sábado, 24 de dezembro de 2011

O novo velho natal

A Bíblia em um ano:
Habacuque 1-3
Apocalipse 15

By Elaine Cândida, com imagens do Google.


“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal. [...]”
Romanos 1.22-23


Nessa época vejo muitas pessoas que procuram viver o Evangelho da Verdade de forma plena, dialogando e até debatendo sobre o natal que é comemorado no mundo e, ultimamente, pela Igreja desvirtuada do século XXI.

Muitos cristãos fiéis, inconformados com tantas luzes, cores, comilança, presentes, consumismo e papais noéis, fazem seus manifestos, de forma a lembra que Jesus, o motivo real do Natal, tem sido esquecido. Há quem até sustente que o natal, de forma alguma, deva ser celebrado pelos cristãos, por se tratar de uma festa pagã e por não se lembrar de Cristo como o centro de toda essa festança que comove o mundo inteiro a cada final de dezembro.

Mas Jesus já é lembrado o ano inteiro pelos crentes!

Esqueceram que Ele é o "Papai Noel dos crentes"? Ele passa o ano inteiro realizando os sonhos dos cristãos adeptos da teologia da prosperidade (e dos que oficialmente não o são mas o fazem, nas suas práticas de sonhar e exigir a realização dos seus anseios, nas suas práticas de saborear uma vitória com sabor de mel sobre o gosto amargo de fel que a vingança causou aos seus inimigos, nas suas práticas de subir como Zaqueu em vez de diminuir como João para que o Senhor cresça...).

Vamos dar um desconto! Essa de lembrar o Deus Criador do Universo encarnado como um bebezinho indefeso numa manjedoura para Se identificar conosco e salvar gente como nós, que jamais mereceu nem mesmo que o Soberano Rei dos reis olhasse para nós, quanto mais que Se importasse conosco; ou essa de lembrar que uma Luz incrivelmente imponente e invencível nasceu sobre os que andavam desgraçadamente nas trevas do pecado e lhes deu a oportunidade de passar a eternidade na glória do Todo-Poderoso, livres de toda condenação (justamente merecida)... Essas coisas estão ultrapassadas. Não são para os crentes extravagantes do século XXI.

A geração extravagante do séc. XXI quer entretenimento, quer emoção, quer fábulas. E ninguém melhor do que o "bom velhinho" para nos entreter, nos emocionar e nos encantar, nem que seja por um ou dois dias apenas. Melhor do que passar o ano todo enfrentando os infortúnios do caminho estreito.

Além disso, esse "menino jesus" era muito pobrezinho. Nessa época do ano, Sua imagem está sempre atrelada a uma manjedoura, a um lugar fedorento e sujo. Não combina com esse batalhão de cristãos triunfalistas dos nossos dias. Papai Noel é melhor que esse "jesus" aí, porque ele nos traz presentes. Nós não precisamos dar presentes ao Noel, como devemos dar nossos corações a Jesus. É o próprio Papai Noel quem nos presenteia.

Perceberam o contraste?

Sem contar que é muito fácil ter uma personalidade tão bacana assim ao nosso lado: Não precisamos renunciar nada para tê-la conosco. Basta irmos à loja da esquina e comprarmos um.

E detalhe: Ele não nos abandonará, caso Jesus arrebate Sua Igreja. Quem ficar aqui na terra, terá a companhia do boneco do "bom velhinho" sempre ao seu lado. (Sempre mesmo!)

...

Ironias à parte, esse novo velho natal de sempre - puramente mercantilista - é melhor nem comemorar, mesmo. Que o Espírito Santo implante nos corações - pelo menos nos corações do Seu povo, que tem andado tão desvirtuado na sua fé - o verdadeiro sentido e a razão do Natal.

E que o Senhor Deus nos lembre de celebrar esse Natal todos os dias!


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