1-3


É bastante comum observarmos a alegria de uma pessoa que foi justificada por Deus, isto é, absolvida dos seus pecados e que inicia uma nova vida diante do Senhor.

Os resgatados por Deus, e que entendem o valor que tem a salvação, ficam maravilhados em conhecerem o Senhor, em recebê-Lo em seus corações, em serem recebidos por Ele.

Davi demonstrou imensa alegria quando a arca da aliança do Senhor chegou à sua cidade. Ele dançou e tocou de tanto prazer em receber a glória de Deus no meio da tenda.

Contudo, foi desprezado por Mical, a filha de Saul. Ela não entendeu o efeito que a glória de Deus exerce sobre todos quantos se entregam ao Senhor como Deus e Salvador de suas vidas.

Davi era um homem poderoso, forte nas batalhas, rei em Israel... Mas era ninguém diante de Deus. E se reconhecia assim, com um autêntico “ninguém”, como um que precisava, que carecia imensuravelmente de Deus.. Ele se alegrou porque, com a chegada da arca que simbolizava a presença de Deus, recebia a parte que lhe preencheria, que lhe completaria, que lhe trazia sentido à vida. Ele recebia Deus.

Há quem não se alegre com nossa alegria. Há quem não se alegre com nossa salvação. Há quem nos despreze por demonstrarmos tamanha gratidão e amor por Aquele que muito mais nos amou (e ama e amará) e fez (e faz e fará) por nós. Há quem pense ser fanatismo e até ridicularize as atitudes de quem recebe a glória de Deus no meio da sua tenda (sua vida) e, de tanto prazer em Deus, dance, cante, toque, exalte, adore, se dedique, se entregue ao Senhor.

Contudo, Davi nos exemplifica o que acontece quando a glória de Deus chega em uma vida: A graça é tanta, que nos dispomos a louvar o Senhor consciente e inconscientemente... A graça é tanta, que imediatamente queremos oferecer ao Senhor nossos sacrifícios pacíficos (oração, jejum, louvor, cultos, vigílias)... A graça é tanta, que temos condições de, em nome do Senhor, abençoar quem nos rodeia e até quem está distante de nós, mesmo se não conhecemos a tais... A graça é tanta, que queremos repartir com todos as bênçãos que o Senhor nos concedeu.

Após tudo isso, Davi, de tanta alegria e gratidão a Deus, louvou ao Senhor com um salmo que é o mais completo de todos os que a Bíblia relata que ele tenha escrito. E não está relatado no livro dos Salmos, mas escondido (e muitas vezes esquecido) no primeiro livro das Crônicas dos reis de Israel (Leia 1Crônicas 16.7-36). Esse canto é um resumo de todos os outros salmos compostos por Davi. Trata de todos os assuntos que envolvem Deus em nossas vidas, desde a grandeza da Sua glória até os livramentos que Ele nos concede.

Entendemos que os mais belos louvores são aqueles que estão escondidos em nosso ser e que são liberados quando a glória de Deus está no centro de nossas vidas.

Há quem realmente despreze tal valor, mas a presença de Deus em nossas vidas, verdadeiramente, faz toda a diferença...

Não é de se espantar que o louvor seja algo tão natural nos lábios e nos corações daqueles que receberam a glória de Deus!

O melhor comentário sobre a glória de Deus é testemunhar uma vida cheia de dEle.