quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Bem aí, do lado de fora...

A Bíblia em um ano:
Êxodo 11-13


“Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância.”
1Pedro 1.14


Uma das leis da Física explica que dois corpos não ocupam o mesmo espaço simultaneamente. Esse princípio também é válido para a lógica do Reino de Deus: Onde Deus está, o maligno não está, e vice-versa.

Quando nós chegamos até a presença de Jesus, nossos corações estavam carregados pelo pecado e pela presença do mal. Foi preciso que disséssemos “Sim!” e abríssemos a porta das nossas almas para que o Espírito Santo pudesse entrar nelas. Quando isso aconteceu, o mal foi saindo, forçosamente pela santa presença que começou a ocupar aquele espaço, até então tão maltratado (Efésios 2.3-5).

Por causa desse processo maravilhoso, a cada dia podemos nos aproximar mais do Senhor e ver novas cadeias sendo quebradas em nosso ser. “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade!” (2Coríntios 3.17)

Só que o mal não foi aniquilado (ainda). Ele continua do lado de fora, como um cão assentado à porta, esperando apenas uma oportunidade para voltar e reocupar os nossos corações. Os “maus desejos de outrora”, que nos mantinham aprisionados na ignorância, estão bem perto de nós, e podem voltar e nos moldar outra vez, tão logo a porta se abra para eles, ou pelo menos para um deles, o menor que seja. E ele nunca voltará sozinho! (Lucas 11.24-27)

Obviamente esse é dos principais motivos pelos quais o Senhor alerta tantas vezes em Sua Palavra para que tenhamos vigilância em toda a nossa conduta, de forma a não deixarmos nenhuma brecha disponível, pela qual o mal possa entrar e se instalar. (Tiago 1.14-17; 1Pedro 5.8)

Mas essa tarefa não é fácil. O mal é astuto e sorrateiro. Só os olhos de Deus podem detectá-lo sob suas camuflagens e denunciá-lo a nós. Na maioria das vezes, o maligno não faz barulhos, não deixa rastros, tampouco se identifica na portaria. Só com a graça de Deus somos avisados, recebemos livramentos e podemos nos desviar dele.

Que o próprio Senhor nos ajude a caminhar em obediência, em temor, em permanente e gradativa entrega à Sua direção e querer, para que a presença do Eterno Deus de Glória seja constante e intensa em nós. E o mal se manterá do lado de fora, cada vez mais distante, até que o abismo da eternidade consume para sempre essa nossa separação daquele que tantos danos nos causou e de quem nós jamais sentiremos saudades.