domingo, 4 de dezembro de 2011

A última multidão

A Bíblia em um ano:
Ezequiel 41-43
1João 1



“No dia seguinte, a grande multidão que tinha vindo para a festa ouviu falar que Jesus estava chegando a Jerusalém. Pegaram ramos de palmeiras e saíram ao Seu encontro, gritando: ‘Hosana! Bendito é o que vem em nome do Senhor! Bendito é o Rei de Israel!’ ”
Salmos 91.4b

Jesus entrou no mundo. E depois de muito ter feito por Sua sociedade, uma multidão viu Jesus chegando, e foi recebê-Lo quando Ele esteve aqui pela primeira vez, encarnado, entrando em Jerusalém. Vozes lindas e jubilosas saudavam o Rei, cantando “Hosana! Bendito é o que vem em nome do Senhor!”. Enquanto isso, açoitavam diante dEle suas capas, seus mantos e ramos, formando um tapete para o Rei passar.

Jesus ouvia aquele canto e assistia àquela cena com a alegria daquele momento, mas com grande pesar sabia em Seu interior que dentro de três dias aquelas vozes se levantariam ao alto outra vez, não para louvá-Lo e sim para exigir a cerca dEle a Pilatos: “Crucifica-O!”

Naquela tarde de uma sexta-feira, Seu último suspiro no alto do madeiro parecia ter dado vitória à morte. Aquela multidão sedenta do sangue de Cristo pensava ter sido a última imagem que Ele viu em vida à Sua frente. E termina o cumprimento de uma profecia.

Mas só parecia! Ao terceiro dia, inicia-se o cumprimento de uma nova profecia. Jesus ressurge, ressurreto deixa o sepulcro vazio. Volta à vida e vence a morte. A história se repete, mas agora, com um desenrolar bem menos sangrento e desfecho bem mais desejável.

Com grande pesar Jesus assiste e ouve muitos descrentes perdidos no mundo batendo palmas para tudo o que é contrário ao cristianismo, crucificando o Evangelho e valorizando todo tipo de comportamento que afronta a santidade, a sabedoria e as intenções de Deus.

Mas no meio de tudo isso, o coração de Jesus Se alegra e anseia pelos milhares de milhares de pessoas estão se preparando para encontrá-Lo quando Ele voltar. Em vez de ramos e capas, estes lançam suas vidas, seus eus, seus orgulhos pessoais, suas dores, suas conquistas, seu tudo. Mas não o fazem com fúria ou hipocrisia, e sim com quebrantamento e contrição. O fazem chorando, perdendo, renunciando, passando por vales, por águas e por fogo. O fazem gemendo, levando a cruz.

E compõem assim um tapete de adoração e louvor para o Rei ressurreto passar. Só que agora, Ele não está indo em direção à entrada de Jerusalém. Ele está saindo dela. Está saindo do mundo. Logo deixará este mundo de vez e, então, nunca mais voltará. A melhor parte é que dessa vez, Ele não irá sozinho. Irá com o Seu povo.

Jesus sairá do mundo. E depois de tudo ter feito para que o mundo se convertesse a Ele, o Senhor também retirará do meio dele o povo verdadeiro, que não viveu hipocritamente. O povo que se santificou e enfrentou andar na contramão do mundo. O povo que amou Jesus mais que a si mesmo e que, em vez de exigir das autoridades um fim para o Senhor, clamava a Jesus para salvar as autoridades antes que lhes sobreviesse o fim.

E as mais belas vozes do universo – as vozes dos santos de Deus – cantarão louvores eternamente ao Rei. A última multidão que Jesus verá não será aquela que conclamou Sua morte na cruz, mas aquela que foi lavada pelo sangue que Ele verteu quando morria sobre ela.

Essa multidão é formada pelos salvos, os quais o próprio Jesus convidará a entrarem no Seu Reino eterno, e ali no Céu e adorarão Sua face juntamente com os anjos, para todo o sempre...

E sempre...

E sempre...

...