domingo, 27 de novembro de 2011

O Deus da Profecia

A Bíblia em um ano:
Ezequiel 30-32
1Pedro 4

By Elaine Cândida, com imagens do Google.




“Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.”
1Coríntios 8.6



O DEUS DA PROFECIA
Por Dave Hunt
(trecho)


O Deus da Bíblia afirma com confiança: “Antes de Mim deus nenhum se formou, e depois de Mim nenhum haverá. Eu, Eu sou o Senhor, e fora de Mim não há salvador” (Isaías 43.10-11). Ele não apenas ignora os deuses de outras religiões. Ele denuncia a todos, incluindo Alá, como impostores que, na realidade, servem de fachada para Satanás e seus demônios.


Diferenças irreconciliáveis

Embora existam algumas semelhanças, as distinções entre os deuses das principais religiões mundiais são muito maiores que aquelas entre homens e mulheres individuais. Os adeptos de religiões rivais levam bem a sério os atributos que identificam suas divindades. Logo, sugerir que os deuses de todas as religiões são um só e o mesmo deus não é generosidade, mas cínica degradação daquilo que é vital e sagrado. É uma afronta aos muçulmanos insistir que Alá é equivalente aos muitos deuses do hinduísmo; ou dizer a um cristão que seu Deus, que deu Seu Filho para morrer pelos pecados do mundo, é o mesmo que Alá, de quem se afirma especificamente não ter filho.

Dizer que todas as religiões são a mesma coisa nega o significado da linguagem e é um insulto não só para os seguires dessas religiões, mas à própria inteligência. A diferença é particularmente clara quando se trata do cristianismo. Ele está sozinho num dos lados de um abismo teológico, com todas as outras religiões do outro lado – um abismo que torna qualquer união ecumênica impossível sem destruir o cristianismo em si.

Ninguém pode negar, por exemplo, o conflito irreconciliável entre a crença que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou (o que é o próprio coração do cristianismo) e a afirmação blasfema do islã de que Cristo não morreu na cruz, muito menos por pecado, mas que outra pessoa morreu em Seu lugar. Varrer tais diferenças para baixo de um tapete ecumênico (como o Catolicismo Romano, especialmente o Concílio Vaticano II, tenta fazer) não é bondade, mas loucura.

Nem é possível reconciliar a alegação de todas as religiões não-cristãs de que o pecado é removido por boas obras, com a declaração frequentemente repetida na Bíblia de que somente Cristo, porque Ele não tinha pecado, pôde pegar o preço do pecado, e que, para fazer isso, Ele teve que morrer em nosso lugar. É claro que a afirmação de Cristo “Eu sou o caminho, e a verdade,e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14.6) é a rejeição mais forte possível de todas as outras religiões como imitações satânicas.

O próprio assunto [...] a Segunda Vinda de Cristo, é uma crença exclusiva do cristianismo e o separa de todas as religiões do mundo por um abismo que não pode ser transposto por nenhum truque ecumênico. Maomé nunca prometeu retornar, nem Buda, nem o fundador de qualquer outra das religiões mundiais. Apenas Cristo ousou fazer essa promessa, e só Ele deu credibilidade ao deixar um túmulo vazio. Esse fato indubitável é a razão para levar a sério Sua afirmação de que voltará a essa terra em poder e glória para executar julgamento sobre seus inimigos.


Profecia, Evidência e a Bíblia

Que a Bíblia, a qual oferece o registro histórico da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, é única por essa e muitas outras razões se torna óbvio a partir de uma simples comparação superficial com outras escrituras sagradas. As escrituras hindus, por exemplo, são claramente mitológicas. Não há nenhuma evidência de que os personagens alguma vez existiram ou de que os contos fantásticos se refiram a eventos que realmente ocorreram. O mesmo é verdade sobre muito que está registrado em escrituras de outras religiões.

Tome, por exemplo, o Livro de Mórmon. Nem um alfinete ou moeda ou o menor traço de evidência de qualquer tipo jamais foi encontrado para certificar que os povos, muito menos os eventos, a que o Livro de Mórmon se refere foram reais. Nem mesmo uma montanha ou rio ou qualquer parte de topografia ou geografia descritos no Livro de Mórmon jamais foram encontrados. Isso apesar do fato de que a Igreja Mórmon tem diligentemente persistido com uma busca intensa nas Américas do Norte, Central e do Sul, numa tentativa de encontrar evidências das grandes nações que o Livro de Mórmon descreve como tendo morado ali.

Em contraste, os museus do mundo contêm vastos estoques de evidências de todos os tipos confirmando a historicidade da Bíblia. Sim, os céticos têm atacado os registros bíblicos; mas em todos os casos, sendo feito um trabalho arqueológico, foi provado que os céticos estavam errados e a Bíblia correta. Para dar apenas um exemplo, os críticos por muito tempo recusavam que os hititas mencionados na Bíblia haviam existido, pois ainda não havia sido encontrada nenhuma prova de sua existência. Hoje, em Ancara (Turquia), há um museu todo dedicado aos hititas. Suas relíquias estão incluídas em museus ao redor do mundo; e sua história como a reconhecemos concorda exatamente com o que a Bíblia tem afirmado por milhares de anos.

Nas escolas públicas de Israel, as crianças são ensinadas sobre a história de seu povo e território diretamente do Velho Testamento. Arqueólogos no Oriente Médio usam a Bíblia como um guia que lhes conta onde escavar as antigas cidades. A precisão histórica, geográfica e científica da Bíblia tem sido comprovada repetidamente como de nenhuma outra escritura sagrada.

A Bíblia foi escrita por homens que afirmavam terem sido guiados por Deus e registraram a mensagem que Ele queria transmitir à humanidade. Os escritores da Bíblia são tão específicos que cada um declara ter escrito, não uma paráfrase ou vaga recordação, mas as próprias palavras de Deus, literalmente. Aquelas palavras falam poderosamente para convencer a consciência humana, e dão testemunho de si mesmas (Hebreus 4.12). A Bíblia declara que assim como todo homem reconhece os mesmos valores morais, porque Deus escreveu Sua lei em seus corações (Romanos 2.14-15), assim também o Evangelho de Jesus Cristo gravado na Bíblia presta testemunho em toda consciência (João 1.9; 2Coríntios 4.2).


O que dizer de evidências objetivas?

O cético fervoroso, porém, insiste em algo mais objetivo e convincente. A Bíblia afirma que o universo ao nosso redor, tão complexamente organizado e tão sujeito a leis precisas e engenhosas que não poderiam acontecer por acaso, presta testemunho eloqüente da existência de Deus (Romanos 1.19-20). Infelizmente, o homem moderno foi levado a crer que a ciência tem alguma explicação para o Universo e a vida humana, mas esse não é realmente o caso. Arthur Eddington declarou: “O dever [ou seja, o certo e o errado] nos leva além da química e da física.” Schroedinger nos lembra: “De onde vim e para onde vou? Eis a grande pergunta insondável... para cada um de nós. A ciência não tem respostas para ela.”

A pessoa comum, no entanto, tem sido levada a acreditar que a ciência tem de fato as respostas, mas que elas são muito complexas para pessoas comuns entenderem. Assim, continuam cegas ao testemunho da criação ao seu redor. Uma das belezas da Bíblia é que ela oferece uma evidência simples da existência de Deus que qualquer um pode compreender fácil e completamente. Ela oferece uma maneira simples e clara de identificar qual das sagradas escrituras declaradas pelas religiões mundiais foi inspirada por Deus, e Quem é o único Salvador do mundo.

Qual é a essa evidência simples, mas profunda, que a Bíblia oferece? É a profecia cumprida, uma verificação irrefutável reservada apenas às Escrituras judaico-cristãs. Nenhuma pessoa honesta pode continuar descrente depois de um estudo sobre profecia, mesmo que breve. [...]

A profecia é o elemento ausente em todas as outras escrituras sagradas das religiões mundiais. Não é encontrada no Corão, nos Vedas hindus, no Bhagavad-Gita, no Livro de Mórmon, nos ditos de Buda, nas escrituras de Mary Baker Eddy. Em contraste, a profecia compreende cerca de 30 por cento da Bíblia.


O Deus da Profecia

Não é surpreendente, então, que o Deus da Bíblia Se identifique como Aquele que prediz precisamente o futuro e garante que o mesmo se desenrole como Ele disse que iria. De fato, Deus indica a profecia como a evidência irrefutável da Sua existência e da autenticidade de Sua Palavra. [...]

A Bíblia não perde seu tempo, como filósofos têm feito insensatamente por séculos, em qualquer tentativa de oferecer alguma prova acadêmica para a existência de Deus. O Deus de quem a Bíblia presta testemunho é capaz de comunicar-Se com a humanidade e promete revelar-Se a todos os que sinceramente desejam conhecê-Lo e fielmente buscá-Lo. “Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29.13), diz o Velho Testamento. O Novo Testamento ecoa a mesma promessa: “Porquanto é necessário que todo aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam” (Hebreus 11.6).

Ao comunicar o Seu Ser e a Sua vontade, Deus equilibra evidência subjetiva como prova objetiva. A Bíblia registra a provisão de Deus por vários sinais materiais aos que queriam conhecer a Ele e à Sua vontade. [...]

Aqueles que negligenciam o estudo diligente e a observação cuidadosa das Escrituras que Deus proveu e preservou através dos séculos não precisam esperar alguma palavra nova de profecia ou algum sinal miraculoso. Os que fazem tais exigências caem nas mãos de Satanás, que está muito contente em providenciar os “sinais e prodígios” que eles procuram e assim são desviados. (SIC)


HUNT, Dave. Quanto tempo nos resta? Provas convincentes da volta iminente de Cristo. Porto Alegre: Ed. Chamada da Meia-Noite, 1999. Pág. 18 a 23.