quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Rosa vermelha ou margarida branca?

A Bíblia em um ano
Isaías 37-39
Colossenses 3




“Ele diz: ‘Tirei o peso dos seus ombros; suas mãos ficaram livres dos cestos de cargas. Na sua aflição vocês clamaram e Eu os livrei, do esconderijo dos trovões lhes respondi; Eu os pus à prova nas águas de Meribá. [...] Eu sou o Senhor, o seu Deus, que o tirei da terra do Egito. Abra a sua boca, e Eu o alimentarei’.”
Salmos 81.6,7,10



Hoje estive procurando uma imagem nova para colocar no meu MSN. Eu quis tirar minha foto de lá e colocar a de uma flor no lugar.

Na minha pasta de imagens, havia muitas rosas. Duas, em especial, chamaram minha atenção. Duas imagens de rosas vermelhas. Uma caída sobre uma superfície preta e outra plantada num jardim escurecido, pouco visível, por causa do foco, mais voltado à beleza da rosa. Quase escolhi uma delas, precisamente por estar me sentindo meio assim.

Há dias em que estamos assim, entristecidos, como se estivéssemos envoltos numa nuvem negra, ou jogados sobre uma pedra fria num lugar escuro. Às vezes esses dias se prolongam por semanas. As semanas se estendem por meses. Os meses se acumulam em anos. E tudo o que nossos olhos vêem são a nossa face sobre a imagem da rosa vermelha, tão linda mas tão frágil, solitária num canto escuro.

Diante do que meus olhos viam, percebi meio escondido debaixo da folha de uma das rosas, um espinho. E isso foi suficiente para rolar a tela um pouco mais para baixo e procurar outra imagem que expresse melhor o que sou hoje.

Tenho Deus. Os espinhos em mim que feriam os outros há muito têm sido tirados dos meus galhos. O que ainda resta é um tratamento pessoal do Senhor para comigo mesma. Essa é a parte mais difícil, pois não há mundo tão imenso quanto o interior de cada pessoa. É na minha alma que Deus trabalha agora.

E se Ele está nela, não sou mais uma rosa espinhosa, nem vivo num eterno breu. Ao contrário, pareço-me mais com a margarida da figura que escolhi: branca e graciosa, plantada num jardim verdejante, colorido e alegre, e cheia de botões prestes a desabrochar. Eis o retrato de um filho de Deus!

O dia ainda não terminou. A situação ainda não melhorou. Mas a certeza que estou sendo cuidada amavelmente pelas mãos do Divino Jardineiro modifica todas as minhas expectativas. Os botões desabrocharão. Muitas outras margaridas lindas surgirão dos meus ramos. E não há espinhos para ferir quem queira colhê-las.

Nós somos assim. Quais flores do jardim de Deus. Sujeitos ao frio, a fortes ventos e ao sol escaldante. Mas nada disso impede que elas desabrochem na primavera e exalem perfume de aroma extramente agradável. Nada disso impede que sejam úteis para enfeitar, para perfumar, pra tratar, para curar.

E nada disso significa ausência de Deus. Ao contrário, Ele estava lá, trazendo tudo isso, cumprindo o ciclo da natureza e garantindo a vida a todos os seres que têm uma missão neste mundo.

Meu MSN quase teve uma imagem de exibição melancólica, que transmite tristeza e solidão, mas está bem alegre agora, porque eu me lembrei de todas essas coisas. Pode ser o que esteja faltando você fazer na sua vida também.