sábado, 17 de dezembro de 2011

Entre Sua mão e o madeiro

A Bíblia em um ano:
Amós 5-9
Apocalipse 8

By Elaine Cândida, com imagens do Google.


“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”
Colossenses 2.14


Às vezes paro e fico pensando: se Jesus é tão poderoso, por que Ele não viveu a história da redenção de outra forma, que não tão sofrível quanto foi ser pendurado em uma cruz como o pior de todos os homens da terra (uma vez que levava sobre Si os pecados de toda a humanidade) sendo tão inocente?

Max Lucado, na obra Ele Escolheu os Cravos (CPAD), argumenta:

Que loucura, não é? Pensar que estes cravos prenderam seus pecados em uma cruz?

Concorda que é um absurdo? Um patife [em referência aos dois ladrões] fez uma oração e esta foi respondida? Ou mais absurdo ainda foi o outro patife não ter feito oração alguma?

Absurdo e ironia. O monte do Calvário nada mais é do que ambos.

Nós teríamos agido de outra forma. Pergunte-nos como Deus deveria redimir seu mundo e mostraremos! Cavalos brancos, espadas flamejantes. Deus em Seu trono.

Mas Deus em uma cruz?

Deus na cruz, com os lábios rachados, olhos entreabertos e rosto ensangüentado?

Cuspiram em Seu rosto!

Furam o Seu lado!

Lançaram sorte aos Seus pés!

Não! Nunca teríamos escrito o drama da redenção desta forma. Mas, novamente, não fomos consultados. Estes personagens e acontecimentos foram uma escolha celestial ordenada por Deus. Não coube a nós designar o momento.

Mas fomos chamados para responder a isto.”[1]

Realmente é impossível a nós compreender o porquê deste misterioso ato do Senhor, a não ser aceitarmos que foi por puro e sublime amor do Criador pelo homem pecador e perdido.

Creio que Jesus poderia ter fechado as mãos e proibido que aqueles soldados a pregassem na cruz.

Contudo, entendo que o Senhor via no espaço entre Sua mão e o madeiro, uma cédula que comprometia a humanidade. Nela estavam escritos todos os nossos pecados, desde Adão até o fim de da história da última vida humana sobre a terra.

Era uma visão que só Ele tinha. E sabia o quanto nos eram contrárias as anotações escritas ali.

Ele não poderia ter proibido o mal que sucedeu – e que acabou se tornando o maior benefício que a humanidade já recebeu.

Unir aquela cédula às Suas mãos através de um cravo seria uma forma de demonstrar que ninguém mais teria acesso a ela.

A Palavra nos diz que todo o que é pendurado no madeiro torna-se maldito para Deus (Gálatas 3.10-13). Cristo fez-Se maldito por nós, mas ressuscitou glorioso para nossa vitória em Deus (Mateus 28.1-10).

A cédula, porém, tornou-se maldita também para Deus. Ficou cravada na cruz e tornou-se abominável ao Senhor.

Aleluia!

Pela Sua coragem de nos assumir, Jesus nos livrou da morte eterna e nos deu a garantia de podermos começar a escrever uma nova história com Deus... Livres do passado... Absolvidos dos pecados... Sem nada mais que nos comprometa... Nada mais!

Jesus viu o que ninguém via e morreu pelo que ninguém entendia para nos garantir uma maravilhosa vida que ninguém merecia.


[1] (Max Lucado. Ele Escoheu os Cravos. 12ª ed. Nashville, EUA: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2006. Pág.133).