quarta-feira, 11 de julho de 2012

Oração perfeita


A Bíblia em um ano:
Salmos 148-150


“Quando o rei Ezequias soube disso, rasgou suas vestes, vestiu pano de saco e entrou no templo do Senhor.”
Isaías 37.1

Rasgou suas vestes.
Vestiu pano de saco.
Entrou no templo do Senhor

Esse foi o bem sucedido passo-a-passo de Ezequias em busca da interferência de Deus, quando diante de uma situação impossível de ser revertida por homens.

A imperiosa Assíria, que amedrontava nações inteiras apenas pelos rumores da sua aproximação, agora estava pessoalmente ameaçando Israel: “O comandante [assírio], porém, respondeu: Pensam que o meu senhor mandou-me dizer estas coisas só a vocês e ao seu senhor, e não aos homens que estão sentados no muro? Pois, como vocês, eles terão que comer as próprias fezes e beber a própria urina!” (Isaías 36.12)

Mas Israel não tinha um rei que confiava no seu potencial bélico, nem na sabedoria dos seus conselheiros. Ezequias tinha o Senhor dos Céus e da Terra, o Deus dos Exércitos, sempre à vista, e não hesitou em procurar pelo Seu socorro.

Curiosa é a oração que o rei Ezequias fez:

Google.
“Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, cujo trono está entre os querubins, só Tu és Deus sobre todos os reinos da terra. Tu fizeste os céus e a terra. Dá ouvidos, Senhor, e ouve; abre os Teus olhos, Senhor, e vê; escuta todas as palavras que Senaqueribe enviou para insultar o Deus vivo. É verdade, Senhor, que os reis assírios fizeram de todas essas nações e de seus territórios um deserto. Atiraram os deuses delas no fogo e os destruíram, pois em vez de deuses, não passam de madeira e pedra, moldados por mãos humanas. Agora, Senhor nosso Deus, salva-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam eu só Tu, Senhor, és Deus.” (Isaías 37.16-20)

Você leu acima alguma expressão do tipo “Eu determino...”, “Eu profetizo...”, “Eu exijo...”? Não, não viu. Porque orações contritas pedem, não exigem; suplicam, não cobram; exaltam a Deus, não determinam arrogantemente.

Rasgar as vestes era um sinal de abertura sincera diante do Senhor. Vestir-se em pano de saco (grosseiro e desconfortável) era sinal de humilhação, de luto. Entrar no templo do Senhor era procurar o lugar designado por Salomão como o lugar de oração (1Reis 8.33).

Muitos cristãos entram no templo, isto é, oram ao Senhor, mas não rasgam suas vestes (não abrem seus corações, não são honestos em expor toda a sua culpa e pensamentos), nem vestem-se de pano de saco, isto é, não se humilham, não confessam-se carentes, não pedem perdão ao Senhor com desejo real de mudarem de vida.

Muitos apenas oram, enquanto outros apenas são sinceros demais sem se humilhar e nem orar. Expõem aos quatro ventos o que sentem e pensam, mas não fazem isso a sós, com Deus.

Há ainda aquelas pessoas que se humilham muito, mas só fazem isso da boca para fora. Não têm sinceridade nem quebrantamento. Querem cumprir um ritual e carregam suas orações de palavras que, pensam, impressionarão a Deus e Lhe convencerão sobre alguma coisa.

Só que Deus não Se vende por palavras. Ele Se permite atrair pelas nossas atitudes.

Sinceridade.
Humildade.
Oração.

Receita imbatível contra os males que tentam nos vencer dia após dia. Caminho certo para trazermos a presença de Deus para nós e, com ela, toda a providência que precisamos.