sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Diálogos com Deus

A Bíblia em um ano:
Números 18-20

By Elaine Cândida, com imagens do Google.


“Inclina, Senhor, os Teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito.”
Salmos 86.1

Deus possui ouvidos!

Aleluia!

Mas poucos de nós sabem disso na prática. Entendemos que Deus é um ser vivo, sábio e ativo, mas poucas vezes estamos convencidos que Ele realmente nos ouve. E preferimos contar nossas necessidades e aflições a outras pessoas, ou simplesmente acordamos e dormimos com as tais latejando dentro do nosso peito sem a dividirmos com alguém.

Quantas noites de sono interrompido pelas inseguranças e imperfeições da vida, não é?

Que grito intenso ecoa da alma no decorrer de cada hora!

Quantas horas gastas vasculhando salas de bate-papo na Internet, à procura de alguém que possa saber do que se passa conosco.

Parece que só o fato de contar a alguém já faz grande diferença para nós, mesmo que esse alguém não nos conheça, não nos compreenda nem possa nos ajudar.

Mas eu quero te lembrar (e me lembrar novamente) que orações são bem mais eficazes e eficientes que conversas prolongadas com qualquer outra pessoa.

A razão é que, quando oramos, não estamos falando sobre nossa situação com alguém estranho. Pode até o ser para nós, mas Ele, na verdade, nos conhece mais do que qualquer pessoa no mundo inteiro. Mais até que nós mesmos. Sabe onde está cada medo e sua raiz. Sabe o que fizemos em cada minuto que já vivemos e também sabe o que acontecerá nos próximos minutos e anos que virão. Sabe o que se passa dentro de nós e conhece profundamente as causas de tudo.

Mas Ele não só tem consciência dos nossos problemas e anseios. Deus, a outra pessoa da oração, tem respostas precisas e soluções absolutas para cada questão que levarmos até Ele.

No mesmo Salmo Davi escreve: “No dia da minha angústia clamo a Ti, porquanto me respondes” (Salmos 86.7).

É o que precisamos fazer hoje: deixar aquela prática de orar no tempo que sobra (quando sobra), de dirigir uma oração mecânica e repetitiva aos Céus, ou, simplesmente, de não orar.

Orar é dialogar. Não é falar sozinho. Não é repetir as mesmas coisas, como se Deus fosse surdo ou incapaz de entender o que falamos da primeira vez. Deus é ativo, é vivo, tem respostas e também tem muitas coisas para nos falar.

Deus não apenas tem ouvidos. Ele também tem boca.

Oh, glória!

Comecemos nossa oração como Davi, lembrando quem Deus é e onde Ele está. As primeiras palavras da oração de Davi nos lembram que somos nós que precisamos de Deus.

E certamente, quando entendermos isso, veremos quanto tempo perdemos em não procurarmos ao Senhor quando buscamos a ajuda nas pessoas. Nossas confissões tomarão um novo sentido, deixaremos de falar sozinhos nas nossas orações, e conseguiremos ouvir a voz do Senhor.