quinta-feira, 12 de julho de 2012

Que bem é esse?


A Bíblia em um ano:
Provérbios 1-3

“Tudo é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica. Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros.”
1Coríntios 10.23-24

Google.


“Para mim MMA é uma briga de galos com humanos! Spartacus jamais participaria do MMA e nem o lúcido Nero autorizaria esse tipo de carnificina no Coliseu de Roma!!! [...] Os gladiadores de Roma voltaram? Naquela época escravos como Spartacus lutavam na marra e morriam como bois nas touradas espanholas. E as multidões antigamente também não adoravam ver leão comendo cristão? Hoje multidões no ginásio e milhões pela TV entram em êxtase aplaudindo o mais violento NÃO esporte já inventado pelo homem. Rugby, futebol americano e hóquei no gelo parecem curling ou dança de quadrilha perto desse terrível MMA. E quem o defende diz que é ‘uma variação do boxe’! Ora, o boxe é a nobre arte com regras ‘milenares’ com o árbitro protegendo o nocauteado com sua contagem até 10. No NÃO esporte MMA a selvageria só para quando um arranca pedaço do outro”. (Milton Neves, 29.08.2011)


Eu não tive coragem para assistir aos vídeos. Só pelas imagens* que vi e pelas diversos artigos, reportagens e comentários que li, escrevi o que exporei a seguir. (E você, amado(a) leitor(a), não é obrigado a concordar, mas convidado a refletir.)

A Bíblia diz que o ladrão [figura do diabo] é quem veio matar, roubar e destruir (João 10.10). Tirar sangue, quebrar ossos e socar o corpo do adversário até que ele fique inconsciente (ou, em casos mais extremos, morto), não é algo que alguém pratica por puro esporte, mas por um grande prazer em destruir e em exercer domínio sobre.

Não creio (nem encontro bases para refutar isso) que alguém, no momento em que espanca seu adversário, esteja apenas sentindo o puro prazer do esporte, mas sim, que esteja possesso de uma ira implacável, que nada mais é do que o exato reflexo daquilo que o inimigo gostaria de fazer com todos nós.

A muitos, ele droga e mata. A outros, ele assassina através das pessoas más que lhe servem como instrumentos. A outros, ele aprisiona em prostituição, homossexualismo, vícios, etc. A outros ele surra até que seu corpo não resista mais e caia ensanguentado e deformado sobre um ringue, de sorte que tem cumprido seu desejo de matar nosso interesse pela santidade, roubar a consciência que ainda há esperança para nós, e destruir o homem, como um todo, inclusive no seu corpo.

Satanás, mais do que qualquer um de nós, por mais estudados que sejamos, sabe que a destruição do corpo é uma das maneiras mais eficazes de se abater o espírito do homem e, assim, desviá-lo do propósito de encontro com Deus. Por isso, ele usa todos os meios pra se infiltrar nos corações das pessoas, inclusive, através de práticas esportivas cuja essência é a violência – como o MMA.

E ele não só tenta destruir os seres humanos, como também usa seres humanos para destruírem as coisas que Deus criou. Touradas, farras do boi, maus tratos e contrabando de animais, matança indiscriminada, poluição das águas por parte de empresas que não cumprem as normas estabelecidas pela legislação, destruição de florestas, rios e mares, enfim... Tantas coisas tristes e perversas podemos citar, como exemplos de destruição, cuja origem é uma só: o mal e o seu mentor-mor [o diabo]. De toda perversidade devemos nos afastar. (Provérbios 3.32; Filipenses 2.14-15; Romanos 1.28)

Esportes não são pecaminosos até o ponto em que eles não desfiguram aquilo que Deus criou com tanto amor. Como o Senhor bem colocou, o exercício físico, segundo a Palavra de Deus, para pouco é proveitoso para o espírito (1Tm 4.8), mas é benéfico para o físico, para o bem estar do corpo humano. Mas isto não o invalida e nem o condena. É bom que se pratique algum exercício físico, pois é benéfico à saúde de nosso corpo, que é o templo do Espírito. Contudo, quando nosso corpo é espancado, talhado, deformado por um esporte cheio de violência com o MMA, a única coisa que consigo ver é a fúria do diabo destruindo (mais uma vez) o templo do Espírito Santo de Deus. E tenho certeza absoluta que Deus não sente nenhum pouquinho de satisfação nisso. (1Coríntios 3.17)

Além disso, esportes como o boxe, o vale-tudo e o MMA, por exemplo, não são compatíveis com o cristianismo por causa de sua natureza violenta. Esta é uma posição legítima, porque muitas passagens nas Escrituras falam contra a violência e incentivam a prática do amor, uma vez que “o amor não pratica o mal contra o próximo” (Romanos 13:9). É isso o que vemos no MMA? E no boxe? E nos ringues de luta-livre, de vale-tudo, e outros esportes do gênero? Não. O que vemos é o desejo de destruição, de derrota do próximo, de causar-lhe tantos danos físicos a ponto de vê-lo vencido, caído sobre uma lona.

A Bíblia realmente não explicita censuras à prática desses esportes com palavras expressas, mas o faz com princípios. E cristãos verdadeiros reprovam coisas desse tipo porque têm os princípios da Bíblia como os princípios norteadores das suas vidas.

Aos cristãos que apoiam e até incentivam esse tipo de esporte, mirem seus olhos no verso de 1João 2.6, que diz que “aquele que diz que está Nele [em Cristo], deve andar como Ele andou”, e depois perguntem-se a si mesmo:

- Como Jesus (re)agiria se Ele estivesse em meu lugar?
- Jesus teria esse passatempo ou descontração?
- Jesus jogaria se estivesse em meu lugar?
- Jesus iria assistir um jogo de MMA?
- Jesus torceria para algum desses lutadores?
- Jesus incentivaria outra pessoa a fazer isso também?

Diferente do que os cristãos adeptos desse tipo de esporte fazem ou, direta ou indiretamente, estimulam outros a fazerem, Jesus Cristo não andou por aí quebrando – literalmente – a face ou o corpo de outras pessoas, nem denegriu de maneira alguma a criação mais cara de Deus. Ao contrário, Ele “andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele.” (Atos 10.38)

E Ele nos deixou Seu exemplo, para que sigamos os Seus passos. (1Pedro 2.21)

Façamos por onde não decepcioná-Lo.

Nele, que veio trazer vida, e vida em abundância.


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* Também não tive coragem de publicar aqui imagens desse (concordo) “não esporte”, para não desfigurar a paz e a santidade que propomos neste espaço virtual. Contudo, uma busca nas imagens do Google é suficiente para ver de que grau de selvageria e crueldade estamos falando quando nos referimos ao MMA.