terça-feira, 26 de junho de 2012

Amor fingido


A Bíblia em um ano:
Salmos 97-99


“O povo de Israel diz: ‘Venham, voltemos todos para Deus, o Senhor. Ele nos feriu, mas com certeza vai nos curar; Ele nos castigou, mas certamente nos perdoará. Daqui a uns dois ou três dias, no máximo, Ele nos dará novas forças e nos porá de pé, e nós sempre faremos a Sua vontade. Vamos nos dedicar mais e mais ao Senhor! Tão certo como nasce o sol, Ele virá nos ajudar; virá tão certamente como vêm as chuvas da primavera que regam a terra.’ Mas o Senhor responde: ‘O que vou fazer com você, Israel? E com você, Judá, o que é que Eu faço? Pois o amor de vocês é tão passageiro como a cerração ao nascer do sol; é como o orvalho, que seca logo de manhã. Foi por isso que mandei os Meus profetas anunciar que Eu vou castigar e matar vocês. E o que exijo de vocês é claro como a luz do sol. Eu quero que vocês Me amem e não que Me ofereçam sacrifícios; em vez de Me trazer ofertas queimadas, Eu prefiro que o Meu povo Me obedeça’.”
Oséias 6.1-6 (NTLH)


Nós contamos ao mundo que Deus é grande em amor, bondade e misericórdia e queremos que todos acreditem no poder desse amor incondicional e sublime do Senhor. Mas quando se trata do nosso amor para com Ele, nós agimos como se Deus fosse um moleque  a quem nós enrolamos com um amor fingido, que agora está bem aparente e daqui a pouco é desconsiderado quando a nossa própria vontade se manifesta, não importa qual seja a vontade do Senhor.

Nosso amor é falso. É um amor inconstante. É um amor basicamente de palavras, raramente de atitudes. Nosso amor entroniza Deus nos louvores e rapidamente Lhe tira do trono quando a nossa carne grita ansiosa por se satisfazer. Nosso amor faz atos proféticos dando ao Senhor a honra, mas nos seus atos concretos raramente deixa o Senhor ser o mais importante, o primeiro, o verdadeiro Senhor das nossas vidas.

Nosso amor promete e não cumpre, fala e não sustenta, age com Deus como nossos políticos agem conosco. Salvas raríssimas exceções, o nosso amor é uma farsa!

E o Senhor nos ama tanto, que não exige de nós mais do que podemos Lhe dar – até porque nós realmente não podemos Lhe dar muitas coisas, nem coisas tão grandes, caras e perfeitas quanto Ele tem dado a nós. O Senhor simplesmente nos pede que O amemos, não pelo que Ele pode fazer ou deixar de fazer por nós, mas simplesmente pelo que Ele é.

Se nós, de fato, nos comprometermos a conhecer, e prosseguirmos em conhecer o Senhor, nós O amaremos natural, progressiva e cada vez mais intensamente. E a obediência já não será uma tarde de sexta-feira no calvário para nós, mas sim, uma manhã de domingo cheia glória e ressurreição. Um prazer natural e espontâneo de quem abriu seu coração de verdade para o Senhor e conheceu Sua santidade encantadora de perto.

Amor e obediência são as mais belas definições do verdadeiro culto a Deus. Tanto que Jesus citou essa passagem de Oséias 6.6 duas vezes no Novo Testamento (Mateus 9.13; 12,7), para nos lembrar que nossas obras (sacrifícios) não impressionam ao Senhor, muito menos nossos discursos (palavras), a não ser para revelar a absurdeza da nossa hipocrisia.


Coral da AFE - Jubilai Vol. I - Se o Meu povo orar



"Olha para dentro do nosso coração com misericórdia, Senhor, porque ali o Senhor achará muita falsidade e maldade. E perdoa-nos pela nossa falsidade, pela nossa petulância em agir com o Senhor como se Tu fosses um de nós. Com o poder do Senhor, pela força do Espírito Santo, limpa toda imundície que há em nós, para que possamos Te prestar cultos verdadeiros, cheios de amor sincero e disposição fiel em obedecer. Cultos santos e honestos, onde, de fato, o Senhor é o Rei – não as nossas vontades. Para o louvor do Teu nome bendito, santifica-nos hoje e para sempre, para que possamos Te amar e obedecer com prazer e atitudes. No nome Santo de Jesus, oramos. Amém."