quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Banquete no deserto

A Bíblia em um ano:
Salmos 66-67
Romanos 7



“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e, chegando-se a Ele o tentador, disse: se Tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. E, porém, respondendo, disse: Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus. (...) Então o diabo O deixou; e, eis que chegaram os anjos, e O serviam.”
Mateus 4.1-4,11



Jesus foi para o deserto. Mas Ele não foi sozinho... Foi conduzido pelo Espírito Santo de Deus.

Essa companhia é imprescindível em nossas vidas em todos os momentos, principalmente quando estamos sendo provados ou enfrentamos lutas, pois é Ele quem nos conduz pelo deserto da vida e também nos fortalece para suportar e vencer as adversidades.

E foi Ele também quem direcionou Jesus a Se recusar a receber o alimento que o diabo lhe oferecera.

Observe que Jesus já estava há quarenta dias e quarenta noites sem Se alimentar. Seu corpo humano, com certeza, já devia Se encontrar bastante abatido e exausto. Contudo, Jesus Se negou a receber comida que o mal pudesse Lhe dar, ainda que isso, aparentemente, significasse saciar Sua fome, isto é, sanar uma de Suas grandes necessidades daquele momento.

Nossas vidas espirituais e materiais devem ser conduzidas por Deus, por meio de Seu Santo Espírito. Caso Ele não esteja na direção de tudo, facilmente nos deixamos convencer pelas ofertas que, ilusoriamente, podem resolver a questão de difícil solução em determinado momento.

Aprendemos com Jesus a suportar as necessidades a fim de esperar que Deus venha nos abençoar no tempo certo. E o tempo certo acontece sempre depois que aprendemos a resistir ao mal com autoridade da parte do Senhor. Depois que aprendemos a suportar a prova com humildade. Depois que aprendemos a reconhecer que Deus é superior a tudo e, por isso, o Ser mais competente para nos abençoar com coisas e situações ainda melhores que tudo o que o mundo possa nos oferecer. Depois que adquirimos responsabilidade, maturidade e sabedoria para administrar e zelar bem das bênçãos que o Senhor nos conceder. Depois que demonstramos viver sob total dependência do Senhor, esperando nEle a ocasião e a providência perfeitas... Depois, que Deus é glorificado por mais uma luta vencida e menos uma situação que desonre Seu santo e poderoso nome na vida de quem é cognominado “servo de Deus”.

A melhor decisão foi a que Cristo tomou: a de não ceder aos mimos malignos para que fosse abençoado por Deus também da melhor maneira.

Atente para o fato de “anjos” (v. 11) O terem servido. Ora, para servir Jesus – um único homem, bastava um único anjo. Contudo, a expressão usada nos leva a entender que Deus havia preparado um banquete completo para Cristo... Eis a recompensa por se confiar, esperar e agir somente em Deus.

Os pães que o maligno ofereceu não se podiam comparar ao banquete que Cristo havia de receber do Pai... Porque o Pai sempre tem o melhor para entregar aos Seus filhos. E Jesus cria nisso. Ele não Se precipitou em tomar uma decisão: Ele esperou e Se posicionou em Deus e em Sua Palavra de forma a não abandonar Sua confiança na providência divina, mas a agradar a Deus com uma atitude de fé.

E os anjos “O serviam”... (v. 11); não “O serviram”. Há que se observar aqui também a colocação do verbo: se “serviram”, já não servem mais, isto é, fizeram sua obrigação e foram embora.

Porém, a Palavra relata que os anjos de Deus “serviam” a Jesus, e isto nos leva a entender que eles O serviam sempre que Cristo tivesse uma necessidade... O verbo, nessa colocação, transmite a idéia de uma obra contínua, ininterrupta.

E bem assim Deus ampara Seu povo: contínua e gradativamente. Podemos contar sempre com a presença do Senhor nos abençoando sempre que precisarmos e de maneira ainda superior à que o momento exige.

Nos desertos da nossa vida há muita fome material: fome de pão, de água, de vestes, de moradia, de saúde, de bens. Há, ainda mais, muita fome moral: de justiça, de paz, de amor, de compreensão, de carinho, de sinceridade, de honestidade. Contudo, a maior necessidade é a fome espiritual que todos os seres humanos possuem: a fome de Deus e da Sua justiça. O Senhor, verdadeiramente, é a maior de todas as nossas necessidades.

E, quando nos prontificamos a priorizá-Lo, agradá-Lo e obedecê-Lo (exatamente como Jesus fez), então, todo o resto nos é acrescentado (Mateus 6.33).

O Senhor pode determinar uma solução para essa situação de necessidade, desde que saibamos agir como Cristo e esperar o tempo do Senhor para recebermos o melhor.

É bom, porém, relembrar, que Jesus vivia sob a orientação do Espírito de Deus.

E, se queremos ser vitoriosos como Ele é, o nosso Guia, Protetor e Ajudador deve continuar sendo o Doce, Santo e Incomparável Espírito de Deus.

Ser um crente em Deus é importante; ser um filho dependente do Pai é primordial.