quarta-feira, 27 de julho de 2011

Vivos dentre mortos

A Bíblia em um ano:
Salmos 43-45
Atos 27



“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.”
Romanos 6.12-13

“O mundo jaz no maligno.” (1João 5.19)

Esta afirmativa por si somente já deveria ser o suficiente para que todo ser humano evitasse se envolver com o mundo para se voltar à claridade da vida e do bondoso amor de Deus.

E a instrução do apóstolo Paulo (divinamente inspirado pelo Espírito Santo de Deus) é que nos apresentemos vivos a Deus. E não mortos pelo pecado.

Imagine...

Se o mundo jaz no maligno, ele não passa de um grande depósito de corpos mortos, dos quais alguns estão congelados em gavetões, a fim de se tentar manter por mais um pouco de tempo aquilo que, aparentemente ainda teria alguma utilidade. Considerando, porém, que não há geladeiras suficientes para a grande quantidade de pessoas que estão mortas no mundo do pecado, a grande maioria está mesmo é apodrecendo, cheia de vermes lhes corroendo as carcaças que exalam extremo fedor resultante da inevitável putrefação.

Morte fala de trevas...

Imagine-se caminhando por um vale onde milhares de corpos estejam jogados a deteriorarem-se sem nenhuma esperança de vida mais. O cenário, certamente, não será dos mais agradáveis. Outra cor não se pode imaginar para o sentimento que se tem quando se observa aquelas vidas, senão um negrume estarrecedor. A graça dos que estão em Cristo é que eles jamais andarão em trevas, porque Jesus Cristo é a luz do mundo (João 8.12).

Morte também fala de vazio e solidão...

Fica sempre a ausência de quem morre. Fica sempre um lugar sobrando, que não pode ser preenchido por outro ser humano, porque cada um de nós tem o seu valor único. E os que partem, partem sozinhos. Nada nem ninguém levam daqui (1Timóteo 6.7).

Os servos de Deus, porém, possuem um consolo incomparável e eterno que lhes é garantido pela presença do Santo Espírito de Deus, que preenche toda ausência e conforta o mais triste coração (João 15.56; 16.8-10,13). Quando partem, não partem para um lugar desconhecido, nem vão para lá sozinhos. Mas sabem exatamente o lugar para onde estão sendo levados e lá estarão eternamente na companhia dos anjos de Deus, e do próprio Senhor do Universo. (Atos 7.60; Filipenses 1.21-23; 4.20-21)

Morte fala de frieza...

Uma sensação onde os sentimentos não existem e, por isso, uma falta de sentidos absoluta que toma conta das vidas. Jesus, porém, é chama que nos aquece por meio de Sua Palavra, e que nos mantém vivos e dispostos para a vida (Salmos 39.3)

Morte ainda fala de aprisionamento...

Quem foi para o lado da eternidade não pode voltar mais ao mundo dos vivos. A vida que há em Jesus, porém, nos garante liberdade eterna (João 8.32, 36)

Morte fala de fedor...

Uma das principais características da morte é o mau cheiro que é exalado pelos corpos em putrefação. Segundo a Palavra de Deus, porém, os filhos do Senhor exalam o bom perfume de Cristo, (2Coríntios 2.15) mesmo habitando num mundo que jaz no maligno.

Morte fala de tristeza...

A perda de alguém querido é sempre indesejada para todos nós. A tristeza amarga nos corações que ficam. A alegria e a paz de espírito pertencem, contudo, aos que vivem na presença de Deus. Mesmo ante os problemas e as aflições é possível cantar louvores a Deus, na certeza que Ele mantém o controle de tudo e, Sua presença nos garante paz e abundância de alegria. Diante dEle, até a tristeza salta de prazer (Jó 41.22).

Morte fala de encerramento total da esperança...

Depois da morte, já não há mais esperança para quem faleceu. Ao homem está ordenado e permitido morrer uma única vez e, após isso, segue-se o juízo (Hebreus 9.27). Não há mais atividade alguma para os que descem ao sepulcro. Aos vivos, que exultam na presença do único Deus que é vivo, há atividades, há movimentação, há expectativas pelas quais podem e devem se empenhar por verem concretizadas. (Salmos 115.14-18; Eclesiastes 9.10)

Morte fala de esquecimento...

“A memória dos mortos fica entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Eclesiastes 9.5-6). Com o decorrer dos anos, deixam de ser lembrados aqueles que, por mais que amamos e participaram das nossas vidas, partiram para a eternidade antes de nós. Restam somente vagas ou eventuais lembranças. Ser um vivificado em Cristo, porém, nos garante que, ainda que nossos próprios pais venham a se esquecer de nós, o Deus a quem dedicamos nossas vidas nos garante que Ele jamais Se esquecerá daqueles que O amam e vivem por e para Ele (Isaías 49.15).

Em João 10.10, Jesus nos lembra que Ele veio para que tenhamos vida, e a tenhamos com abundância.

Que honra é para os salvos em Cristo se apresentarem como pessoas vivas e ambulantes em meio à essa carnificina que tem sido o mundo! Ele jaz em trevas, em vazio e solidão, frieza, aprisionamento, fedor, tristeza, falta de esperança, esquecimento profundo. Quem está em Cristo, porém, nova criatura é (2Coríntios 5.17) e, para ela, as coisas velhas se passaram... tudo se fez novo (Romanos 6.3,4).

É do meio desse vale de ossos secos que o Espírito Santo está ressuscitando pessoas e tornando seus espíritos vivificados por Cristo. São corpos espirituais putrefatos que foram contaminados pelo pecado e morreram, de depois foram jogados, sem nenhum valor, nas valas do esquecimento em algum lugar deste mundo tenebroso. Mas que, ao ouvirem a voz do Espírito, foram regenerados para gozar da vida plena e abundante de Deus por toda a eternidade. (Leia Romanos 8.22,23)

E você... pode se apresentar a Deus como um vivo dentre os mortos?

Dar a sua vida a Cristo agora significa mantê-la para sempre.