sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vitória em aparente derrota


A Bíblia em um ano:
Salmos 124-131

By Elaine Cândida

“Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. Aquele que ama a sua vida a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna.”
João 12.24-25

A cruz foi o triunfo de Cristo – uma vitória que estabeleceria Seu reino por meio de aparente derrota. Pela morte, Ele destruiu “aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (Hebreus 2.14). Essa mesma vitória sobre o pecado e sobre as forças das trevas está disponível agora aos seguidores de Cristo. Ela chega a eles, como para seu Senhor, não por vanglória nem com a garantia de imunidade ao sofrimento, mas por meio de humildade, submissão à vontade de Deus e aparente derrota na morte de cruz. Como Jesus disse: “Se alguém quiser vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a cruz e siga-Me” (Mateus 16.24).

Não que todos os crentes devam morrer numa cruz de verdade, apesar do martírio ter sido o destino de muitos. O flagelo da carne não realiza nada. A vitória está em Sua cruz, não em qualquer outra cruz que alguém carregue. Somente Cristo poderia pagar o preço completo do pecado. Pela fé em Sua morte substitutiva na cruz por toda a humanidade, aqueles que crêem são livrados eternamente do castigo do pecado. É um dom gratuito da graça de Deus.

E o que dizer do poder do pecado de enganar e escravizar? O livrar-se tanto do castigo quanto do poder do pecado vem da mesma maneira – através da aceitação de Sua morte como nossa própria. Quando Cristo tomou o nosso lugar, a justiça de Deus exigiu Sua morte. Aqueles que acreditam que Ele morreu em nosso lugar reconhecem que nós merecemos justamente o castigo da morte e confessam terem morrido Nele. O pecado não tem mais poder sobre aqueles que estão mortos, nem este mundo impõe qualquer atração sobre eles.

A maior promessa, porém, é a de que Ele nos levará à casa de Seu Pai no Céu, onde estaremos livres da presença do pecado para sempre. Ao pagar na cruz a dívida completa exigida pela Infinita Justiça, Cristo nos livrou do castigo do pecado, nos livra de seu poder, e um dia nos libertará eternamente de sua presença.

[Trecho da obra Quanto tempo nos resta? Provas convincentes da volta iminente de Cristo, de Dave Hunt. Porto Alegre, Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, 1999. Pág. 61.]