sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Porque todos pecaram...

A Bíblia em um ano:
Daniel 10-12
Judas


By Elaine Cândida, com imagens do Google.


“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”
Efésios 6.12


Eu fico imaginando as pessoas que odeiam outras porque receberam delas algum mal. Fico imaginando quem deseja o mal de outra pessoa tão humana quanto ela.

Há quem apóie a pena de morte porque pensa que eliminar todos os assassinos do mundo seria a maneira mais viável de se acabar com o crime de assassinato. São praticantes e simpatizantes da contraditória divisa: “Matar para ensinar que matar é errado!”. Há quem pense que se todos os ladrões que existem fossem executados o latrocínio também seria extinto.

Ledo engano!

Jesus nos ensinou a amar o nosso próximo como a nós mesmos porque a nossa luta não é contra carne ou sangue, isto é, contra pessoas, mas contra as potestades malignas. Isso significa sustentar que o erro não é a pessoa, mas o que está atuando através dela. Portanto, ainda que todas as pessoas malvadas deixassem de existir, o mal permaneceria ocupando seu lugar no Universo, e isso implica diretamente em se apossar novamente de vidas que cedessem, ainda que com brechas muito pequenas.

O mal não precisa de grandes espaços para trabalhar. Basta que encontre uma pequena fenda pela qual possa passar, se instalar numa vida e conduzi-la de forma contrária àquela aprovável por Deus. É como o câncer, que se desenvolve numa célula e, a partir dela, vai matando as outras ao seu redor, e esse limite vai se expandindo, até que não haja mais jeito para aquele membro (ou para todo o corpo). O mal, o pecado, são células cancerosas, que vão matando outras células saudáveis, migram para a corrente sanguínea e, sem o tratamento eficaz do poder de Cristo, logo formam um reino no espírito de alguém.

Por isso, em vez de xingar, brigar, humilhar, mal-tratar, ignorar, vencer quem nos ofende, em vez de nos vingar pelos danos causados a nós, deveríamos buscar em Deus o perdão para essas vidas, por elas se permitirem usar pelo maligno e por elas próprias não terem forças nem entendimento para buscar o perdão de Deus. Em vez de desejar e até lutar pelo mal de quem pratica o mal, deveríamos desejar o fim do mal e orar por essas pessoas, para que sejam libertas e transformadas pelo grande amor de Deus, expresso ao mundo através de Jesus. Deveríamos combater impiedosamente o mal que se apossa das vidas que foram criadas para o louvor da glória de Deus. E isso nós fazemos com jejuns, oração, praticando e ensinando a Palavra de Deus, aconselhando, intercedendo, adorando a Deus sobre tudo e sobre todos. O ideal seria que desprezássemos e quiséssemos destruir, não as pessoas que fazem mal, mas as potestades do mal que atual através das vidas delas.

Essa é uma visão contida nos olhos e no coração de quem vive sob a dependência de Deus, a quem prestam toda honra para executar a Sua justiça. São pessoas que amam seus semelhantes porque entendem que eles são vidas amadas por Deus tanto quanto qualquer outro ser humano, mas com a desvantagem de terem cedido suas vidas para serem instrumentos do mal e não para glorificarem a Deus.

“Próximo”. Esta foi a expressão usada por Jesus (Mateus 22.39) ao nos comparar com as outras pessoas. Certamente Sua maior intenção foi nos lembrar que nossas escolhas são o que nos diferem uns dos outros, porquanto nossa natureza é tão pecadora quanto a do resto de todo o mundo. E isso nos faz realmente bastante próximos uns dos outros.

Da mesma maneira como buscamos as misericórdias e o perdão do Senhor para as nossas vidas deveríamos desejá-las sobre as vidas dos nossos semelhantes, até mesmo àqueles que nos fizeram ou fazem algum mal.

Pois todos nós pecamos.

Todos carecemos da glória de Deus.

E nenhum de nós está isento de falhar.