domingo, 12 de agosto de 2012

As escolhas do Rei


A Bíblia em um ano:
Isaías 50-51



“O rei Nabucodonosor chamou Aspenaz, o chefe dos serviços do palácio, e mandou que escolhesse entre os prisioneiros israelitas alguns jovens da família do rei e também das famílias nobres. Todos eles deviam ter boa aparência e não ter nenhum defeito físico; deviam ser inteligentes, instruídos e ser capazes de servir no palácio. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios."
Daniel 1.3-4 – NTLH


Imagem: Google.
Os jovens escolhidos para servirem a um rei do mundo tinham de ser de famílias nobres. As pessoas que Deus escolhe para Lhe servir provém da família do pecado, da rejeição, da perdição. São pecadores imundos que buscam arrependimento verdadeiro.

Os jovens escolhidos para o rei devem ter boa aparência, enquanto que os escolhidos de Deus são aquelas pessoas mais desfiguradas pelos sofrimentos da vida, que buscam cura e libertação para suas almas.

Os jovens escolhidos para Nabucodonosor não deviam ter nenhum defeito físico. O Senhor, porém, recebe em Sua presença e convoca ao Seu serviço tanto perfeitos fisicamente, quanto defeituosos. Tanto os normais quanto os sindrômicos. E busca para Si os doentes, não prioritariamente os sãos (Marcos 2.17). Há lugar para todos na Sua casa.

Os jovens convocados a um serviço para um rei qualquer necessitam ser inteligentes. Porém, mesmo que a inteligência não seja a maior virtude de uma pessoa, Deus lhe chama assim mesmo e lhe capacita, de forma que sempre há algo importante e apropriado para ela realizar no serviço do Reino. Porque para Deus, ninguém é mais inteligente do que aquela pessoa que Lhe entrega sua vida por inteiro.

Instruções, diplomas, prêmios. Esses são quesitos que levam reis e rainhas a escolherem pessoas para lhes servirem. Embora pessoas instruídas exerçam grandes ministérios à serviço de Deus, muitos Pedros – incultos e desinstruídos (Atos 4.13) – também são levantados dentre os homens para envergonhar com as verdades do Céu até os maiores doutores da terra.

O mundo procura pessoas “dignas” para servirem em seus palácios. Deus procura os mais indignos da terra para transformá-los no Seu palácio real.

Nisto, porém, são comuns: tanto os reis da terra quanto Deus procuram pessoas que queiram aprender sua língua e estudar seus escritos. A diferença é que as línguas dos homens mudam e seus escritos se perdem com o tempo. A língua do Céu chama-se santidade e é eterna, e a Palavra de Deus permanece para sempre. Não porque tenha sido escrita num tipo especial de papel que não se acaba, mas porque passou a ser escrita nos corações dos homens que se rendem à graça de Deus. E, salvos, viverão eternamente em Sua presença.

Vale, pois, à pena, meditar sobre essas coisas e concluir alegremente que em Deus temos e somos tudo o que nem todos os reis da terra, juntos, poderiam nos dar ou fazer de nós. Pois dinheiros se acabam, coisas falham e pessoas nos decepcionam constantemente. Ainda bem que temos um Deus que é todo amor, bondade e misericórdia cuidando de nós!

Ainda bem, porque as escolhas dos reis da terra apontam para a triste realidade que no mundo se amam as coisas e usam-se as pessoas. O Rei dos céus, porém, coloca-nos em Suas escolhas como prioridades.