terça-feira, 18 de outubro de 2011

Identidade

A Bíblia em um ano
Isaías 53-55
2Tessalonicenses 1




“Eu me lembro da minha tristeza e solidão, das amarguras e dos sofrimentos. Penso sempre nisso e fico abatido. Mas a esperança volta quando penso no seguinte: O amor do Deus Eterno não se acaba, e a Sua bondade não tem fim. Este amor e esta bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do Deus Eterno!”
Lamentações 3.19-23 - NTLH

A aflição é inevitável nas vidas das pessoas. Mas temos opções para enfrentá-las.

Há quem entre em depressão e fique completamente sem atitude. São como Elias. Escondem-se dentro da caverna e pedem a morte. (1Reis 19.4-10)

Outras pessoas se rebelam contra Deus. Julgam-No como o único e grande responsável por todas as adversidades, depois jogam tudo para o alto e se entregam à própria sorte. São como a mulher de Jó: “Amaldiçoa este teu Deus e morre!” (Jó 2.9)

Há também pessoas que confiam na força do seu braço. Puxam suas espadas e lutam confiantes da certeza que estão corretas em seguir seus próprios impulsos. Agem conforme suas próprias convicções. Fazem como o apóstolo Pedro, no momento em que Jesus estava sendo preso.

Ele (Pedro) já conhecia o plano de Deus para salvar o mundo, mas entendia que era errado que Jesus morresse. Não atentou para o fato de já ter sido severamente repreendido por Jesus numa ocasião anterior por causa disso (Mateus 16.23). Mesmo assim, puxou sua espada, com o intuito de vencer sozinho, a multidão que veio prender Jesus. Tudo em vão. (João 18.1-11).

O mesmo Pedro, em outra situação, não agiu com impulso. Agiu com medo e negando a realidade. Ele negou o fato de ser discípulo de Jesus, depois que Este foi preso. Fez isso por três vezes (Mateus 26.75). E deixou outro exemplo de como agir diante das dificuldades: negando que elas existem. Pertencer a Jesus, naquele momento em que era perseguido e em que o Mestre foi preso, era uma grande dificuldade para todos os discípulos. Então, Pedro preferiu fingir que nada estava acontecendo em relação a isso, para se ver livre de problemas maiores.

Há, ainda, quem se assenta pelo caminho e passe a vida se lamentando, com medo, tentando negociar com Deus uma maneira de se ver livre das adversidades. Fazem como Jeremias que, ao menor sinal de dificuldade, entrava num clima de autocomiseração e lamentações contínuos. (Jr 12.4-5)

Mas há pessoas que, em contrapartida a todos os exemplos anteriores, confessam suas fraquezas e não as negam, como Davi (Salmos 40.17), ou como Paulo (Romanos 7.24), mas não as fixam como empecilhos para o agir de Deus. Observam além delas e vêem o Todo-Poderoso, disposto a agir em tempo certo para sanar todas as adversidades. Aprendem, como Davi, a esperar “com paciência no Senhor” (Salmos 40.1), e agem como Paulo, que aprendia com todas as situações (Romanos 8.28) os ensinamentos que nos fazem crescer com saúde espiritual. Em tudo uma lição e uma oportunidade de nos aproximar mais do Senhor.

Davi e Paulo. Duas personalidades distintas, mas com alguns pontos cruciais em comum. Um era mais melancólico, o outro mais agressivo. O primeiro, mais emotivo. O segundo, mais racional. Este, mais longânimo, enquanto aquele, mais impulsivo. Ambos, porém, ofereciam, com amor sincero, uma morada para o Espírito Santo em seus corações.

Havia neles temor à pessoa de Deus e, principalmente, havia em ambos a dependência do Senhor. E era esse o motivo pelo qual tanto Davi como Paulo via as dificuldades da vida como batalhas em que veriam Deus sendo glorificado quando Ele mesmo as vencesse. Confiavam. Descansavam. Pois ambos sabiam que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que vemos ou pedimos (Efésios 3.20).

Não bancavam os hipócritas, tratando seus problemas como se não existissem. Faziam como Jeremias aprendeu a fazer, depois de tanto lutar em vão contra as razões de Deus: eles se lembravam dos problemas, mas não permitiam que estes lhes arrebatassem os sentidos. Como lemos nos versos de hoje, quando começavam a se entristecer por causa das adversidades, eles traziam à memória aquilo que nos dá esperança: o fato de Deus ser quem é, fazer do que faz e sentir o que sente por nós.

Dois tempos distantes, uma só fé. Dois grandes exemplos entre tantos que a Bíblia expõe.

E você, diante das aflições da vida, com qual dos personagens que citei você se identifica mais?



“Eu quero sempre me identificar com os vencedores em Cristo Jesus, ó Grande, Piedoso e Maravilhoso Deus de Amor! Ajuda-me a ser quem Tu queres, porque tudo o que Tu queres é perfeito, bom e agradável. E é no nome dEle que eu oro. Amém.”