terça-feira, 16 de agosto de 2011

Em Paz com Deus...

A Bíblia em um ano:
Salmos 94-96
Romanos 15




“Então disse o Senhor: Não contenderá o Meu Espírito para sempre com o homem.”
Gênesis 6.3


Certo dia, na saída do trabalho, uma adolescente, aluna de outra professora, me procurou pra conversar sobre um assunto particular seu, e que, embora eu não a conhecesse, também me envolvia.

A forma como ela abordou o assunto não foi bem das mais gentis. O seu tom de voz era bastante expressivo, alto e um tanto quanto inconveniente... além disso, outros alunos (que, diga-se de passagem, nada tinham a ver com a história) começaram a prestar atenção na conversa e também a se interferir, como que torcendo para que acontecesse um escândalo.

A minha atitude foi pacífica diante da reação da aluna. E, ao final da nossa conversa (que foi bastante breve), ela sorriu e me deu um “tchau” bem mais amigável do que a maneira como ela iniciou a conversa comigo.

Fico imaginando...

Se para nós, seres humanos tão comuns e pecadores (muito sujos, enlameados por toda espécie de pecado) é extremamente desagradável contender com outra pessoa, que dirá para o Espírito de Deus, que é Santo!

Entre Ele mesmo, o Senhor Jesus e o Deus Pai tudo ocorre na mais perfeita harmonia. E Eles são três em um que formam a Santíssima Trindade, a força mais potente, perfeita e respeitável que já existiu em toda a história de todas as eras.

Por que, então, qualquer um dEeles (ou todos ao mesmo tempo) Se prestaria a contender e se nivelar ao homem, um ser criado, caído, imundo e amaldiçoado pelo pecado?

Deus realmente não tem motivo nenhum pra discutir nada conosco. Ele é a própria razão!

Muitas pessoas vêem o Senhor como um Deus tirano, autoritário e ditador, que determina tudo e impõe somente Sua vontade, sem considerar o que nos é aprazível.

Ora, se Deus é perfeito e santo, mais justo e fiel que qualquer ser que já existiu, mais correto e sábio que qualquer máquina já inventada e até que o próprio ser humano (autor de consideráveis obras científicas e tecnológicas), se Deus é superior a tudo isso, por quê, pois, devemos buscar orientação naquilo que é falho, que é pecador e que é esgotável?

Quando somos obedientes a Deus e procuramos viver uma vida de santificação com intimidade e comunhão com o Pai de Amor, entendemos que a Sua perfeita vontade é nos fazer felizes e agraciados pela Paz eterna.

Ele sabe que distantes dEle, jamais seríamos felizes, pois há uma força malvada chamada diabo que abomina o ser humano e quer, de todas as formas, destruí-lo. Diverte-se causando desgraças nas vidas que foram feitas à imagem e semelhança de Deus – coisa que o próprio diabo almejou ser.

Quando procuramos conhecer Deus, nossas vontades egoístas e limitadas passam a se alinhar com as vontades dEle, que brotam em nossos corações e nos fazem entender que nós realmente não somos nossos donos. Somos limitados, somos insuficientes. Sozinhos é impossível vivermos uma vida eterna de paz e triunfo. Aliás, sozinhos, é impossível vivermos uma vida feliz neste mundo, onde haja certeza da salvação e paz de espírito, pelo menos.

O Espírito Santo quer nos fazer entender que não temos domínio sobre nós mesmos, mas que temos um Senhor... Um Senhor perfeito, justo, fiel e bom, que Se preocupa em nos abençoar e formar em nós um caráter bom e eterno, como o Seu.

Não por acaso... Ele nos fez Sua imagem e semelhança. E nós deixamos de sê-lo quando caímos pela desobediência e pecamos.

Ele não admite o pecado, mas ama o pecador. Por isso, ainda insiste em nos resgatar para Si e restabelecer conosco a comunhão.

Na verdade, deveríamos dar graças a Deus em todos os momentos por isso, porque mesmo sendo Ele tão Santo e Altíssimo como é, ainda Se preocupa conosco e Se dispõe a acreditar em nós e a esperar por gente como nós.

Que árdua tarefa o Espírito Santo recebeu!

Alegra-nos, porém, saber que Ele faz tudo isso com sublime e incomparável amor, e que exulta de alegria, cada vez que um coração se rende a Ele com sinceridade e quebrantamento!

Aleluia!

Contender com o Espírito Santo é retardar uma vida de favores imerecidos e felicidade que não se pode encontrar em lugar nenhum do mundo, mas que Deus quis nos dar gratuitamente.