segunda-feira, 23 de abril de 2012

Injusta Graça


A Bíblia em um ano:
2Crônicas 1-3

 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3.16

 

Pense naquilo (ou em pessoas) que você tem e considera o bem mais precioso que você possui.

Agora, imagine você, voluntariamente entregando esse bem tão valioso para ajudar alguém que te traiu, que te fez sofrer amargamente, que te esqueceu e fez pouco caso de você.

Parece um pouco impossível de imaginarmos isso acontecendo, não é? Para nós, sim. Para Deus, não só foi possível, como também foi concretizado assim. Ele entregou Seu único filho imaculado como Ele é, inocente e cheio de glória, e entregou como o pagamento pelo resgate da vida de pessoas completamente desmanteladas moral, espiritual e até fisicamente.

Mesmo sabendo que não merecemos, Deus nos amou assim. E hoje, se podemos ter alguma esperança é porque Ele pagou pela liberdade que nos assiste e que nos garante esse direito. Já não precisamos continuar imundos. Já não precisamos ser desprezíveis aos olhos de Deus. Já não temos que temer o futuro que desconhecemos. Já podemos descansar no hoje, mesmo diante de tantas adversidades. Pois o Senhor nos amou e continua amando. Ele não nos viu como nós vemos. Além da lama do pecado, atrás dos farrapos e molambos, por trás das horríveis feridas purulentas,  Deus viu uma parte de Si. Ele viu o Seu sopro. Ele viu pequenos pedaços de Si mesmo perecendo longe do Todo. E por isso Se dispôs a fazer o que ninguém poderia. Se prontificou em resgatar as pequenas partes para reagregá-las ao Todo e não deixá-las apodrecendo até se extinguirem para sempre.

Um verdadeiro Santo por alguns bilhões de imundos. Um ser esplendoroso em glória em troca de alguns bilhões de pessoas esfarrapadas pelo pecado. O Forte, Poderoso convicto e Invencível Soberano Deus pelo homem caído, vencido por suas fraquezas e humilhado e pisado até pelo próprio diabo – o ser mais desprezível que há. Parece justo? Talvez não. Mas quem disse que a graça de Deus é justa? Ela nos faz receber aquilo que não merecemos.