segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um momento para nos calar...

A Bíblia em um ano:
Oséias 6-10
Apocalipse 2-3



“Consultaram novamente o Senhor: ‘Ele [Saul] já chegou?’ E o Senhor disse: ‘Sim, ele está escondido no meio da bagagem’. Correram e o tiraram de lá. Quando ficou em pé no meio do povo, os mais altos só chegavam aos seus ombros. E Samuel disse a todos: ‘Vocês vêem o homem que o Senhor escolheu? Não há ninguém como ele entre todo o povo. Então todos gritaram: ‘Viva o rei!’ Samuel expôs ao povo as leis do reino. Ele as escreveu num livro e o pôs perante o Senhor. Depois disso, Samuel mandou o povo de volta para as suas casas. Saul também foi para sua casa em, Gibeá, acompanhado por guerreiros, cujo coração Deus tinha tocado. Alguns vadios, porém, dissera: ‘Como este homem pode nos salvar?’ Desprezaram-no e não lhe trouxeram presente algum. Mas Saul ficou calado.”
1Samuel 10.22-27


Nesse tempo, o já então rei Saul ainda era um homem de Deus. Tinha temor e era humilde e obediente. Ele sabia se calar quando necessário, inclusive diante de quem lhe ofendia. (1Samuel 10.15-16 e 24-27)

Diferente daquele Saul que, pelo seu orgulho e petulância que desenvolveu ao longo do seu reinado, ofendia, perseguia e até mandava matar mesmo aqueles que lhe honravam e respeitavam, bastasse que esse rei implicasse com tal pessoa, como foi o caso da implicância de Saul para com Davi. Nesse caso, Saul já havia perdido o Espírito de Deus. (1Samuel 15)

Quando nós temos o Espírito de Deus, aprendemos a nos calar. Aprendemos a revidar as ofensas apenas em oração, não em atitudes igualmente [ou superiormente] ofensivas. Não usamos, contudo, a oração, como um mecanismo de revolta, de vingança, de maldade. Ao contrário, entregamos nossos descontentamentos diante do Senhor e buscamos dEle uma mudança, tanto para nossas vidas quanto para as vidas daquelas pessoas que nos ofenderam.

Muito além de Saul no início do seu reinado, Jesus é nosso maior exemplo de quem Se calou diante dos seus algozes e por eles intercedeu, concedendo perdão e demonstrando amor. Sua paciência e mansidão são [dentre tantas] características notáveis em nosso Senhor, as quais nos inspiram e motivam a agirmos como Ele diante de ofensas e maldades que sofremos, pois foi assim que Ele também agiu conosco.

E quando nos desesperamos diante de adversidades e deixamos nossa fé diminuir, quando deixamos de acreditar e de adorar ao Senhor, quando Lhe ofendemos ainda hoje por motivos diversos, percebemos que é assim – com essa mesma mansidão, com amor e perdão – que Ele ainda lida conosco.

Nada mais justo que retribuirmos esses sentimentos ao Senhor, tratando nossos amados como o Senhor também trataria.