sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Preceptor

A Bíblia em um ano:
Provérbios 4-7

“Nele [Em Cristo] estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.”
Colossenses 2.3


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Ás vezes – quando a vida colabora – nós temos certeza das atitudes que devemos tomar. Tudo está tão claro e em harmonia que chegamos mesmo a pensar sermos os donos da situação.

Mas às vezes, nem tanto. Às vezes – na maioria das vezes –, nós nos confrontamos com situações tão complicadas, tão além das nossas condições e dos super poderes que pensamos que temos (ou que dizem que temos). Às vezes, a vida reserva momentos de conflitos tão intensos que o desespero passa a ser um tapete sobre o qual caminhamos em círculos por dias, até chegarmos à exaustão e tombarmos, exaustos, sobre ele.

Por que será que tem de ser assim? Não seria mais fácil (e conveniente para nós) se nossas vidas fossem um pouco menos complicadas?

De certo que sim, mas a Divina Sabedoria diz que não. Esse não seria um jeito muito eficiente e eficaz de nos ensinar a olharmos para Deus, o Senhor de quem depende toda a nossa vida. (Você já prestou atenção em como a grande maioria das pessoas somente olha para Deus quando todos os seus recursos se esgotam?)

Existem valores e bens incomparavelmente maiores do que vemos ou temos aqui, esperando por serem descobertos e fruídos por nós. Mas, se não sabemos disso, sabemos e não damos tanta importância assim. Por isso Deus, muitas vezes tem de apelar para chamar a nossa atenção para essas coisas. E isso, quase sempre, envolve o fechar de portas, envolve uma nova frustração, um sonho desfeito, um medo batendo à janela, o sussurrar dos “nãos” aos nossos ouvidos. São momentos como esses que costumam nos ensinar a coisa certa a fazer: correr aos pés do Senhor e expor-Lhe nossas almas sem reservas, a fim de recebermos sabedoria e conhecimento do Espírito de Deus, as principais ferramentas para superarmos os desafios dessa vida e alcançarmos a vida futura.

Sentados aos Seus pés, aprendemos com Jesus como a criança do jardim de infância, diante da professora que carinhosamente segura-lhe a mão, ajuda-lhe a posicionar o lápis, o caderno e o braço, e pacientemente viaja com ela a traçar a primeira letra. Aquela é uma realização de ambos, uma grande superação para uma pequena vida em formação e um grande triunfo para a experiente mestra. O Senhor é esse Preceptor, esse Professor que quer segurar em nossa mão e nos ajudar a escrever a vida, letra por letra.

Ele nos deu essa vida, mas ela não se resume ao que vemos, temos ou vivemos aqui. Os propósitos de Deus são eternos, perduram além do que qualquer um de nós poderia ver ou imaginar. E se nós queremos alcançá-los, se nós queremos resolver os conflitos dessa vida e transpor os limites da nossa existência aqui, precisamos desesperadamente da ajuda de Deus, da Sua sabedoria, do Seu conhecimento e poder. Precisamos indiscutivelmente da Sua presença.

A cada nova lição, um novo aprendizado. A cada nova experiência, uma aproximação maior do Senhor. Até que olhamos para trás e, fascinados pelo quanto já superamos, deliciosamente concluímos que o céu é o limite.