segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pelos vossos pastores e pelas vossas almas

A Bíblia em um ano:
Salmos 74-76
Romanos 9.16-33


“Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”
Hebreus 13.17


A Nova Tradução da Bíblia na Linguagem de Hoje (NTLH) termina este versículo assim: “...Isso não ajudará vocês em nada.” (Hebreus 13.17)

De fato, não ajuda em absolutamente nada mesmo!

Ver nossos pastores chorando, gemendo diante de Deus por causa de um rebanho rebelde, teimoso, desobediente, dividido, contendor, é a certeza de uma bancarrota espiritual dentro da congregação. E consequentemente, de uma bancarrota espiritual nas vidas dos membros.

Muitos cristãos estão expostos aos fortes ventos da vida, açoitados por todos os lados por circunstâncias terríveis e sem nenhuma proteção, não por causa de provações do Senhor, mas sim por consequência dos seus atos incoerentes à Palavra da Verdade que eles dizem conhecer mas não praticam. Não é Deus provando. É Deus tocando.

Outros, também estão assim puramente por não estarem debaixo das bênçãos do Senhor, mas sim das maldições que chamam para si quando, em vez de cooperarem para o Reino, o dividem; em vez de apresentarem Jesus Cristo ao mundo pela prática das Verdades contidas na Bíblia, mancham Seu nome com maus testemunhos e desobediência. (Leia Deuteronômio 28)

O Pastor Marcelo Oliveira escreveu: “O profeta Jeremias diz que Deus é quem dá pastores à igreja (Jr 3.15). O pastor não é um voluntário, mas uma pessoa chamada por Deus. Seu ministério não é procurado, é recebido. Sua vocação não é terrena, mas celestial. Sua motivação não está em vantagens humanas, mas em cumprir o propósito divino. Entrar no ministério com outros propósitos ou motivações é um grande perigo. O ministério não é um palco de sucesso, mas uma arena de morte. O pastorado não é uma plataforma de privilégios, mas um campo de serviço; não é uma feira de vaidades, mas lugar de trabalho humilde e abnegado.” (Disponível em Davar Elohim)

As sábias palavras do hebraísta (Pr. Marcelo Oliveira) nos conectam inevitavelmente à passagem de Provérbio 26.27, que diz que “quem faz uma cova, nela cairá.”

Entenda: O chamado de um pastor é um ministério de lutas e aflições. Se você tem o amor de Deus em seu coração, certamente fará por onde amenizar a situação do seu pastor. Certamente desejará auxiliá-lo e o auxiliará, a fim de tornar seu fardo menos pesado. Se, ao contrário, fazemos por onde aumentar as lágrimas dos nossos líderes diante de Deus, certamente as nossas também aumentarão. É a lei da semeadura: nós colhemos o que plantamos. E pior: as colheitas espirituais têm peso eterno.

Portanto, façamos uma autorreflexão a partir de agora, e busquemos do Senhor toda mudança necessária em nós, ainda que pareça que isso não fará diferença nas situações gerais das nossas congregações.

Há uma ilustração bem simples, porém muito eficiente para demonstrar a dignidade que há em quem quer fazer a diferença praticando o bem que tem aprendido do Senhor. Numa floresta ocorreu um grande incêndio, e os animais, apavorados, fugiam tentando se esconder, virando as costas para aquele recanto que, até então, tinha sido o seu lar e abrigo. Ao ver um passarinho enchendo seu biquinho de água no riacho e despejando-a sobre as chamas, o poderoso elefante falou: “Você não vê que seu trabalho é inútil? Você é só um passarinho.” E o passarinho, calmamente respondeu: “Eu posso não conseguir apagar todo esse fogo, mas sempre terei minha consciência tranquila por ter feito – e com amor – a minha parte.”

Você não pode salvar a sua congregação, mas pode fazer por onde a sua vida ser salva e outras vidas serem influenciadas. Assim, naquele Dia em que seu pastor tiver de prestar contas da sua vida diante de Deus, você escutará o que eu também estou lutando para conseguir ouvir: “A Elaine é um passarinho que fez a sua parte.”

E a resposta do Senhor será inevitável: “Bem está, serva boa e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor!” (Mateus 25.23)

Sonhe com isso! Mas não sonhe apenas. Faça por onde chegar lá.


Perdoa-me, meu Senhor e meu Deus, por todas as vezes que dei as costas ao meu pastor e à minha congregação, quando poderia ter ajudado mais e me dedicado mais. Ajuda-me a ser cada vez mais fiel aos meus líderes e à Igreja do Senhor, através dos quais tenho recebido muitas bênçãos e orientações para Te servir, através dos conselhos e ensino da Tua Palavra. Desperta hoje os meus irmãos que ainda estão como os demais animais da floresta, fugindo do incêndio, quando, na verdade, poderiam ajudar a apagá-lo. Ajuda-nos, a todos nós, a sermos bênçãos para nossos pastores, e que eles também o sejam para nós. Oramos inclusive pelo fortalecimento e capacitado do Senhor sobre estes homens que Tu levantaste para nos guiar a Cristo. E oramos no nome dEle. Amém.