segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quem conhece Jesus

A Bíblia em um ano:
Salmos 54-57
Romanos 3-4


“Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego [o homem cego de nascença que Jesus curou untando-lhe lodo nos olhos], diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava? Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu.”
João 9.8-9



A identidade cristã é a referência pela qual Cristo é conhecido e respeitado pelo mundo.

É motivo de orgulho para um ser humano carregar em si as marcas do Senhor Jesus, que o identificam onde ele estiver, a saber, o fruto do Espírito (Gálatas 5.22), que é o caráter de Cristo impresso em nosso ser.

Jesus tem uma personalidade perfeita e santa. Suas atitudes são corretas e incontestáveis. Sua vontade é agradável e soberana.

Quando ensinava sobre a humildade e a necessidade da santificação aos Seus discípulos, Jesus os fez lembrar que Ele deixou o exemplo para que Seus seguidores também o fizessem (João 13.15).

E hoje temos a ordem expressa de Deus a todos quantos Ele chamou: “Sede santo, porque Eu sou Santo.” (1Pedro 1.15,16)

Viver na prática da santificação exige uma série de renúncias e atitudes contrárias às normas do mundo. E é exatamente isso que gera a identidade cristã de uma pessoa: a renúncia a tudo que a possa afastar de Deus, e a vida em dependência dEle.

Contudo, muitas pessoas que foram chamadas para viverem com o Senhor mantêm uma certa dificuldade em assumir sua identidade cristã. Às vezes, simplesmente negam Jesus fora da igreja. Outras vezes, deixam de cumprir o que Ele ordena, no intuito de não se chocarem com o padrão de vida do mundo e acabarem por se tornar diferentes dele.

Quando o cego de nascença foi curado, ele fez questão de dizer aos que se confundiam sobre sua personalidade: “Sou eu.” (João 9.9).

E reparem que a Palavra de Deus diz que seus atuais vizinhos e também “aqueles que dantes tinham visto que era cego” agora contemplavam o milagre de Cristo na vida daquele homem.

Isso significa que, nossos vizinhos (pessoas que nos cercam hoje) e também aqueles que dantes tinham visto nosso estado distante de Cristo, podem e devem contemplar o milagre de Cristo em nossas vidas.

O maior milagre que o Senhor realizou em nossas vidas foi salvá-las da perdição eterna e nos dar o direito de conviver com Sua maravilhosa companhia para todo o sempre.

Automaticamente, a certeza da salvação gera nos filhos de Deus uma alegria e uma paz que o mundo não pode explicar. Elas superam as dores, os problemas, as tentações, o cansaço, as desilusões, as perseguições, as perdas, o mal, o pecado. E esses sentimentos maravilhosos não ficam guardados, escondidos, ocultos, para nos disfarçar no meio de outras pessoas. Ao contrário: tornam-nos irradiantes – pontos de luz – no meio de uma geração perversa e obscurecida pelo mal e pelo pecado.

Como o próprio Jesus falou: “Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5.14). O Senhor é o precioso monte, o Rochedo inabalável sobre a qual Seus filhos estão edificados. Aleluia! E isso nos torna pontos de luz a brilhar pelas trevas para iluminarem o caminho certo e atrair pessoas que andam perambulando, perdidas sem um rumo certo.

Seja, portanto, nossa identidade apresentada e assumida diante de qualquer homem; diante de qualquer entidade; diante de qualquer autoridade.

Quando nossos vizinhos nos observarem, que possam ver em nós uma nova criação, à imagem de Deus.

Quando os que conheceram nosso passado nos observarem, que possam reconhecer a mudança e a presença de Cristo em nossas vidas, direcionando todas as nossas atitudes e provando ao mundo que é possível nascer de novo e ser feliz de verdade.

E ainda que alguém queira colocar em xeque nossa identidade de salvos lavados e redimidos pelo sangue do Cordeiro de Deus, dizendo: “Parece-se com ele”, que nós possamos assumir com orgulho e com autoridade:

“Sou eu... Jesus me resgatou, me sarou, me transformou e me salvou. Já não mendigo mais... Já posso ver o que antes meus olhos não viam. Hoje tenho paz, e eu a encontrei quando Jesus passava à beira do caminho, viu meu estado lastimável de pecados desde meu nascimento, teve compaixão e untou com lodo. O que Ele foi ou haverá de ser? Não sei... Só sei que Ele passou por mim, e eu, que era cego, agora vejo. E posso adorá-Lo, porque só Ele me amou tanto para fazer algo por mim mesmo que eu não merecesse... Sim, eu posso e devo adorá-Lo, porque diante de tantas ofertas que o mundo inteiro me ofereceu, só Jesus pôde me oferecer Sua companhia e orientação pelo caminho que conduz à vida eterna.”

Aquele que não tem orgulho de Jesus nunca O conheceu de verdade.