segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Em meio aos sepulcros...

A Bíblia em um ano:
Salmos 105-106
1Coríntios 3-4




“E saindo Ele [Jesus] do barco, Lhe saiu logo ao Seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; o qual tinha a sua morada nos sepulcros [...] e andava sempre, de dia e de noite clamando, pelos montes, e pelos sepulcros, ferindo-se com pedras.”
Marcos 5.2,3,5


Que se pode observar sobre um sepulcro?

... que ele é (em alguns casos) muito bonito por fora e extremamente fétido por dentro (chega mesmo a conter o material mais podre e malcheiroso que pode existir sobre a face da terra);

... que ele simboliza perfeitamente um lugar onde reina o vazio e impera a solidão absoluta;

... que ele simboliza o lugar do fim, isto é, a limitação definida claramente para a vida e os projetos do homem.

Lembre-se de um cemitério... (você já deve ter estado em um – se não, imagine um): vários e vários sepulcros juntos. A solidão, o vazio, muitos sepulcros fedorentos, escondendo suas carniças através de seus disfarces.

E imagine que este [o cemitério] seja a morada de muitas e muitas pessoas que habitam ali mas não sabem. Estão enganadas pela beleza de muitos dos sepulcros com que se deparam todos os dias enquanto passeiam por suas largas ruas, entre as quadras adornadas por flores e pequenos jardins cultivados por adeptos de uma religião que ensina que os mortos podem nos ouvir e pagar por seus próprios pecados.

Quando o ser humano vive no mundo, sem um destino controlado por Deus, sem comunhão com Seu Criador, a vida dele é exatamente igual à do endemoninhado gardareno, que habitava nos sepulcros.

Tal pessoa é prisioneira do mal e sua vida reflete um grande vazio, onde nem mesmo todas as companhias do mundo podem lhe fazer feliz. Há uma grande solidão, que nada – nem todo dinheiro do mundo pode preencher. Vivem de sonhos e ilusões, e encantam-se com as belezas e cores que a vida lhe prega, como se fortunas, sucesso e aparência física lhes tornassem melhores ou mais importantes que outros que não os possuem. Porém, não sabem que por trás desse vigor são vidas aprisionadas, residindo em meio a sepulcros, onde habita a morte, onde tudo é isolamento, onde já não há esperanças, onde o limite foi encontrado e não pode mais ser transposto.

Como aquele homem aprisionado por uma legião de demônios, as vidas sem Jesus Cristo andam sempre, de dia e de noite, clamando, pois não têm sossego. São almas carentes de amor, carentes de paz, carentes de alegria real. São vidas miseravelmente cheias de frustrações.

“Clamando, pelos montes e pelos sepulcros...” Desorientadas, desgostadas da vida e desesperançadas, gritam aos montes – e isso nos lembra que seja ao Senhor, porque a Bíblia nos fala que “assim como os montes estão em volta de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do Seu povo desde agora e para todo o sempre” (Salmos 125.2). É comum ouvirmos a expressão “meu Deus!”. E gritam aos sepulcros – isto é, às aparentes significâncias do mundo, às coisas de valor que o mundo tem, ao próprio mundo. Mas clamam. E necessitam de ajuda!

É bem verdade, que há muitos que ainda não conhecem Jesus, e há os que já sabem que Cristo esteve um dia neste mundo e morreu em favor deles também. E ainda assim, mesmo sofrendo, os prisioneiros do mal permanecem se ferindo com aquilo que lhes faz mal, lançando com suas próprias mãos, pedras sobre si, isto é, sabem que Jesus os ama, mas continuam distantes dEle. Como o pobre gardareno, se ferem com pedras.

Se você conhece uma alma que habita em meio aos sepulcros deste grande cemitério que é o mundo, leve Jesus até ela. A Bíblia nos diz que o homem com espírito imundo saiu ao encontro de Jesus. Não foram os espíritos que foram até Jesus, mas o homem. E os espíritos que estavam nele também, certamente, temerosos quanto à presença do Senhor que eles bem conheciam (porque foram expulsos do Édem por Ele mesmo – Isaías 14.12-15; Ezequiel 28.13-19; Apocalipse 12.3-4).

O mundo carece de se encontrar com Jesus. Certamente você, que já deixou de habitar entre os sepulcros para se tornar herdeiro dos Céus pode levar Jesus até a outra margem, e ajudar muitos “gardarenos da vida” a serem libertos pela ordem de Cristo.

Podemos mostrar misericórdia aos outros porque Deus já demonstrou misericórdia conosco.